segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Reclamavam de seu comportamento.
Reclamavam de seu silêncio, dos seus porres, de suas badaladas noites com as amigas.
Reclamavam que ela não era boa em nada.
Ela nunca fora boa em nada.
Estava realmente cansada de ser ruim. Estava realmente cansada de ser tão ruim.

Mas hoje, a dor é de vê-lo sendo sempre melhor, sendo favorito.
Se precisassem escolher, não hesitariam.
Então, ela sorriu triunfante sabendo que ele era melhor, era escolhido e que ela podia acabar com tudo aquilo, pois quem importava pra ela, já não se importava mais.

Um belo jeito de acabar com tudo. Era só disso que ela precisava.
Um belo jeito de deixar de ser ruim.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ele nasceu num 26 de exaustão.
Todos já haviam comido demais, bebido demais, celebrado a vida de outro menino quando ele chegou. Estavamos cansados, mas para a chegada dele as energias se renovaram e tudo podíamos aguentar.
Ele veio lindo. E chorou alto. Gritou.
Já chegou dando ordens, exigindo.
Quis o peito e a alma. Quis o leite e lágrimas.
Arrancou sorrisos no caos.




Quando suas mãos, ainda Tão pequenas tocam meu rosto pra um carinho, eu estranho...ele é distante, disperso...Prefere ficar lá, com a sua imaginação que diz que eu não o amo, que ele não é meu filho favorito. Nas histórias que ele inventa desde sempre, eu prefiro que ele se dê mal. Mas quando ele me abraça, é de uma honestidade tão profunda, que até me esqueço de quão raro é o momento.
Nas histórias que eu quero contar, ele vence. Triunfa, afinal, seu nome é de Campeão.
Gosto quando ele chora,  e anda pela casa desesperado questionando Deus por tê-lo feito assim. É a única hora que se parece comigo.
Em todo o resto é seu pai: articulado, cheio de artimanhas, cheio dos jeitinhos.
É lindo. Lindo...Feito o desenho que eu não saberia fazer.
É justo. Justissimo. Sua maior virtude, provavelmente. Não mente. Não suporta que mintam. Não suporta que prejudiquem quem já está em desvantagem.
Chora em frente ao espelho. Chora pra saber se está bonito. Chora para que eu diga que é o favorito.
Tem ciumes e tem medo, Mas faz de conta que não liga.
Troca beijos por favores... Troca favores por frases de amor.
Ele só quer ser amado. O mais amado.
Como se para mim fosse possível fazer qualquer outra coisa, que não, morrer de amor por ele...



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Se quiseres rir, ria.
Se tiver vontade de dançar, dance.
Fique a vontade diante da minha lente: Ela só aumenta o que é bom em você.

Deixa eu cheirar você, pra decorar
Deixe eu tocar você, só para me lembrar quem você é.

Sorria e dance, baby...
Eu só quero mais um pouco do que você pode me dar...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

0 Bonecas de Cera


Eu sigo brincando de vida. Mas meus brinquedos não são vidas alheias. É a minha: tediosa, complexa, triste, enfadonha. Minha vidinha de quem fracassa. E vence. E falha, e pede perdão. E é magoada, e perdoa.
Eu vou brincando de vida, mas cuido de quem está na minha estante: são conquistas, jamais troféus.
Vou brincando de vida, do mesmo modo que brincava com as bonecas: quero cuidadas, bem vestidas, bem penteadas, satisfeitas. Não gosto de bonecas que choram. Gosto das que pedem colo de mãe.
Eu sorrio quando olho os meus brinquedos saciados. É tão bom que não queiram ser emprestados. É tão bom que gostem de estar ao alcance das minhas mãos...
Gosto de brinquedos com vida própria e independente, mas gosto mais dos que sabem que meu colo é um bom lugar. Gosto dos brinquedos que não esquecem de quando monto suas pernas ou encontro seus sapatos perdidos no bau.
Que permaneçam na minha estante: jamais criarão pó.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Acho que existe um tipo de verdade que fica clara no dia do seu aniversário: Se mais que 5 pessoas (não sendo seu pai e sua mãe) disserem que você é bom, gentil, especial, batalhador e alegre, talvez não seja apenas gentileza.

As pessoas elogiam em mim, coisas que habitualmente não leio em qualquer mural do facebook, então, tomo como verdade, sorrio vaidosa e sigo em frente.

