terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Seguinte, 2011, seu filho de uma puta.
Quero te dizer que quando eu te desafiei em dezembro do ano passado a ser melhor que 2010 eu esperava que você se esforçasse um pouquinho. Acha bonito,2011, ficar fudendo a vida de geral? sacaneando? deixando as pessoas pobres? e doentes? E pobres e doentes? E feias? e gordas? (nada pessoal).
Olha 2011, eu quero que você morra, e como não poderia ser diferente, Já que vai morrer lentamente, estarei gritando no seu ouvido: MORRE DIABOOOO!
Não vem com esse papinho de que foi ruim só pra mim, pq tem uma galera ai reclamando das tuas filhadaputagy que não foram poucas e eu tô aqui, querendo ser justa e te dar algum crédito, algum voto de confiança, mas não dá não. Você não merece. Não ficou nenhuma marca glamorosa pra você.
Ainda faltam alguns dias para você deixar de existir, mas estaras marcado pra morrer e eu vou chutar tua lápide, e gritar: ACABOUUUU!
Ai, neguinho vai vir dizer: "melhor ano da minha vida". MEOCU, seu egoísta. Olha pra geral ai, tudo na merda e vem me dizer que ano foi bom? Bom é o ano novinho, cheio de coisa pra acontecer.
Fica a dica 2012: Você nem precisa de muito esforço pra superar seu

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

7 Pré niver

Aos 26, eu ouço: "Você não é mais a mesma!"

E se antes a frase me trazia dor, agora, a letargia doce que segue a resposta mostra que realmente eu não sou mais igual.
Eu mudei.
Sim, agora eu deixo as portas abertas: entram e saem da varanda da minha alma os que sentem vontade disso.
Não prendo mais os que amo nas pilastras da minha vida.
Eles seguem, e voltam, e vão pra nunca mais, se assim lhes convêm. Quando se vão, eu choro, mas afinal, eu choro porque é bom e bonito, e porque é feio e triste. Eu choro porque dói, ou porque me faz feliz, então, se eles se vão e eu choro, ainda não entendo bem o “por que” do choro.
Eu mudei, mas ainda gosto de escrever e receber cartas, de dançar música brega, de tomar banho de mangueira, de cantar desafinada enquanto Você toca violão. Eu ainda gosto de correr na beira do mar, em plena madrugada. Eu ainda gosto de receber SMS no celular dizendo qualquer bobagem só pra gente não se perder. E eu ainda adoro tomar vinho barato e vinho caro, e gosto de macarrão, camarão e de churrasco todo dia da semana.
Eu mudei, mas ainda me emociono com o seu jeito doce e amargo e ainda sinto pena de ter acreditado tanto em você.
Eu mudei, mas ainda acredito, muito e muito. Eu acredito nas pessoas.
Eu mudei mas ainda tenho medo de escuro e de fantasma. E as vezes, tenho medo de morrer e ninguém ir no meu enterro.
Aos 26 eu ainda sinto toda a emoção do mundo só por que estou num lugar onde céu e mar se encontram num doce beijo azul, e quero abraçar você no banco do carro e dizer: “Obrigada por existir”.
Aos 26, eu gosto de te ouvir reclamando da vida e das pessoas, e gosto de te ver falando do que conquistou e ainda quer conquistar.
Aos 26, gosto quando me beija e diz “Minha, só minha”
Só 26. Já 26.
Eu não sou mais a mesma, já não permito mais que qualquer um aponte minhas fragilidades e defeitos sem perguntar pra mim e para o acusador: “E se eu fosse diferente, sabe lá como eu seria?”
Não quero ter razão. Eu quero ser feliz. Ser leve (e magra) e quero sentir o alívio se ter dado o meu melhor, mesmo para quem não soube receber.
Já achei tão bobo amar o mundo inteiro, mas acho que é o meu dom: Tenho um copo meio cheio de beleza, inteligência e talento, mas tenho litros e litros de amor.
E quero banhar os que vêm pra minha varanda. E se eles forem embora, que se lembrem de todas as vezes que a mesa esteve posta, e a água, jorrava como uma fonte, que muda, mas nunca, nunca seca.

