quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

3 Eu não sei colocar título.

Estou lendo e-mails que me foram enviados em novembro de 2010. Respondendo alguns, até. Me desculpem os remetentes, o retardo foi inevitável.
Estou escrevendo depoimentos no orkut e tentando aprender a mexer no FaceBook.
Estou organizando gavetas, revelando fotografias, atualizando a agenda telefônica do meu celular.
Estou tentando priorizar, dar sentido, dar valor, dar atenção, mas Puta que pariu: Onde estão as coisas que jurava que estariam aqui?
Quero que as roupas se alinhem, a poeira desapareça. Quero que a cabeça pare de doer e as pernas de balançar. Quero que a noite não me canse, que o dia-a-dia não me cale. Quero ordem. Quero progresso.
O time da minha cidade acaba de fazer bonito no estádio local, meu filho esta lá. Provavelmente dando gritos felizes com o seu braço imobilizado, e deixando seu pai louco, querendo saber de tudo o que tá acontecendo.
Meu caçula, dorme docemente ao lado da minha mãe, e eu espanco os teclados como eu não fazia há muito tempo.
Espanco o teclado porque não sei gritar. E agora já nem sei se quero.
Esse silêncio já não me apavora mais, e agora já não me incomoda.
Deixarei estar, deixarei...
E arrumarei as gavetas, caixas de e-mail, albuns de fotografia... quero tudo em dia, quando o dia certo chegar.
E aos meus queridos amigos blogueiros, escritores, leitores... aquele abraço.
Abraço de quem se encaixa e diz: "Fica aqui perto de mim..."
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