quarta-feira, 31 de março de 2010

11 E se fosse um filminho água com açucar?

Eu estava pensando esses dias, em como seria bom se a nossa vida fosse como nos filmes melosinhos que a gente assiste. Tipo, Menina gosta do menino garanhão, menino garanhão fode com a vida dela, menina vira uma super gata pq o pai ganha na mega sena (ou arruma uma gêmea rica que está cansada da vida "cara da riqueza") e ignora o menino garanhão. Se apaixona pelo Nerd bonzinho, Vivem felizes para sempre.
Ou: menina se apaixona pelo cara. Não sabe o que fazer para chamar a atenção. Um mago sai de dentro de uma caixa a enche de dicas de "Como prender um cara em 10 dias". Menina se transforma em mulher dos sonhos, mago que sai da caixa se apaixona pela menina que tirava meleca do nariz. Vivem felizes para sempre.
Ou ainda algo do tipo: Pessoa tem doença grave, vive a vida intensamente. Gasta dinheiro em orgia, DORGAS e viagens e morre feliz da vida, numa praia distante e com a bunda bronzeada e cheia de areia.
Nada de finais tristes, enrolados, No felizes para sempre pode haver reticências, mas veio primeiro o Felizes para sempre(...). Não existem pontos finais, simplesmente. Existem exclamações e reticências.
Na vida real existe interrogação no fim do roteiro.
Mas sabe, se a minha vida fosse um filme água com açucar, eu não teria inspiração. Não descobriria quem realmente vale a pena, quem gosta de mim mesmo que eu tire meleca do nariz (Vá dizer que tu limpa de cotonete?) quem é meu amigo de verdade, (sem precisar beber para dizer que me considera...)
Se a minha vida fosse um filme, seria daqueles em que tudo dá errado no final, todo mundo se fode (no mal sentido da palavra) e teria umas pancadarias e mortes no final. Mas quer saber? Que graça tem o "felizes para sempre" se pra sempre, sempre acaba?

Sei lá... talvez eu queira fazer um filme novo, mas com os personagens iguaizinhos. Os mesmos atores, com papéis cada vez mais bonitos e intensos.

sábado, 27 de março de 2010

12 É necessidade de viver!

Me chamaram de egoísta e as palavras entraram como uma facada em mim.
Eu, que me acho boazinha, altruísta, solidária, tive jogado no cara qualidade que eu achei que não cabia em mim.
Ai, eu chorei (como eu sempre faço quando algo dói, alegra...emociona, enfim) e parei pra pensar. E eu não sou egoísta. Só passei tempo demais me anulando, me escondendo, vivendo as coisas que desejariam que eu vivesse e sendo o que sempre esperaram que eu fosse.
E de vez em quando, eu sou Eu.
Me entrego aos meus desejos, e a insanidade. De vez em quando, consigo o equilíbrio que todos buscam me atirando de cabeça nas loucuras. E nessa hora, eu não quero estar certa, não quero ser diplomática, eu quero ser feliz.
E eu posso ser chamada de maluca, de insana, de egoísta, mas se olharem bem de perto vão perceber...é só necessidade de viver.

E não cabe em mim, não cabe em ninguém essa força, essa vitalidade, essa coisa que esmaga tudo e eu sou obrigada a colocar pra fora.

segunda-feira, 22 de março de 2010

10 Onde vão parar?

Ganhei há alguns dias um livro, que me encantou desde o começo, apesar de eu ter relutado em iniciar a leitura porque achei que era meio gospel, meio auto ajuda. Mas me enganei.
Estou lendo "Carta entre amigos- sobre medo contemporâneos" do Padre Fabio de Melo e Gabriel Chalita, e me impressiono com a profundidade com que as suas palavras têm me atingido. Apesar de muita gente criticar (e eu também criticava quando via o Padre Gato Fábio de Melo naquela propaganda podre do CD na Globo,onde ele aparece falando com a Web Cam), eu me encantei com o gosto literário, musical e com o modo como ele desvenda a alma feminina em suas pregações e palestras. Claro que eu pegaria ele frouxo, claro que dúvido da sua masculinidade, claro que acho o show dele um absurdo de caro. Mas dê a Cesar o que é de Cesar, e o padre me carrega para lugares da minha alma não visitados com seu jeito de escrever, e mesmo que o que eu vá citar hoje não é dele, chegou até mim, graças ao seu livro que de Gospel e auto ajuda, não tem nada. Chico Buarque diz em 'A moça do Sonho': "Um lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar"
Então, se vocês encontrarem esse lugar, deve ter lá, uma mala, um baú, com meu nome. Favor, lacrarem e jogar no mar, porque os sonhos que eu perdi, são tão tolos, que não valem nem a pena pra sonhar.
Ta, mentira...se vocês encontrarem esse bazar, não comprem os meus sonhos, só mandem a eles lembranças, porque eu creio que os meus sonhos também têm saudades de mim. Porque eu voltaria pra eles... resgatando-os até, do fundo do mar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