(Agora é a hora que vão dizer “Chegou a apaixonada pelo mundo” e olha, vou ter que retirar qualquer modéstia, porque se tem uma coisa que descobri na trilha 25/26 é que sou incapaz de não amar alguém. É idiota, mas com um dom, vem grandes responsabilidades, não é isso? Mas é meu aniversário que ta chegando, então, sejam bonzinhos nos comentários.)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

12 Desengasgo!

"A fulana é galinha, promiscua, puta, vagabunda. E tem aquele namorado, marido, namorido, corno e que ele é um retardado por estar com ela."
Dai você pensa, repensa, mastiga e muito, muito tempo depois conclui:
Há algumas vagabundas, galinhas, piranhas piriguetes, sem vergonhas, mal carater que valem mais do que algumas santas boazinhas e cheias de moral.
Há certas vagabundas, prostitutas, traidoras que valem tanto que guardam seus machos atrelados a elas mesmo sendo assim.
Há certas vagabundas, prostitutas, piranhas que podem ser vagabundas, prostitutas e piranhas porque o que tem de muito bom para oferecer (lealdade, parceria, bom humor, inteligência, bom senso, café quente, miojo com caldinho, vitamina de mamão, beijo bem dado e coisa e tals) vale mais do que o falso moralismo pregado nas conversas e não vivido nas baladinhas.
Esses dias, uma amiga chamou uma garota de piranha, e sim, é claro que ela é. E eu também sou. E vocês todas também são. Sempre escondidas, esperando o momento certo de piriguetear. Se algumas vagabundas, piriguetes, piranhas não sabem esperar esse momento é muito mais uma questão de cronologia do que de personalidade.
Existem as vagabundas, piranhas, putas que têm um homem encantado aos seus pés, e existem as santinhas do pau oco que tem vários homens dentro de seus corpos.

E agora mulherada pode me xingar, mas afinal... já xingaram há algum tempo e eu aprendi que eu sobrevivo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

4 Liberdade de expressão, DEIXA EU FALA FILHA DA P...

Se você não é livre, não pode criar.
Pode ter muitos talentos, milhões de aptidões, uma técnica impecável. Mas se você não é livre, fica incapaz de criar.
E é por isso que para mim está cada vez mais difícil escrever.
Textos que agradem, que façam sorrir, que sejam facilmente interpretados, que não dêem margem para a maldade das entrelinhas, esses textos eu não quero.
Eu quero a maldade, a malandragem, a sacanagem ali, para os que tiverem inteligência de ajustar os óculos e compreender que existe muito mais em mim do que os olhos podem ver.
Mas eu não quero escrever, porque meus textos não passam de gracinhas de foca para que me atirem uma sardinha na boca.
E a única sardinha que eu gosto, tenho que esconder debaixo da maquiagem.
Eu quero escrever, mas não, eu não posso. Porque envergonha, porque é feio, porque não é limpo e decente.
Eu quero escrever, eu sei escrever, mas eu não consigo, porque definitivamente, não dá para criar se não sou livre.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

6 Sobre:Gente má e gente do caralho

Terça-feira, 11 de outubro, eu me banho, me perfumo e vou dar um abraço nazamyga. Especialmente em uma que tava fazendo aniversário.
Bebo uns lance, fico toda animadinha, gravo um tutorial de "como ir ao banheiro da balada sem a amiga" e estou me sentindo feliz. Leve. Contente.
Um elevador me separando da tortura.
Chego na porta e "Cara, cadê meu carro?"
Roubaram. Levaram pra grupo. Zefini. Perdeu Prayboy.
Nem choro. Tinha certeza que na quarta-feira ele ia ta meio malacabado na Mina4.
Mas me fudi. Ainda mais.
Depois da noite inteira rodando com um amigo (que cagava bola verde quando a gente tava nas boca braba, mas tava ali) vou pra casa certa de que não vou encontrar o meu carrinho.
Não choro.
Não antes de me ligarem dizendo que os documentos do meu marido foram encontrados em Xangrilááá (lá, longe assim mesmo) e dai, perceber que eu tava definitivamente Roubada.
Choro, uivo de dor como uma parturiente. Grito de ódio.
Recebo ligações. Recebo sms.
De gente doce, dizendo clichês calmantes que não me acalmavam em nada.
De gente engraçada, dizendo que o ladrão ia ter cancer no pau.
De gente generosa, oferecendo um carro emprestado até que um dia eu possa comprar outro.
Recebo afeto, de gente de verdade.
De gente que me faz lembrar que eu não sou nada sem aqueles que eu tanto esforço para conquistar.
Pessoalzinho dos Rt's, dos mencions, das sms, dos telefonemas, Vcs são Do Caralho!
E como boa aproveitadora que sou, me deram um limão, eu pedi pros amigos trazerem caninha51 e o açucar e vou fazer uma caipirinha baluda!

