quinta-feira, 27 de agosto de 2009

7 Heroína? Só de for na veia.

Precisamos criar heróis que mudam o mundo através de magia e poderes sobrenaturais porque não somos capazes de criar bons seres humanos.
Inventamos e tentamos ser super heróis todos os dias, fazendo ou ao menos tentando fazer tudo o que nos mandam, tudo o que gostaríamos e tudo o que vimos como necessário. E se não bastasse ter milhões de coisas para fazer é preciso ser o melhor em todas elas.
Eu não preciso de super herói! Eu preciso de pessoas que chorem quando ouçam uma canção, ou sorriam enquanto lêem um livro. Preciso de gente que veja um filme com emoção, e que aprecie as cores do arco íris. Eu preciso de alguém que seja um bom humano, e que tenha uma fidelidade canina.
O mundo precisa de pessoas que olhem nos olhos e dêem firmes apertos de mão.
É preciso educar nossos filhos para reconhecerem e valorizarem um bom amigo, é preciso ensinar nossos filhos que os super heróis de quadrinhos não sabem o que é perder a namorada, ficar desempregado ou pegar catapora. Nossos filhos precisam saber que o que realmente importa não é a cor dos olhos, mas sim o que se pode ver dentro deles.
Não preciso de um super herói, que seja perfeito, decidido, forte. Eu preciso de seres humanos que sejam éticos, tenham senso de humor e saibam fazer origamis.
Não quero que ninguém se sinta obrigado a me fazer feliz, mas quero que as pessoas se empenhem um pouco nisso: em fazer alguém feliz.
Não, eu não preciso de um super herói. Eu tenho meus amigos.

Alguns não tão amigos me incentivam a mostrar a bunda no BBB e meu senso de humor no Jô Soares. Pensa que não sei querem me ver passar vergonha!
Alguns seguram minha mão enquanto os outros comem pizza. Alguns ficam presos em banheiros de portas esquisitas, ou então em banheiros de ex-zona. Alguns me contam seus segredos enquanto comemos pastel de chocolate. Alguns de meus queridos amigos moram longe, me matando de saudades. Meus amados amigos me contam novidades inusitadas por telefone e às vezes esquecem de me telefonar. Meus amigos são lembrados com um cheiro, um sabor, uma flor, uma fruta, uma cor. Acessórios, canções, poemas e promessas me lembram de meus amigos. Os verdadeiros e os melhores.
E se o mundo tivesse mais pessoas como eles, com toda a certeza, não precisariam criar super heróis. Bastariam pessoas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

7 Papo de pedreiros

Antes de vocês dizerem que eu tenho tara por pedreiros ou qualquer coisa do tipo, gostaria de lembra-los que eu sou do povo, vou na chepa da feira e moro em casa baixa. Ou seja, meus vizinhos fazem reformas...e eu, bom...eu NÃO observo os pedreiros, a não ser em condições atípicas.
Hoje de manhã, eu estava chorando Puta dos corno com essa vida amargurada de ter que sustentar dois filhos melequentos, um marido ingrato e ainda lavar, passar e cozinhar, estendendo roupa no varal da rua, (Geralmente utilizo o da garagem, mas o dia estava lindo demais para eu desperdiçar.)quando os pedreiros fazendo a calçada do vizinho conversavam.
Servente: Tu pode me alcançar a Colher?
Pedreiro: Pega ai.
Servente: Desculpa, te chamar de tu. Não se chama um senhor de idade que nem o senhor de tu (e riu, debochado).
Pedreiro: Mas tu não é falta de respeito, dentro da língua portuguesa existe o pronome Tu.
Eu paro, penso, respiro e me pergunto: Tem muita gente precisando aprender com os pedreiros. E não é predileção só porque eles assoviam para mim não gente! Eles sabem que Tu é um pronome! Baba!

E acabo de ter uma ideia pro Vídeo, eu subindo no andaime enquanto acidentes fenomenais acontecem na obra. Precisa evoluir um pouco, mas tenho certeza que o pessoal do PutzCri trata de encher esse cenário de bizonhices dignas de me tornar BBB. Adorooooo!
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