sexta-feira, 16 de abril de 2010

6 A felicidade está nas coisas mais simples da Terra...

Não sou o tipo de pessoa que precisa perder para aprender a valorizar (apesar de já me acusarem disso...) mas existem coisas que eu aprecio muito mais hoje com meu horário e local de trabalho extremamente restritivos do que quando eu vivia em liberdade (Porque eu defino trabalhar no shopping como liberdade condicional). Folgas no sábado a noite, por exemplo, são pra mim uma dádiva!
Ontem eu sai do trabalho para ir no médico Às17:30 e pude ver o sol se despedir: ele, naquele laranja incomum, misturando-se com as nuvens brancas, assumindo um tom de rosa...uma coisa esplêndida.
Eu sempre achei o sol indo dormir muito bonito, mas fazia algum tempo que eu não o via fazer isso. Desejei estar na praia. Bem acompanhada.
Ai me lembrei que eu quero estar na beira da praia, com espumante, morangos e pacotes de Doritos, ouvindo Legião Urbana e esperando o sol dormir numa tarde de outono. Eu sonho com isso, mais do que com uma ida ao Cristo Redentor. É tão simples, tão executável, e porque eu ainda não o fiz? Será possível que eu me pareça com o tipo bobalhona que não aprecia as coisas simples e belas que a vida tem?
Bem... eu olhei o sol. Enviei mensagens para uns amigos para que não perdessem o espetáculo e agradeci a Deus, por eu ser essa pessoa sensível, que sabe apreciar um pôr do sol, Uma cartinha de amor, uma sms no celular, o nascimento de uma criança, uma música de letra bonita. Agradeci o sol, por continuar indo e vindo, mesmo que eu esteja presa entre os concretos da vida.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Quando meu filho de oito anos fala algo do tipo "Confie em mim que eu tenho um plano" "Pode deixar que eu te seguro" ou "AAAA ta" Com olhinhos inocentes,depois de ter feito uma grande cagada, eu fico achando que existe muito de mim naquele pequeno. Me dá um orgulho sabe: Do Rafa não ser um bunda mole manhoso, uma criança estúpida e babaca. Dele ter um jeito meigo, mas ser engraçado, ter um humor desenvolvido... Mas hoje, fui buscá-lo no Muay Thay, suando como um porquinho e de longe vi ele reverenciar o mestre e sair cabriteando da sala, todo animado.
Chegamos em casa, ele pegou suas coisas foi pro banho. Saiu comentando:
"Mãe,Tu viu o gurizinho que ta treinando agora lá na acadêmia?
"ãhram"
"Desconfio que ele ta no treino errado. Devia fazer Sumô!"

Eu pensei em dar um tapa na cabeça dele por estar rindo das pessoas, mas ai eu pensei: "Nada que o Pai dele não fosse dizer dali há 5 segundos."
Uma vez vi o Seu Putz dizer que bom humor era hereditário. Amém!

7 Coragem, raciocínio e coração

Estava cantando com minha sapatilha de lantejoulas "Siga o tijolo amarelo, siga o tijolo amarelo, Para Oz. para Oz" e dançando em cima daqueles símbolos que tem nas calçadas de Criciúma. Assisti à peça há uns três anos e o espetáculo é lindo, mas não foi nisso que eu pensei enquanto cantarolava e meu filho e marido riam dizendo que eu parecia mesmo com a Dorothy (só que mais desafinada).
Pensei que eu pareço com todos os personagens da Fábula.
Eu tenho medo o tempo todo, e mesmo que alguém me veja como uma leoa, forte e valente, basta olhar nos olhos pra enxergar a fragilidade morando ali. E como o leão, que quer pedir coragem para Oz, eu corro o mundo buscando um lugar onde eu possa ser eu mesma, sem medo e mesmo que durante o caminho eu demonstre momentos de bravura, não vejo a hora de encontrar alguém onde eu possa pular no colo e ficar esperando todo o receio passar.
Assim como o Espantalho, eu preciso de um cérebro. Um que pense direito, que não mande mais palavras para a minha boca do que as pessoas estão dispostas a escutar, um cérebro que aja sempre direito, que não me engane em situações onde o medo (supondo que eu não ache a Coragem que Oz prometera...) ou as vontades tomem conta do que eu sou. Se eu encontrasse com Oz, pediria sim, um cérebro, porque o meu veio com defeito.
Ahhh, e pediria um coração, como tanto sonhava o boneco de lata. Não para bombear o sangue, porque isso é explicação de quem não conhece o poder do coração. Um coração que selecione escolha bem. Um coração que se entregue apenas ao que é certo, e não para qualquer coisa que pareça boa. Eu gostaria que Oz me desse um coração que atendesse ao cérebro sem titubear. Eu até tive um coração bonito, mas não soube cuidar dele.
E sim, eu pareço com Dorothy. Rodo o mundo, mas no final eu sei: “Não há lugar, como o nosso lar.”

E poupem-me de comentários: Parece também com a Bruxa do Oeste. Isso serviria apenas para afundar minha semana.
Obrigada.
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