terça-feira, 14 de setembro de 2010

5 Pequeno Príncipe

     Há algum tempo, escrevi pra ele e guardei. Guardei porque esperava o momento oportuno. Talvez, agora seja...

Enquanto arrasta sua coberta de pelo pela casa, os meus pelos arrepiam de paixão.
Ora me apaixono por seu sorriso com covinhas e o queixo desenhado, cortado e furado propositalmente para eu não resistir.Ora são suas tiradas oportunas e engraçadas que me fazem refletir: Como passa depressa!
Passam depressa os anos e eu aqui. Vendo-os crescer sem poder me intrometer. Vontade de gritar: Fique parado tempo maldito! Deixe eu me deitar no chão e cheirar também o cobertor de pelo! Fique parado! Me deixe olhar esses olhos de amêndoa até adormecer.
Eu grito com ele, já que o tempo é fortaleza surda. Grito para que não suba, não corra,não grite, não coloque os dedos nas tomadas. Grito para que ele lave a boca, Coma o que está no prato, não incomode seu irmão, não me deixe enlouquecida.
Como se eu já não estivesse enlouquecida, desde o dia que te segurei pela primeira vez, naquele cobertor de pelos curtos...
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