As lágrimas não eram de saudade, de dor, de contentamento, nem por nenhuma das coisas que ela soubesse dizer. Eram lágrimas por que ela chorava e pronto. Chorava porque estava viva! Chorava por que era bonito encerrar as coisas de um jeito maduro, por mais irritante que isso pudesse parecer a ela.
Ela chorava porque estava viva, como só podia se sentir quando pensava em coisas que não davam certo. Por que o que estava errado, definitivamente a atraia mais. O que não daria certo a fazia ter vontade de investir, de insistir. Era como sonhar com as coisas que não podia ter, porque elas não aconteceriam nunca, para que acontecessem sempre, em sua imaginação.
Chorava. Não esperava comoção, não queria piedade. Chorava por que estava viva, como lembrava de se sentir diante de situações que não seriam mais que pedidos de desculpas e histórias que jamais seriam, porque seriam sempre.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
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2 comentários:
Ta falando de mim né?
kkkkkkkkkkkkkkkk
Vc sempre me entendendo!(mesmo sem querer)
Deve estar falando da Ana Maria Loura José Braga.
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Oi? Você vem sempre aqui?