terça-feira, 20 de abril de 2010

Certas vezes na vida, temos vontade de cantar, de dançar, de sorrir, de compor, de esculpir, de escrever, de viver sem nem saber porque.
Às vezes me dá vontade de fazer rapel, voar de asa delta, morar na praia, comer carne de cachorro e criar cabritos. :O
Às vezes me dá vontade de colocar o dedo na garganta e jogar pra fora essas dores de estômago que aparecem quando não existem borboletas.
Eu tenho vontades estranhas, em tempos estranhos. Não quero ser normal. Acho normalidade uma chatice.
Gosto que se lembrem de mim quando ouvem uma canção, gosto que sorriam ao ler minhas cartas, gosto de pensar que faço bem pra alguém. Não pretendo ser alguém que um dia alguém sonhou, mas gosto de estar sendo isso, temporariamente.
Eu gosto de ser eu mesma, mas quando essa maluca aparece, querendo cantar, dançar, sorrir, compor, esculpir, escrever e viver eu a Deixo estar em mim. Solto-a como se soltam crianças em parques. Dou liberdade para que escolha o repertório, o público e suje-se até cansar. Quando essa garota vivaz entra em mim (opa. epa!) eu quero é aproveitar, porque a vida que ela tem, me entorpece, me enlouquece, e me fascina.
Pena que às vezes ela se vá, e ai, me faltam palavras e canções.

domingo, 18 de abril de 2010

9 Vamos dançar!Cantar! Viver!

É domingo.
Eu acordei com a cabeça dolorida e os olhos ainda cansados. Ontem eu me diverti. Na verdade, eu sempre me divirto. Sou capaz de me divertir no trabalho, no hospital, na casa da minha vó e sou capaz de me divertir enquanto o mundo todo pede para parar. É energia mesmo, energia boa, que existe por existir, mesmo quando não sei porque.
Quando eu saio com gente de quem eu gosto (e ontem, eu estava perto de gente pra quem não preciso rasgar seda, ou puxar no saco) eu sou feliz de verdade. Não é preciso jogar charme, não é preciso fazer tipo. Posso ser eu mesma, ser chatinha e até inconveniente. Posso dizer: "Vamos dançar?" e mesmo que ninguém aceite, eu fico sorrindo. Posso acompanhar uma amiga que canta "Vampiro Doidão" sem me preocupar com o quão desafinada eu sou. Ligo o Foda-se facilmente quando tô com gente bacana.
Contraceno apenas para fazer rir, e não porque tenha medo de que alguém não goste do que eu realmente sou. Eu não me importo que não gostem, desde que finjam direito.
E eu não finjo. Só sinto.
Coisas que não sei explicar, nem entender, nem definir.
Eu sinto, porque a vida é instinto. A vida é sensação! A vida é escolha!
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