sexta-feira, 25 de junho de 2010

5 Livre pra voar


E existe tanta coisa para alcançar, tantos lugares para ir. Eu não posso simplesmente esperar.
Eu não posso simplesmente esperar o tempo passar, porque enquanto o tempo passa, as coisas acontecem: ondas quebram na praia, músicas são escritas para falar por mim, sorrisos e lágrimas estão nos rostos que eu amo.
Eu não posso esperar porque existe o que não vai acontecer enquanto eu espero. É preciso que esteja lá, pra sentir, pra viver, pra entender.
E as estrelas vão parecer tímidas enquanto eu corro na areia da praia com sapatos de salto na mão. As estrelas devem ter pensado: Pra que tanta vontade de viver? Porque elas são estrelas e sabe-se lá quanto tempo terão... O meu tempo é curto, então, eu preciso correr na praia, brincar de balanço e dançar sem ritmo até cansar.
E depois eu vou dormir, e recomeçar. Porque eu não posso esperar.

A velocidade com que o tempo corre e escorre pelos dedos me faz querer correr também. Pelas praças, pela praia, pela vida. E se o tempo for bem curto... eu gostaria de ser lembrada como uma estrela.
E aos que me ajudam a chegar perto das nuvens, obrigada!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

8 Coloque as coisas no lugar certo.

Daí, a bonitinha aqui lê uns livros fofos, vê filmes sensíveis, escreve sobre coisas que a emocionam, coisas que vem do seu coração e ninguém nem pelota.
Um dia, num acesso de fúria, ela joga um palavrão na hora certa e tem o dia twistístico mais divertido da sua vida.

Mãe, me desculpa, mas colocar o Cu na timeline foi tããão legal.

Se eu fosse famosa, com certeza faria o estilo Amy Winehouse, daria milhões de escândalos e seria a alegria das revistas de fofocas, mas a Tia Ana Maria Braga que me desculpe, melhor perder a amizade do que perder o Tweet. Coloquei o Cu na reta e vou dormir dona da frase mais retwitada do dia. Já posso começar a beber, andar sem calcinha, beijar mulheres e usar tóchicos?
E Ana querida, na nossa relação, super relacionável de executivas tão bem executivadas quero dizer que o Cu que tava lá não tinha nada haver com o teu, nem com o meu...Era um Cu ai, qualquer.

E agora deu do assunto, porque meus quinze minutos de fama já acabaram e se eu continuar falando palavrão, minha herança também vai se acabar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

2 Só porque é triste o fim...

As lágrimas não eram de saudade, de dor, de contentamento, nem por nenhuma das coisas que ela soubesse dizer. Eram lágrimas por que ela chorava e pronto. Chorava porque estava viva! Chorava por que era bonito encerrar as coisas de um jeito maduro, por mais irritante que isso pudesse parecer a ela.
Ela chorava porque estava viva, como só podia se sentir quando pensava em coisas que não davam certo. Por que o que estava errado, definitivamente a atraia mais. O que não daria certo a fazia ter vontade de investir, de insistir. Era como sonhar com as coisas que não podia ter, porque elas não aconteceriam nunca, para que acontecessem sempre, em sua imaginação.
Chorava. Não esperava comoção, não queria piedade. Chorava por que estava viva, como lembrava de se sentir diante de situações que não seriam mais que pedidos de desculpas e histórias que jamais seriam, porque seriam sempre.
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