Algumas pessoas DOCARALHO! (Banda Oito, Banda UmseteUns e o Dj Ademir Andrade) se colocaram a minha disposição pra gente fazer um som, e sabe o que a gente vai fazer? UM SOM!
Dia 13/11, vamos todos beber pra comemorar que meu carro voltou, Comemorar que eu só tenho amigo foda e comemorar que ah...sei lá gente, vai ter cerveja. Vamu tudo!

E para acabar com doçura "Não preciso de Heróis, Tenho meus amigos quando a vida dói."

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

2 Meia boca, meia-lua, Toda tarde, a vida inteira


Minhas bobagens (não tão bobas assim) não merecem ser divididas. Guardo meus sofrimentos em uma pequena caixa no alto de um armário. Vez ou outra, recolho as novas bobagens e dores, misturo às antigas e somo saudades e ausências.
Não mostro a ninguém. Não mostro nada a ninguém: Nem quem eu sou nessa hora, nem quem me faz falta agora.
Guardo as lembranças e bobagens num canto escondido. Lustro-as para mim mesma.
Não vou dizer para vocês o que me causa dor. Vocês diriam que é pura bobagem.
Mas daquele sorriso bobo, eu não esqueço.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

4 Cheiro de saudade

Que cheiro tinha a sua: Café ou sabonete?
A minha tem cheiro de terra. Cheiro de mato. De chás que são capazes de curar joelho ralado, coração partido e até câncer dos brabos.
Sempre com as mãos sujas e unhas curtas, colhendo, plantando, descascando limões.
Sempre sorrindo, quando chegávamos com nossa malinha para passar o fim de semana.
A casa grande, tinha cheiro de vó. De pó. De velho. Das lembranças que ela guardou sem gastar. Das roupas bonitas que nunca usou. A casa tinha cheiro de canto sem dono, onde todos podiam sentar, comer, correr na escada de caracol...
A estante lotada de livros por ela nunca lidos, mas ali, completamente disponíveis para os netos folhearem mesmo sem saber ler. Minha avó mal sabe ler, mas escreve. Não só Escreve, Foi escrita como um grandioso livro: Um livro onde se conhece filosofia, medicina, psicologia, teologia e sociologia.
Minha avó é vida, pura vida! Por mais que a cada encontro eu veja seus ombros curvarem, e hoje eu saiba que ela não pode mais se abaixar para passar saliva nos meus joelhos rachados nas brincadeiras de criança, a vejo ali, como Vida, Pura Vida! Mesmo que eu a veja diminuir, encolher, ela é Vida, Pura Vida.
Sei que a morte a tem rondado, como um predador silencioso. E lamento profundamente que nada possa ser feito. Aí, me lembro das tantas avós, com cheiro de café, sabonete, terra, ou tempero que já deixaram em seus netos a saudade do olfato.
Lembro das avós que dormiram para sempre, com seus terços na mão. Lembro das avós que fecharam seus olhos com bíblias no peito. Lembro da minha avó, da oração de São Francisco que rezamos juntas tantas vezes, enquanto eu pedia: “Fazei de mim instrumento de vossa Paz” e ela segurando o terço e de joelhos dobrados pedia por mim.
Vó, hoje seus joelhos não se dobram mais. Sua mão não trabalha mais a terra, mas os seus Chás e os limões ainda são capazes de curar quase tudo.
E a oração de São Francisco, pendurada na parede do seu quarto, está sempre guardada em meu coração.
Hoje eu pedi para Que eu possa pentear-lhe os cabelos grisalhos muitas vezes, trançando-os ou prendendo-os num coque baixo, enquanto você dedilha as contas do rosário e pede para que eu seja um instrumento de Paz, nesses dias de Guerra que teus chás já não podem curar.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

