quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ele nasceu num 26 de exaustão.
Todos já haviam comido demais, bebido demais, celebrado a vida de outro menino quando ele chegou. Estavamos cansados, mas para a chegada dele as energias se renovaram e tudo podíamos aguentar.
Ele veio lindo. E chorou alto. Gritou.
Já chegou dando ordens, exigindo.
Quis o peito e a alma. Quis o leite e lágrimas.
Arrancou sorrisos no caos.




Quando suas mãos, ainda Tão pequenas tocam meu rosto pra um carinho, eu estranho...ele é distante, disperso...Prefere ficar lá, com a sua imaginação que diz que eu não o amo, que ele não é meu filho favorito. Nas histórias que ele inventa desde sempre, eu prefiro que ele se dê mal. Mas quando ele me abraça, é de uma honestidade tão profunda, que até me esqueço de quão raro é o momento.
Nas histórias que eu quero contar, ele vence. Triunfa, afinal, seu nome é de Campeão.
Gosto quando ele chora,  e anda pela casa desesperado questionando Deus por tê-lo feito assim. É a única hora que se parece comigo.
Em todo o resto é seu pai: articulado, cheio de artimanhas, cheio dos jeitinhos.
É lindo. Lindo...Feito o desenho que eu não saberia fazer.
É justo. Justissimo. Sua maior virtude, provavelmente. Não mente. Não suporta que mintam. Não suporta que prejudiquem quem já está em desvantagem.
Chora em frente ao espelho. Chora pra saber se está bonito. Chora para que eu diga que é o favorito.
Tem ciumes e tem medo, Mas faz de conta que não liga.
Troca beijos por favores... Troca favores por frases de amor.
Ele só quer ser amado. O mais amado.
Como se para mim fosse possível fazer qualquer outra coisa, que não, morrer de amor por ele...



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