quarta-feira, 13 de abril de 2011

2 Monstros noturnos

Na madrugada, me torturo. Meus pensamentos vem como uma avalanche de pedras que deslizam sobre uma alma que antes das luzes se apagarem estava leve. É madrugada. Todos deveriam dormir,mas eu não. Eu não durmo. Eu ambiciono o cerrar eterno dos olhos. A madrugada me amedronta,e me encoraja. Olho para tudo que durante o dia é penumbra,e me parece claro,na madrugada. Olho para as marcas deixadas no corpo imaculado,jurado meu eternamente e elas reluzem sob a meia luz do quarto. Olho todos os sinais,de que teu amor não é mais meu e luto contra eles,como a luz briga para vencer a escuridão desse quarto. Não quero enxergar, mas tudo ao meu redor grita,e reflete o que está acontecendo. Tento cantar nossa cancão baixinho,mas eu já não me lembro dos acordes. Choro na noite sem fim,enquanto dormes a noite que achas curta. Investigo minha própria mente atrás de algo que me faça ver como td é sem sentido... Mas,é madrugada e quando é madrugada,o sem sentido é sentido por quem não conseguiu fechar os olhos. Choro em silêncio uma noite mal dormida, uma vida mal vivida, sentimentos mal entregues. Choro e calo,e me amaldiçoo por ser tão fragil qdo apagam as luzes e tudo oq não quero ver me salta aos olhos.
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