segunda-feira, 24 de março de 2014

Eu queria conversar mais com ela.
Mas não dá. Não consigo. Nós não conseguimos.

Eu sempre vou cheia de dedos, pq ela é colorida, mesmo com seus métodos e regras infindos e eu sou essa coisa bege/nude/preto e branco, cheia de ideias libertárias.
Chorei na frente dela. Acho que eu não chorava diante dela desde que eu tinha 12 anos.
E como foi difícil chorar agora, por que eu agora sei a dor que uma mãe sente quando vê um filho chorarando.
Desculpa! Desculpa por chorar por nada.

Quando eu era criança era comum no meio de uma brincadeira, eu parar de brincar e ir para um canto e chorar. Chorava copiosamente por horas até que todos os amiguinhos estivessem ao meu redor, numa tentativa insana de me fazer sorrir. E eu não sorria por nada.
Não era estrelismo, era dor.

Sábado, no meio daquele choro incontido eu me lembrei que desde criança eu dizia "Não é nada". E ai, ela e meu pai questionavam: "Ninguém chora por nada" e eu chorava de novo, dizendo "Eu choro por nada"

Choro por nada, e imagino que deve ser bem ruim alguém que tem Tudo ficar ali, se desmanchando e chorando por nada.

Eu choro por nada desde que eu era pequena e via você, linda e colorida, colocando as coisas em ordem.
Eu choro por que eu nunca consegui estar em ordem.





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