quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

0 Créditos, músicas fofas e talecoisa

Eu só queria que houvesse uma canção, dessas que a gente ouve sem razão e que ela fosse minha, e não nossa.
Eu só queria que eu tivesse os meus gostos, os meus amigos, o meu espaço, e não o nosso, nosso, nosso.
Mas eu olho pra estante e pra vida e tudo, tudo sempre foi partilhado. E eu nunca fui nada. Nunca fui nada, a não ser o que você pedia que eu fosse.Mas porque na verdade, ser a pessoa que você queria era menos doloroso do que ser eu mesma. Ou tudo muito, muito pelo contrário.
Eu queria que acabasse tudo, tudo muito, muito antes.
Que acabasse comigo cantando 'Minha papoula da índia, Minha flor da Tailândia' e você ali, sentado, sem entender muito bem a minha voz esganiçada, mas sorrindo porque o que o suave te faz mal. Eu queria que naquela hora, subissem o créditos e acabasse tudo.
Mas dai, as coisas demoram, e mudam e a porra da legenda não sobe. E a vida sempre continua.
E continua, e dói.
Dói porque o teu enredo era mais longo do que o meu. Dói porque você não precisa de tantos personagens. Dói porque eu não me enquadro, porque eu não sou igual. Porque eu NUNCA FUI IGUAL.
Dói porque as pessoas sempre desejam que sejamos felizes a seu modo, e meu Deus, não sabem nem de seu modo, saberão do meu?
Eu queria que a música fosse alguma, e não a minha voz, rouca e oscilante dizendo que tenho medo, que tô assustada, que estou aqui, escolhendo um bom modo de não esquecer o que tenho escrito na minha pele.
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