4 Calada e em paz

Nunca fui foda. Nunca fui a boazona da turma, chefe da gangue do kisuco.
Eu era a garota que sentava no fundão. Quietinha, mas que passava cola. Gente boa. Aquele tipo que todo mundo gosta, mas que ninguém convida pra nada. A garota que se calava quando o assunto era defender-se de pequenas injustiças, mas que chorava na aula de história ao pensar nos escravos que aqui aportaram em navios negreiros, tinha crise de nervos ao ver o colega de turma sendo humilhado pela professora ditadora e emocionava-se com pequenas demonstrações de afeto.
Sempre fui a tola. A idiotinha. A nerd que passava mais tempo na biblioteca do que na quadra de esportes.
Não obtinha vitórias. Não era a malandrinha que paquerava no recreio, nem a melhor aluna da turma. Era muda. Podia entrar ou sair de grupos com a mesma facilidade que o ar entra pelas frestas de uma casa.
Evitava qualquer coisa que pudesse me indispor com professores e colegas. Evitava qualquer coisa que fizesse meus pais envergonhar-se de mim. Achava que ser como eu era, já era vergonha demais.
Não queria que olhassem pra mim, Porque não sei lidar com os olhares, com aplausos e críticas.
Certa vez, numa partida de futebol, me lançaram uma bola e eu bati a minha cara com tanta força na bola que desmaiei. Nesse dia, descobri que meus colegas sabiam meu nome, porque gritavam: “Deise, Você fez um Gol!” o único da minha carreira esportiva. Naquela dia, as pessoas me olharam. Gostei de ser vista. Gostei de ouvir meu nome saindo de várias bocas, em vários sons. O prazer promovido pela vaidade.
Mas aquilo tinha sido um incidente. Não era para ter acontecido. Muitas coisas não deviam ter acontecido.
Eu quis continuar aparecendo, mas não soube. Nunca soube.
Apareci pelos motivos errados, sempre com uma bola enfiada na cara, me causando um desmaio. Uma dor.
Talvez por isso eu ainda tenha vontade de aparecer, vez ou outra. Conte piadas sem graça, ria de mim mesma, mas tenho medo da bola rebatida.
Não tomo partido, não tomo decisões, não exponho minha opinião.
Penso. Penso o tempo todo. Mas são meus pensamentos e eles não são tão importantes como os meus sentimentos.Não precisam ser partilhados, embora existam e gritem desesperados por liberdade.
Não quero deixar minha cara disponível para os que chutam a bola de volta, mesmo que isso resulte em pessoas exaltadas gritando meu nome.
Eu só concordo, porque tem tanta coisa que eu realmente adoro, tanta coisa que eu realmente acho importante, tem tanta coisa que me faz ter vontade de voltar pra biblioteca, e concordar, com cada um e com todos é meu modo de fazer a paz.
A paz que eu sinto enquanto finjo não ver que vivem muito mais os que estão no ginásio e não no silêncio da biblioteca.

sábado, 7 de maio de 2011

8 Eu queria lhes explicar...

...mas como um certo morador da Urca já cantou: "tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer..." eu não vou falar pelos cotovelos como eu sempre faço... Resumo as experiências vividas até agora em solo carioca como uma viagem para dentro de mim mesma.
Quando subi no Cristo, pensei em escrever. Pensei em cantar. Pensei em orar. Pensei em comprar uma barraca e me mudar pra lá,e lutar contra qualquer vivente que me dissesse que não dá para morar numa barraca para sempre. Enfim...mas ontem, lá, diante daqueles braços, de costas para um dos monumentos mais lindos da humanidade, eu vi uma cidade linda. Cheia de verde e azul. Uma coisa mais que deslumbrante. E olhando aquilo tudo eu só pensava, preciso trazer as pessoas aqui, porque se eu contar ninguém vai entender...
Seguinte, vou ficar bem rica, comprar um Apê na Rodrigo de Freitas e Todos poderão hospedar-se na minha casa para sentir o que eu senti. Ou só para conhecer a Lapa 40 graus. Ou só para beber água de coco, ou só para fazer qualquer alguma coisa que lhes dê tanto prazer, como deu a mim estar lá, naquele lugar. Tanto prazer como eu estou tendo agora, escrevendo rapidinho, entre uma comprinha na Lavradio e uma baladinha na Casa Rosa...
Pois é galero, se fui pobre não me lembro...



