terça-feira, 21 de setembro de 2010

2 Muda #not

Fazia barulho o tempo todo: seus sapatos sempre tocavam o chão com estalidos, espancava os teclados para escrever, falava ininterruptamente, comia e bebia com ruídos e quase nunca se importava com seus sons.
Seu tom era vibrante, quase nunca em nude, muito raro em cinza.
Seus barulhos irritavam. Quase sempre a ela mesma.
Gritava dentro de si: “Me façam calar! Me façam calar!”
Mas eram tantos os barulhos que ela fazia, que ninguém ouvia, ninguém seria capaz de escutar.

2 comentários:

Juliana Dacoregio disse...

Que nunca a façam calar. E quem não ouve seus barulhos (que só são irritantes para quem não a conhece)apenas sai perdendo.

Hanny Meire disse...

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