Eu sou só uma garota legal, que de vez em quando se vende pra um sistema meio bruto.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Jamais duvidou de tanto amor que sentiu. De todo o amor que quis dar. Mas cansou de tanto amar. De tanto doar. De tanto esperar. Deixou-a livre, e ela não voltou. Deixou-a livre e as promessas de "para todo o sempre" não suportaram muito tempo.
Na verdade, as promessas de "para todo o sempre" costumam se apagar quando o álcool sai do sangue.
Certamente Amava muito. Pensava todos os dias em perguntar "Você ainda me ama?" e ter aquelas conversas malucas, que não podia ter com mais ninguém...
Mas ela sabia que não adiantava sozinha buscar o que alguém não estava disposto a doar.
Ela não me daria mais tudo aquilo que eu buscava, porque o que eu podia oferecer era pouco,pra tudo que ela merecia.

domingo, 30 de setembro de 2012

Ele: Tu me perdoa?
Ela: Pq?
Ele: Por não ter te dado nada do que você merecia...
Ela: Só se tu me perdoar por não ser contente com tudo o que você me deu.

e ela, chorou. Pq ele podia dar tudo, e pra ela, era pouco. Pq pra ela, o mundo era um conta gotas em suas mãos.
Pra ela, o pouco bastava e o tudo era pouco. No mesmo momento. Ela era capaz de agradecer pelo vento, e amaldiçoar um presente.

Ela sofria de insatisfação cronica. Com ela, com ele, com o tudo ao seu redor.
Ela estava bem cansada de nunca estar satisfeita.
Comeu um chocolate, que não satisfez seu desejo por algo que fosse doce, de fato.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Não aguento mais ter que ceifar meus textos, Ter que censurar e medir o tempo todo a alma sem medida. (...)
Se eu falo que estou fudida é porque todos estamos, mas alguns, preferem apenas dizer que estão ferrados.
Não vou amenizar palavras, se não posso amenizar meus sentimentos. Não vou amenizar a dor, porque fugir da dor, é fugir da própria cura.
E eu vou escrevendo mentalmente, coisas que não posso publicar. Eu vou escrevendo mentalmente, coisas que nem eu não gosto de ler.

domingo, 2 de setembro de 2012

Ela gostava de estar sozinha. Mas odiava sê-lo o tempo todo. Odiava sentir-se sozinha.
Odiava sentir toda aquela vontade de viver e ter que trancá-la junto com a imaginação.
As pessoas não eram tão legais quando vistas de perto.
Ficavam feias em fotos maiores.
Ficavam feias quando olhavam nos olhos. Ficavam feias quando insistiam em ficar longe dos olhos dela.
Ela não queria ser pessimista: ela nunca era pessimista.
Ela era doce, mas as lágrimas salgavam a pele e morriam pouco antes do seu queixo furado, nos lábios que inchavam quando ela chorava.
Ela era doce, mas seu gosto já não estava sendo sentido por ninguém, e ela tinha pena de ter tanto carinho, tantas piadas, alguns vestidos e uma pele macia, e simplesmente, não ter ninguém que apreciasse nada disso.
Ela estava cansada de ter tanta coisa boa pra ensinar, tanta disposição pra aprender e de estar ali, sozinha, com as luzes meio apagando, com os olhos semi cerrados e com o coração, transbordando de sentimentos que ela não podia controlar.Ela estava tão cansada que imaginou como seria voltar para o lugar de onde tinha saído, Como seria se não tivesse explodido todas as portas e se pudesse sentar no chão daquela casa cheia de cores onde ela morava não fazia muito tempo, e como seria se sentisse amada de novo, como ela já tinha sido um dia.
Ela estava cansada de ser ruim, pq não era genuinamente ruim. Estava corrompida. Tinha se vendido. Tinham lhe roubado a bondade.
Mas lhe devolveriam, e ela já sabia.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Se trabalhar 12 horas por dia, dormir 8 sobram apenas 4 pra viver. E é realmente disso que eu preciso.Não ter vida pessoal, quem sabe,pra ter uma chance de não foder com ela.