quarta-feira, 4 de maio de 2011

0 Braços abertos no cartão postal...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

2 Monstros noturnos

Na madrugada, me torturo. Meus pensamentos vem como uma avalanche de pedras que deslizam sobre uma alma que antes das luzes se apagarem estava leve. É madrugada. Todos deveriam dormir,mas eu não. Eu não durmo. Eu ambiciono o cerrar eterno dos olhos. A madrugada me amedronta,e me encoraja. Olho para tudo que durante o dia é penumbra,e me parece claro,na madrugada. Olho para as marcas deixadas no corpo imaculado,jurado meu eternamente e elas reluzem sob a meia luz do quarto. Olho todos os sinais,de que teu amor não é mais meu e luto contra eles,como a luz briga para vencer a escuridão desse quarto. Não quero enxergar, mas tudo ao meu redor grita,e reflete o que está acontecendo. Tento cantar nossa cancão baixinho,mas eu já não me lembro dos acordes. Choro na noite sem fim,enquanto dormes a noite que achas curta. Investigo minha própria mente atrás de algo que me faça ver como td é sem sentido... Mas,é madrugada e quando é madrugada,o sem sentido é sentido por quem não conseguiu fechar os olhos. Choro em silêncio uma noite mal dormida, uma vida mal vivida, sentimentos mal entregues. Choro e calo,e me amaldiçoo por ser tão fragil qdo apagam as luzes e tudo oq não quero ver me salta aos olhos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

2 Se você pretende saber quem eu sou...

Se você pretende saber quem eu sou...Eu posso lhe dizer.
Não tente adivinhar porque eu sou muito mais incrível do que você possa supor!

Você pensa que é foda.Você finge que não pensa, mas pensa. Finge que não se acha a garota mais legal, mas se acha. Você finge para não ficar feio, e esquece que é feio fingir.
Você mente. Mente para você mesma que os comentários são inofensivos. Mente para você mesma que a fulana não te faria mal. Que tudo não passou de um mal entendido.
Você não mente para os outros, você não finge para os outros, você não fala mais do que deve. Você PENSA que não é perigosa.
Você se fode.
Resta em mim, um jeito retardado de ser, de crer, de ler o que ninguém escreve. Resta em mim a esperança de que me dêem o que eu costumo dar, de que sejam comigo como eu costumeiramente sou.
Julguem como falta de personalidade, julguem como falta de atitude, mas JAMAIS digam que me falta carater.
Sim, essa extinta qualidade não me falta. Extinguiu-se o carater e ai argumentam com "foi num momento de raiva que agi assim". É no momento de raiva que você mostra se tem, ou não carater.
Me falta sim, ódio no coração, me falta sim a maldade e malandragem. Me falta sim uma unilateralidade, mas sabe porque? Porque não sinto a menor necessidade disso.
Não estou em cima de muro algum. Estou do lado dos que quiserem comigo estar.
Não, eu não minto, eu não finjo, eu não sou perigosa. Não para vocês. Faço tudo isso para mim mesma, engolindo sapos, crueldades e maldades sem fim, de gente que eu carrego em lugares nobres na minha vida.
Se eu mereço me ferrar? TODOS OS DIAS.
E vocês não tem nada haver com isso, mas é que às vezes, eu PRECISO falar.

Se eu sou legal ou não, Se eu sou correta ou não, se eu sou nobre e generosa, ou se mereço apenas que pisem em ovos na minha companhia, Digam vocês mesmos... Eu só queria dizer que adoraria ter uma amiga como eu. De verdade!

