sábado, 7 de agosto de 2010

2 Chovendo no molhado, sem medo


Já falei tantas vezes que Ele é o melhor do mundo. Hoje eu só queria lembrar. Leiam, porque eu escrevo para que vocês leiam, mas escrevo ainda mais para nunca esquecer, dessas ondas de amor, que eu sinto agora. Que eu sinto desde o dia que ele começou a ser pra mim, o que muitos têm desde que nasceram.

Queria abraçá-lo e com todo o amor que sinto fazê-lo entender que há coisas que não precisam ser entendidas, apenas sentidas. E que portanto, você não precisa entender porque eu sou desse jeito, apenas precisa respeitar essas coisas que eu sinto e que eu sou.
Eu queria dizer que posso não ser o que você sonhou, mas eu sou o melhor que eu posso. E que se isso é pouco, é porque eu sou mesmo pequena e incapaz, mas uma garotinha incapaz cheia de vontades de acertar.
Queria que não se envergonhasse. Não tivesse pena. Não sentisse raiva de mim.
Queria que me colocasse no tanque da tua moto e me levasse pra passear. Queria que dançasse comigo aquelas músicas toscas do Leandro e Leonardo que a gente dançava nos sábados à tarde.Queria ficar colada de novo com super bonder na beirada da tua cama, só pra te ouvir dizendo que nunca mais ia me tirar dali, e que eu teria que andar com o lençol pendurado. Queria que me levasse para fazer exames de sangue, só pra na volta me dar um Chocoleite e um pastel de carne e ovos...Queria caber de novo nos caminhões de madeira que tu fazia pro mano.
Ai Pai, eu queria fazer 15 anos de novo, e dançar contigo uma valsa desajeitada. E te dar a primeira fatia de bolo. Eu queria que penteasse os meus cabelos para eu ir para a escola como tu fazias num passado que pra mim nunca passou.
Eu queria ser pra sempre a tua garotinha. A que tu enfeitava com óculos grandes e colocava no sofá para bater fotos.
Ai, como eu queria, me encolher no teu colo e chorar porque tô com vontade, por mais que tu digas que ninguém chora por nada.
Pai, eu choro por nada! Eu choro porque é bonito. E agora, eu tô chorando pensando que nunca vou te mostrar esse texto. Que talvez, tu nunca vá ler nada do que eu escrevo com orgulho.
Eu choro. Choro porque talvez o que eu tenho de bonito e bom seja pouco, perto de tudo de bonito e bom que tu representa pra mim.
Eu agradeço, eu me desculpo, eu peço por ti, e pedirei, sempre e pra sempre, por que sempre serei: A garotinha do pai.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

6 E se eu for mesmo a melhor?

Você não pode saber que é bom. Na verdade, tem que fingir que não sabe.
Se faz entenderem o quanto você sabe que é, é arrogante, se finge não saber é acomodado.
Olha, não é nada fácil ser gente!

Preciso mesmo me lembrar que sou boa. Preciso mesmo ser arrogante porque não cabe mais em mim essa vida acomodada.

E quem viver, vai ver! Rá!
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