domingo, 22 de julho de 2012

Você foi pra balada. Dançou, sorriu, se divertiu. Se sentiu linda, foi desejada, cantada, cortejada. Foi dona de si mesma, como desejou ser a vida toda. Bebeu o porre que merecia, e voltou pra casa. Incólume. Com o cabelo impecavelmente arrumado, e com o zíper devidamente fechado.
Você volta pra casa e é ali que a verdade vai chegando devagar.
Ali, a luz fria já não te faz tão bonita. O espelho do quarto reflete o corpo nu e as marcas que a roupa escolhida a dedo escondia. Os sapatos deixados no tapete da sala, representam uma liberdade sonhada. O alívio de pôr os pés no chão. O alívio de pôr os pés onde você bem entende.
Você olha pro rosto maquiado, e tem pena de tirar essa beleza criada artificialmente. Tem medo da água gelada batendo na pele que arde. Um banho pra tirar o "cheiro de night", uma coberta quentinha pra não parecer tão desprotegida...E ai, você deita, tonta, cabeça latejando: de fome, de medo, de desejo, de embriaguez.
E tem vontade de voltar pra balada e ficar lá todos os dias, pra sempre, porque lá a luz e a fumaça confundem quem está ao seu redor, mas ainda mais que isso: a luz e a fumaça confundem tanto, que você até pensa que é feliz.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Ele tinha planos, e ela tinha pressa.
Ele a olhava dormir, e sempre acariciava seu rosto pela manhã. Achava bonita aquela beleza natural, de pele limpa, alma exposta. Ela era uma pessoa ruim de manhã, e mesmo assim, ele gostava dela.
Ela se maquiava enquanto escovava os dentes e penteava o cabelo dos filhos. Ele admirava sua pele sendo coberta pelo corretivo e sorria.
Estava parado na porta, vendo ela mascarar a pele. Ela tinha pressa de esconder todas as marcas. Ele era capaz de admirar as marcas.
Ela dormia tarde. Ele acordava cedo.
Ela dançava sozinha, como se os olhos atentos dos críticos não a incomodassem, e ele, fazia coro aos críticos.
Ele queria ela. Ela queria o mundo inteiro.
Serviam-se do mesmo café, que ela preparava do seu jeito: Fraco e doce. Ele nunca reclamou.
Ele só reclamava do barulho que ela fazia.
E ela chorava pra tentar se calar. Mas não suportava mais. Ela não suportava mais.
Quando ficava em silêncio, ai é que todo seu corpo gritava, pedia socorro e ela resolveu escutar.
E correu.
Correu e correu. Porque ele tinha planos, mas ela...ah..ela como sempre, tinha muita pressa.


domingo, 24 de junho de 2012

Eu sempre tive as melhores. AS MELHORES.
Não, eu não as escolhi. Elas me escolheram. Eu poderia ser a amiga de tantas garotas quantas me quisessem nesse mundo, mas acabei sendo escolhida pelas melhores. SIM, AS MELHORES.
Tenho uma pilha de grandes mulheres, que são as irmãs que me escolheram e as que eu não quero ver partir.
Choro pelas que foram, mas ninguém sai de um lugar onde é feliz.
Se abrem as portas e desocupam minha varanda é pq não sorriam como as que permanecem agora, sentadas comigo.
E eu, que sempre escolho a palavra "desculpa" e acho que "Faço tudo errado sempre", troco o tema do dia e digo "Obrigada" para as melhores do mundo.
Obrigada por serem, por ficarem, por permanecerem.
Obrigada GATONAS, Obrigada Trio Ternura. Obrigada Amigas de todos os tempos, das que ficaram por pouco tempo, por muito tempo, pra sempre.
Obrigada por me fazerem ser melhor, por me fazerem acreditar nas pessoas.Obrigada por me darem cor, quando tudo estava cinza, por me darem músicas quando tudo foi silêncio, e principalmente, obrigada por lerem quem eu sou calmamente. Não é possível me amar de verdade antes do terceiro capítulo.
E eu acordei nostálgica,e acordei feliz.



"Acho que o amor era muito pouco pra gente, dai inventaram a amizade..."
 '

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ela olhou no espelho e gostou do que viu.
Não estava mais com a marca cinza que costumeiramente carregava nos olhos, não tinha mais o sorriso cansado que a estava acompanhando.
Ela estava dando sorrisos de verdade para ela mesma, como não dava já fazia algum tempo.
Estava sozinha. SOZINHA.
Não tinha mão nenhuma para procurar quando acordava, mas podia contar com as suas para levantar das quedas que não paravam de acontecer.
Tinha medo, mas agora, quando olhou no espelho, sem querer, só porque o espelho estava diante dos seus olhos, gostou do que viu. E sentiu uma vontade imensa de viver.
Ela gostou do que viu, porque estava na claridade agora. Sem sombra ofuscando seus olhos, ela pode ver: Uma adulta. Uma mulher. Sozinha. Feliz. Resolvendo-se. Descobrindo-se. 
Uma mulher bonita, até. Especialmente quando sorria.
Mas quem a conhece sabe: ela sorri o tempo todo.