Concordância e gramática é o caralho. Eu não reviso textos escritos em 8 minutos numa lan house.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

2 Toc, toc...

Enquanto chorava baixinho, tentava entender o que estava acontecendo.
Mas existem coisas que simplesmente não são e não serão compreendidas. E porque essa maldita mania de explicar todas as coisas?
Porque querer sempre que tudo estivesse na maior paz possível, inclusive quando travava guerras contra si mesma?
Ah, chore mesmo garotinha!
Chore e se esconda em seu quarto, enquanto todos estão rindo nas varandas.
Pegue seu roupão, sente no sofá e tome vinho tinto seco em pleno verão.
Pegue suas lágrimas e as beba como quem bebe vinho. Lentamente.
Pegue suas lágrimas, seus livros e o seu vinho e se esconda.
Se esconda e só abra a porta quando realmente quiserem te encontrar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

3 Eu não sei colocar título.

Estou lendo e-mails que me foram enviados em novembro de 2010. Respondendo alguns, até. Me desculpem os remetentes, o retardo foi inevitável.
Estou escrevendo depoimentos no orkut e tentando aprender a mexer no FaceBook.
Estou organizando gavetas, revelando fotografias, atualizando a agenda telefônica do meu celular.
Estou tentando priorizar, dar sentido, dar valor, dar atenção, mas Puta que pariu: Onde estão as coisas que jurava que estariam aqui?
Quero que as roupas se alinhem, a poeira desapareça. Quero que a cabeça pare de doer e as pernas de balançar. Quero que a noite não me canse, que o dia-a-dia não me cale. Quero ordem. Quero progresso.
O time da minha cidade acaba de fazer bonito no estádio local, meu filho esta lá. Provavelmente dando gritos felizes com o seu braço imobilizado, e deixando seu pai louco, querendo saber de tudo o que tá acontecendo.
Meu caçula, dorme docemente ao lado da minha mãe, e eu espanco os teclados como eu não fazia há muito tempo.
Espanco o teclado porque não sei gritar. E agora já nem sei se quero.
Esse silêncio já não me apavora mais, e agora já não me incomoda.
Deixarei estar, deixarei...
E arrumarei as gavetas, caixas de e-mail, albuns de fotografia... quero tudo em dia, quando o dia certo chegar.
E aos meus queridos amigos blogueiros, escritores, leitores... aquele abraço.
Abraço de quem se encaixa e diz: "Fica aqui perto de mim..."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

2 O Sem sentido compreendido

Anestesia para dor, para empolgação. Para delírios. Para sonhos torturantes.
São pedaços de uma paz conquistada sem esforço. Letargia.
São gotas de dormência. Demência desejada.
Torpor provocado.
Hipnose pretendida.
Paralisia ambicionada.
A paz do meu próprio silêncio. A paz do silêncio dos outros quando me vêem em silêncio.
Anestesia graduada, Provocando paz em larga escala.





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

3 Sobre: Arreios






Não me censure, não me corrija
Não tente me dizer que tais palavras não me caem bem
As palavras sempre me caem bem
Eu não posso dizer que “estou ferrada”,
Quando estou absolutamente fudida.

Não me censure,
Não me diga que a piada foi sem graça,
Que lhe fiz passar vergonha
Não diga que eu falei a coisa errada,
Se eu já falei, o erro agora é seu ao repetir.

Não me diga como agir,
Não me dome
Eu sempre fujo das amarras.
Não me corrija,
Se eu falar “que nem”
É por que é tudo igual
Se eu fizer tudo sempre igual
Ninguém se diverte “que nem” você.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2 Pensando em 2011...

Ainda pensando em Ser, Não ser, fazer, esperar... Eu decidi pedir:

Fazei de mim instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.


Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...


Amém!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Estava feliz. Uma felicidade que merecia ser partilhada, dividida.
Queria dividir com aquele.
Aquele que gritou sem nenhum motivo. Aquele com quem ela sonhara de olhos abertos.
Merda!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

3 Faria...

Cuspiu na cara dele. Deu um soco no seu estômago e o chamou de cretino.
Queria chamá-lo de mentiroso, mas o forte daquela "não relação" tinha sido a verdade.
Ele Era sincero, era honesto e era bom. Isso sempre a deixava putiada.
Mas ela o achava um cretino e bastava que pensasse.
Então, cuspiu e gritou bem alto: Idiota, Cretino!
Ela estava estupidamente feliz naquela manhã por consguir fazer aquelas coisas.
Mesmo que as tivesse feito só mentalmente.

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