quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

11 Portas giratórias e a minha sensibilidade

Qualquer vivente desse mundo já passou por vexame ou nervoso ou ataque de pelhanca ao tentar entrar numa agência bancária.
É claro que comigo é pior, porque comigo tudo sempre é pior. A Lei de Murphy chama assim para proteger a minha identidade, porque é baseada em  fatos reais da minha vida. Mas ta...então, essa pessoa com cara de assaltante de banco, bandida e perigosa que vos escreve resolve ir ao banco fazer um depósito. Dai, tem a tal da porta giratória, coisinha dos infernos, pavor de qualquer mulher que anda com uma big bolsa. Chego lá e com toda a classe que eu não tenho, tiro o celular e a chave. Não passo! Tiro a carteira com moedas. Não passo! Começo a ficar tensa com a fila que vai se formando atrás de mim. Volto pro povo poder passar. Olho desesperada pro "seu guardinha" com uma carinha de delicada, bonitinha, queridinha, trabalhadora, com olhos de "não sou uma assaltante" e ele diz: Essa tua blusa ai tem acessórios de metal. E eu, com cara de "ãh?" Ele queria o que? Que eu tirasse??? Ta, a ideia até podia ser boa moço, mas não! Não agora e nem aqui!
Pediu para olhar a minha bolsa e eu mostrei. Olhou minha necessaire e perguntou Ai dentro não tem nada de metal?  e eu Não..só maquiagens. E ele pra fila que se formava a minhas costas (/medo) Ela não sabe o que é metal.
Eu ia xingar, mas veio o choro na garganta. Fiquei quieta, peguei minha bolsa e com cara de cachorro sem dono pedi: "Me deixa entrar?"
Ele deixou e disse como se fosse simpático To só fazendo meu trabalho, moça!
Disse que eu tenho cara de marginal e ainda me chamou de burra.
Deu vontade de mandar ele enfiar o protocolo no c*, mas depois do carnaval, isso poderia afetar a memória afetiva dele e enfim..ele sair cantando pro mundo, feliz.
Preferi imaginar ele dando o rabo pra minha raiva passar.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

10 Sobre "A la la ô"

Em maio do ano passado um senhor, maior cara de pai de família, funcionário público, barba por fazer, sem sotaque gaúcho aparece lá na loja pedindo para dar uma olhada nas perucas, e diz: "É pro carnaval,Que aí eu já deixo guardado.É mais barato agora do que na época do carnaval não é?". Não, não é. Não essas perucas que imitam cabelo de gente normal, mas como boa vendedora comissionada que sou, disse que sim.
Então em maio, ele comprou a primeira. Depois apareceu pra buscar uma para uma amiga. E agora apareceu lá, pra comprar mais uma porque as outras ele já usou em outros carnavais.
Mais até onde eu sei, carnaval é em fevereiro e ele não deve ter usado no carnaval de inverno não. Quando ele apareceu nessa semana sabe o que eu sugeri?  "Leva essa loira aqui. é bem comprida, diferente de todas que tu já levou e se tu passar uma base e um blush levinho, vai ficar lindo."
Ele me olhou com um sorriso cumplice e disse "Tu acha que ninguém vai me conhecer no Carnaval?"
Eu sorri de volta.
"Não querido, pode dar a vontade que ninguém vai te reconhecer!"
Pensei em sugerir lentes de contato, mas achei que ia estar me intrometendo demais.
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