sábado, 16 de junho de 2012

Estou chorando. De verdade. Lágrimas pesadas de "nada". Não é dor, nem saudade, nem nada... É só um jeito de celebrar o fim.
Um jeito de dizer que "Acabou, mas estou vivendo. E sei que você sobreviverá. Sei que o que foi bom ficou na fotografia, sei que o que não foi, trará lágrimas para nós dois por muitos dias.
Acabou. Mas eu ainda quero te abraçar se eu estiver muito cansada, e de vez em quando eu vou chorar te pedindo desculpas por ser assim.
Acabou, mas eu ainda sou "papoula da índia" e ainda sou a garotinha do papai.
Acabou, mas não foi por mal, não foi por nada... Nada foi por acaso...
Acabou... E vai doer, mas vai passar"

terça-feira, 12 de junho de 2012

Foi avisada desde o início, e sabia onde estava pisando. Mas, com seu jeito desajeitado e as doses que bebeu no caminho, se desequilibrou e caiu.
Ele não ia dar a mão para ela. 
A mão dele, não era dela.
Ela juntou seus caquinhos e empilhou: Jurou que só ia sorrir de novo daquele jeito bobo, quando alguém sorrisse para ela primeiro, um sorriso de exclusividade. Mas sabia que se ele, sorrisse para ela de volta, Estaria lá, brilhando a falsa alegria que ele sempre lhe trazia...
E ela sorriu a cada toque, e a cada suspiro... E quando ele sorria, ela queria que fosse por causa dela.
Mas não era. Nunca era. E não seria.
Ela sabia. Mas naquele dia, Chorou de saudades dos barulhos do riso dele.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Imaginar que algo bom vai acontecer, já me faz sorrir.
Trabalho com possibilidades, com sonhos, com pequenos projetos pessoais que geralmente fracassam.
Não me importo que as coisas não aconteçam, quando as desejei já foram verdade pra mim.
E quando nada dá certo, eu mudo os planos, reinvento. Não choro mais os sorrisos que se apagam. Lustro a memória para que não se percam ali.
Porque é na minha imaginação que tudo começa, e é na memória que acontecerá para sempre.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

1 "Que gritem"

Olho para os últimos atos sem arrependimentos. Não há corpos guardados em armários, nem arranhões profundos na minha própria carne.
Há lascas, copos quebrados, paredes pinchadas com palavrões, mas quando não existirão?
A Sensação é de dever cumprido. Havia algo para ser feito, e eu o fiz. Havia uma rota, uma rota de colisão. Sim, quebramos os copos, mas os joelhos estão sãos.
Fechei portas, mas mantive a varanda sempre aberta. E quem não mais vier sentar-se a sombra da minha varanda, e não mais beber em meus copos trincados de vidro barato, é porque não quis.
Eu amei. Do jeito que só os tolos amam. Eu tentei, do jeito que só os insanos tentam. Insisti em coisas que há muito eram fracasso para permitir que sorrissem mais um pouco. E pouco a pouco, percebi que o sorriso alheio era lágrima em mim.
Pois então, que riam agora. Que seus ruídos já não chegam em meus ouvidos.




terça-feira, 24 de abril de 2012

Sofro pelo que não vejo. Pelo que imagino.
Sofro não pelo que me dizem, mas pelas coisas que imagino que falam na minha ausência.
Sofro. Sofro porque a minha imaginação pode ser muito pior que os fatos.
Sofro por querer ser querida, por querer ser importante, por querer que me olhem e vejam o que eu sou.
Eu sofro porque sou burra mesmo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Você quer fingir que é só tédio e saco cheio, mas na verdade está é enojado.
Tem nojo do próprio cheiro, de seus próprios toques, de seus próprios pensamentos. E tem nojo de não conseguir controlar-se, de não conseguir fingir.
Gostaria de fingir que é apenas tédio, mas não é mais "apenas tudo isso".
É ABUSO, É NOJO, É HORROR Dessa vidinha medíocre, dessa gente medíocre, e desse bando de "Eu's" que querem me obrigar a ser quando o único Eu que possuo é um que anda descalço na lage soprando bolinhas de sabão e é despreocupado com o que acontecerá quando acabar o detergente.
Falando em detergente, aonde eu posso me lavar?

