sexta-feira, 11 de maio de 2012

1 "Que gritem"

Olho para os últimos atos sem arrependimentos. Não há corpos guardados em armários, nem arranhões profundos na minha própria carne.
Há lascas, copos quebrados, paredes pinchadas com palavrões, mas quando não existirão?
A Sensação é de dever cumprido. Havia algo para ser feito, e eu o fiz. Havia uma rota, uma rota de colisão. Sim, quebramos os copos, mas os joelhos estão sãos.
Fechei portas, mas mantive a varanda sempre aberta. E quem não mais vier sentar-se a sombra da minha varanda, e não mais beber em meus copos trincados de vidro barato, é porque não quis.
Eu amei. Do jeito que só os tolos amam. Eu tentei, do jeito que só os insanos tentam. Insisti em coisas que há muito eram fracasso para permitir que sorrissem mais um pouco. E pouco a pouco, percebi que o sorriso alheio era lágrima em mim.
Pois então, que riam agora. Que seus ruídos já não chegam em meus ouvidos.




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