quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

1 Arrocha, arrocha...

Não sentia falta dos porres que não bebeu. Não sentia falta dos beijos que não provou.
Sentia falta de dançar até que os pés doessem, de dizer "Não encosta em mim, que eu tô dançando". Sentia falta era de rir sozinha no meio das pistas que nunca sequer tivera visitado.
Ela não sentia falta das coisas ruins que a "noite" poderia fazer. Sentia falta das boas e bobas.
Ela sentia falta de ser livre pra voar até o infinito.
E agora ela era. E o infinito chamava seu nome.

Não precisava cometer nenhum dos erros que todos apostavam que cometeria: ela só precisava dançar até os pés pedirem parar parar, e ai, tirar os sapatos e dançar o resto da vida.

A beleza que ela já não tinha (como tantos tinham dito e como o tempo insistia em provar) para ela, podia ser trocada pelos sons. Os sons da pista, dos sorrisos, dos passos desengonçados e do ar, faltando.

Ela estava viva. Dançando, Sozinha, bebendo água sem gás.
E era o que queria.
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