quinta-feira, 6 de maio de 2010

10 Eu prefiro ser...

Eu cortei meus cabelos hoje. (não, não foram os pulsos) E ai me lembrei de que é sempre assim, meus cabelos mudam de cor e de altura cada vez que eu quero mudar de vida. Mas se meu humor continuar instável como anda, é capaz de eu acabar com um moicano azul.

Hoje eu estou tão, mais tão melhor que ontem, que tipo assim, #oremos para que nada estrague isso.
Fiz a unha, me maquiei, cortei o cabelo, procurei um terapeuta e paguei algumas contas. Isso tudo hoje. Porque nos últimos 15 dias, eu não sei nem aonde eu estava e nem o que estava fazendo.

E amanhã, qualé a boa?
O Jô me chama, minhas amigas me arrumam um cigarro de maconha, meu terapeuta vai ser lindo, loiro, ter olhos verdes me levará pra morar na praia e eu viverei feliz para sempre com próteses de silicone, barriga tanquinho, perna dura, bunda em pé, uma biblioteca com parede de vidro com vista pro mar, uma música pra eu dançar, largando o corpo como se ninguém estivesse olhando e deixando os sapatos de lado quando eles me pedirem pra parar de dançar. E deixando de lado tudo aquilo, que limite meus movimentos.
Janelas ampliadas, asas criadas, sonhos infantis e doces pra serem realizados exatamente como são,de maneira simples e do jeito certo.

Sabe, se nada der certo, vou voltar a ser ruiva, cortar chanel e começar a fazer bijuterias pra vender. Imagina essa pessoa, com saia de cigana, na praça Nereu Ramos gritando "Banha de peixe boi da amazônia"? é...visão do inferno!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

5 Enquanto as asas não vem...

(Do verbo "vir" e não do verbo "ver" porque eu não entendo de acentuações, ok?)

Pessoas não são palavras. Palavras são palavras. Atitudes fazem pessoas.
Não me falem coisas bonitas das quais seus corações são vazios, não me façam coisas toscas.
Eu cansei de coisas toscas.
Acho que é preciso alçar vôo e agora estou irrigando minhas asas. Porque como as lagartas é preciso passar um tempo vivendo no casulo. Não se pôde rompê-lo antes da hora exata, para que não se corra o risco de morrer sem ter as cores. Ninguém vira borboleta sem passar pelo sofrimento de expulsão do casulo.
Ninguém sai das redomas de vidro sem conquistar arranhões.


"E eu Voei tão alto que ninguém chegaria aos meus pés..."

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