quinta-feira, 29 de março de 2012

1 De que tamanho eu quero ser?

Me incomoda pensar que sou do tamanho dos meus atos.
E me ver pequena... minuscula. Pronta para ser esmagada!
Me incomoda quando eu quero alcançar o infinito e voar, e me auto trapaceio beijando o chão.
Mas eu sei parar de ser tudo o que querem, e ser exatamente quem eu sou. Mesmo que nem saiba direito...
E não procurar agradar, nem me explicar, nem permitir que me apontem os dedos enormes e me digam: Faça isso, Faça aquilo.
E é o que vou fazer agora. Esquecer que estava sendo pequena como os atos. AUMENTAR, AUMENTAR, AUMENTAR. E ser finalmente, do tamanho dos meus sonhos.

"Normalmente ela se dava bons conselhos (embora raramente os seguisse) e às vezes repreendia-se tão severamente que chegava a ficar com lágrimas nos olhos(...)"



quarta-feira, 21 de março de 2012

0 E nesses dias tão estranhos...

Culpo você. Para aliviar a minha própria culpa.
Desculpo-me pelo que nem é culpa minha.
Sofro pelo nada e que para mim é tanta coisa.
Deixo a força sair de mim. Enalteço quem não merece. Dou méritos para quem não precisa.
Culpo. Desculpo-me. Choro.
Enlouqueço. Rasgo roupas, quebro copos, grito e componho, e escrevo. Risco a pele.
Faço marcas secretas para não gerar comoção.
E pra você eu mostro as palavras que tento esconder até de mim. E peço o que não terei. E canto canções bobas, e danço mesmo que não me olhes, e mesmo que não me acompanhes.
Eu choro, e enlouqueço, e grito e me maltrato.
E eu sei que você não tem nada com isso.

(Achei que era paixão, mas era só TPM)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ela se lembrou e sorriu deliciosamente. Maliciosamente.
E agradeceu a Deus por ter memória.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Chega de fincar os pés no chão, baixar os olhos e dançar a música dos outros.
Que me falte o ar, que eu tenha medo, que me quebrem as pernas e joguem meu corpo numa quebrada: mas deixe-me voar, caminhar, cair..
Estou realmente exigente e superior: aceito o que me faz bem. (pelos motivos que eu considerar que fazem)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

0 Créditos, músicas fofas e talecoisa

Eu só queria que houvesse uma canção, dessas que a gente ouve sem razão e que ela fosse minha, e não nossa.
Eu só queria que eu tivesse os meus gostos, os meus amigos, o meu espaço, e não o nosso, nosso, nosso.
Mas eu olho pra estante e pra vida e tudo, tudo sempre foi partilhado. E eu nunca fui nada. Nunca fui nada, a não ser o que você pedia que eu fosse.Mas porque na verdade, ser a pessoa que você queria era menos doloroso do que ser eu mesma. Ou tudo muito, muito pelo contrário.
Eu queria que acabasse tudo, tudo muito, muito antes.
Que acabasse comigo cantando 'Minha papoula da índia, Minha flor da Tailândia' e você ali, sentado, sem entender muito bem a minha voz esganiçada, mas sorrindo porque o que o suave te faz mal. Eu queria que naquela hora, subissem o créditos e acabasse tudo.
Mas dai, as coisas demoram, e mudam e a porra da legenda não sobe. E a vida sempre continua.
E continua, e dói.
Dói porque o teu enredo era mais longo do que o meu. Dói porque você não precisa de tantos personagens. Dói porque eu não me enquadro, porque eu não sou igual. Porque eu NUNCA FUI IGUAL.
Dói porque as pessoas sempre desejam que sejamos felizes a seu modo, e meu Deus, não sabem nem de seu modo, saberão do meu?
Eu queria que a música fosse alguma, e não a minha voz, rouca e oscilante dizendo que tenho medo, que tô assustada, que estou aqui, escolhendo um bom modo de não esquecer o que tenho escrito na minha pele.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

0 Cedo ou tarde chega o dia...

Vão me fazer perguntas que eu não saberei responder, e a vergonha vestirá meu rosto e o desejo vestirá meu corpo e o silêncio aprisionará minha alma.
Mas eu não vou chorar e nem vou ter medo.
Vou cantar baixinho as canções que tanto ensaiei, e vou dançar sozinha o som agradável de minhas próprias sandálias sem salto batendo no chão.
E quando eu olhar pela janela e pensar que não devia ter feito tudo o que fiz, o meu reflexo vai mostrar que pelo menos dessa vez, foi eu quem fiz.
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