quinta-feira, 27 de outubro de 2011

12 Desengasgo!

"A fulana é galinha, promiscua, puta, vagabunda. E tem aquele namorado, marido, namorido, corno e que ele é um retardado por estar com ela."
Dai você pensa, repensa, mastiga e muito, muito tempo depois conclui:
Há algumas vagabundas, galinhas, piranhas piriguetes, sem vergonhas, mal carater que valem mais do que algumas santas boazinhas e cheias de moral.
Há certas vagabundas, prostitutas, traidoras que valem tanto que guardam seus machos atrelados a elas mesmo sendo assim.
Há certas vagabundas, prostitutas, piranhas que podem ser vagabundas, prostitutas e piranhas porque o que tem de muito bom para oferecer (lealdade, parceria, bom humor, inteligência, bom senso, café quente, miojo com caldinho, vitamina de mamão, beijo bem dado e coisa e tals) vale mais do que o falso moralismo pregado nas conversas e não vivido nas baladinhas.
Esses dias, uma amiga chamou uma garota de piranha, e sim, é claro que ela é. E eu também sou. E vocês todas também são. Sempre escondidas, esperando o momento certo de piriguetear. Se algumas vagabundas, piriguetes, piranhas não sabem esperar esse momento é muito mais uma questão de cronologia do que de personalidade.
Existem as vagabundas, piranhas, putas que têm um homem encantado aos seus pés, e existem as santinhas do pau oco que tem vários homens dentro de seus corpos.

E agora mulherada pode me xingar, mas afinal... já xingaram há algum tempo e eu aprendi que eu sobrevivo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

4 Liberdade de expressão, DEIXA EU FALA FILHA DA P...

Se você não é livre, não pode criar.
Pode ter muitos talentos, milhões de aptidões, uma técnica impecável. Mas se você não é livre, fica incapaz de criar.
E é por isso que para mim está cada vez mais difícil escrever.
Textos que agradem, que façam sorrir, que sejam facilmente interpretados, que não dêem margem para a maldade das entrelinhas, esses textos eu não quero.
Eu quero a maldade, a malandragem, a sacanagem ali, para os que tiverem inteligência de ajustar os óculos e compreender que existe muito mais em mim do que os olhos podem ver.
Mas eu não quero escrever, porque meus textos não passam de gracinhas de foca para que me atirem uma sardinha na boca.
E a única sardinha que eu gosto, tenho que esconder debaixo da maquiagem.
Eu quero escrever, mas não, eu não posso. Porque envergonha, porque é feio, porque não é limpo e decente.
Eu quero escrever, eu sei escrever, mas eu não consigo, porque definitivamente, não dá para criar se não sou livre.

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