sábado, 14 de setembro de 2013

Me afogo com minhas próprias palavras. Não falo.
Não falo porque é agressivo, ou porque é intimo, ou porque é desnecessário.
Não falo porque me condicionaram a agradar pelo silêncio. E eu quero agradar.
Não fala porque se falo, quem me ouve não escuta bem.
Minhas piadas caem mal nos ouvidos alheios.

Prendo meu corpo na cadeira. Queria dançar, voar, correr solta na grama. Mas me prendo na cadeira.
Amarro a alma e a mente na tentativa de não ir muito longe com to da essa loucura.
Prendo meu corpo na cadeira para não ir tão longe onde ninguém possa alcançar.

Sinto medo, e saudades e desejos mas finjo que estou apenas cansada.
As pessoas gostam mais quando você justifica sua péssima aparência, humor, silêncio e estagnação com cansaço. Quando você disser que está cansado, não há responsabilidade no outro pelo sofrimento.

Eles se aliviam quando você só está cansado, e não engasgado com todo o lixo que precisa prender entre o peito e a garganta.

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