6 Lei de Murphy

Uma vez eu trabalhei de telemarketing.(Sim eu dizia: A senhora poderia estar comprando e nós estariamos lhe enviando...) E como eu já disse anteriormente Lei de Murphy é assim nomeada para proteger minha identidade. Mas como eu sou bocuda, contei.
Hoje recordei um fato.
Se a pessoa Chamava "Daiane", eu dizia que queria falar com a Daiane, mas se a pessoa chamava "Carmita" eu já pedia para falar com a dona.
Ai eu liguei pro número que estava aparecendo na minha tela (e não era da Polishop) e perguntei:
Boa tarde, a Dona Carmita está?
E quem me atendeu respondeu: O corpo dela ainda não chegou. E desatou a chorar!

Tipo, porque em ummilhãooitocentasedezessete pessoas eu tinha que ligar para a Dona Carmita que tinha acabado de morrer. Desgraça pouca é bobagem.
No meu caso, desgraça pouca é presentinho.

Lembrei disso pq ultimamente...pqp!

terça-feira, 16 de março de 2010

8 Top Five - Roberto Carlos

Maria Juliana não pede, manda!
E meme é uma coisa que eu curto, acho bobo, mas combina comigo exatamente por isso. Além do que, meus posts andam muito caidinhos ne? Meme é bom, não complica a minha vida.
Lógico que cresci com Roberto Carlos no Vinil, e brincava de achá-lo brega na adolescência, mas hoje, vejo que muito do Rei cabe em mim. Roberto Carlos me faz ter vontade de chorar, de entregar a minha alma num papel. Roberto Carlos me deixa sensível, poética e é claro, me faz ficar apaixonada: pela vida! Roberto Carlos, eu te considero, bicho!
Escolher cinco canções exigiu que eu sentasse e parasse pra pensar, porque ele realmente combina com coisas que já me aconteceram, ou com coisas que eu sonhei que aconteceriam, ou quiçá, um dia aconteceram. Mas antes que eu confunda ainda mais esse post, vamos lá Top 5 Rei Roberto por  Deise Duarte:

5- Quero que vá tudo pro inferno
Novela Vamp. A top das novelas de vampiros. #fato. E essa música, deliciosa brincadeira com trocadilho de palavras. Um dos primeiros poemas que eu fiz (oi, eu fazia poemas) trazia exatamente essa gostosura de inv(f)erno, inspirada no Rei. E o "Tudo mais para o Inferno" cai bem pra todos nós não é mesmo? Imagine o que é uma criança poder falar "inferno" sem ser reprimida? Roberto colocou um palavrão ali para salvar as pobres criancinhas que não podiam falar "vai te fuder", ai diziam "vá pro inferno". Uma graça!

De que vale a minha boa vida de playboy
Se entro no meu carro e a solidão me dói
Onde quer que eu ande tudo é tão triste
Não me interessa o que de mais existe
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
Não suporto mais você longe de mim
Quero até morrer do que viver assim
Só quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
Oh, oh,

4- Como vai você
É óbvio que me lembro da piadinha sobre "o melô dos fofoqueiros", mas me comove com o jeito de implorar notícias. É aquela coisa, a pessoa te chutou, você queria estar ali amanhecendo ao seu redor mas se não pode, queria saber pelo menos como ela está. E eu gosto da frase Não sei se gosto mais de mim ou de você porque é ingenua, seguida do preciso tanto me fazer feliz que me aparece extremamente egoísta. Falando nisso: Como está você? Eu acho uma canção triste por demais, e é lógico que já ouvi algumas vezes pensando: é hoje que eu acabo com essa VDM!

Como vai você ?
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você
Vem, que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz
Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você

3- Detalhes
Esse é um clássico. Eu sou o máximo, o gostosão. Vc pode pegar geral, mas eu estarei ai, quando você acordar do lado desse magrela loira e horrorosa. Eu gostaria de cantar essa música pra cada pessoa que já morou no meu coração (oi, eu sou bichinha mesmoooo!) e é claro, de ouvir de certos amados amores que hoje já não passam de "detalhes" de uma boa vida vivida.
Detalhes é a Música, que me faria grita Lindoooooo num show do Roberto Carlos.

Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...

2- A volta
Eu acho bonito imaginar que alguém poderia guardar todas as coisas boas para dar a outra pessoa. E o melhor é imaginar que esse alguém poderia ser essa fofurinha aqui. Eu me emociono com a letra dessa (MESMO) porque combina com alguns fatos importantes da minha vida. Preparação, reconstrução, e sabe... são tantas emoções... eu diria que "A volta" é um verdadeiro presente do Roberto Carlos pra mim. Ele sabia que algum dia essa canção ia servir pra uma garotinha confusa, com medo e assustada pensar no que realmente vale a pena. Alguém guardou pra mim tudo o que tem de bom. Isso não é lindo? Oinnn!


E agora que está perto
O dia de você chegar
O que há de bom
Vou lhe entregar...
Só vejo a hora
De você chegar
Para todo o meu amor
Poder mostrar
Mas quando eu
De perto te olhar
Não sei se vou
Poder falar...

1- O portão
Escutei essa música quando tinha uns oito anos de idade e chorei. Eu não entendo até hoje porque, mas é a música do Roberto que mais me emociona. Eu não sei se eu vou pra algum lugar, mas se um dia eu for, cantem essa música no meu regresso. Ele relata a volta de um modo primário, e acho que essa ingenuidade me encantou, desde os oito anos de idade.
Hoje, ela me cabe quando fico no meu cantinho, no meu infinito particular, onde ninguém me toca e nem alcança. Acho que é o único lugar onde estou sozinha, e posso depois disso voltar pra casa, onde braços abertos me abraçam e realmente podem encontrar. E eu chorei agora, escutando ela pra decidir se ocupava o Topo das minhas canções. é, ocupou!

Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!...

Eu parei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo!

E agora que o cachorro me sorri, sorriam vocês também fazendo uma lista das Tops do Rei pra vocês. Me divertiria muito em ver a @silvinha666, @cdiurno, @priscilaadv, @lipecasagrande e @milora_  fazendo isso. E quem resolver fazer me avisa, porque Roberto me dirá muito sobre vocês, tenho certeza!

sábado, 13 de março de 2010

7 Ansiosos se dão mal.

Os ansiosos não sabem o que fazem. Ansiosos se dão mal até para escolher o que comer. Eles já chegam no buffet colocando um pedaço de cada gosto no seu prato, e quando se sentam a mesa percebem que não pegaram aquela coisinha boa que o vizinho escolheu. Ansiosos não apreciam a vitrine da lanchonete, e pedem o bom e sempre pastel de carne e ovos e quando já estão saciados vêem que ali vendiam também bolo de chocolate, o seu favorito. Ansiosos não esperam para que os cheiros sejam interpretados e distinguidos, e escolhem usar o mesmo perfume de sempre, a vida toda. Ansiosos são na verdade, bichos assustados e com medo de parar pra pensar. Pensam o tempo todo, o cérebro não desliga, mas as decisões são tomadas no impulso, ou não são tomadas nunca. Ansiosos paralizam, estagnam, erram sempre igual.
Ansiosos não sabem escolher porque não tem tempo pra isso. Preferem perder o tempo imaginando as tragédias que aconteceram se não agarrarem logo o seu pedaço de bolo, se não tragarem logo aquele cigarro, senão engolirem tudo (oiiaaaa) depressa. Os ansiosos não digerem, e quando percebem, estão a ponto de vomitar no mundo a alma rasgada, desesperada de quem não sabe esperar pra escolher.
E não escolhem sequer as palavras...
Os ansiosos que me perdoem, mas acho que sempre se dão mal.

quarta-feira, 10 de março de 2010

12 Estuda menina...estuda!

Há alguns anos atrás eu trabalhava no Bairro Primeira Linha, num horário de pessoas normais (08 às 18 horas) e estudava das 19 às 22:15. Eu já era mãe, e tinha um marido pra dar conta (bem assim, como vocês pensaram). E todos os dias pela manhã, eu pegava 3 ônibus diferentes até chegar no trabalho e como eu preciso de 10 horas de sono por dia, sempre acabava prejudicada... Tirava uns cochilinhos básicos no ônibus, mas sempre acordava antes da minha parada. Quando silêncio existisse no ônibus, era a vez de eu descer.
E numa manhã sombria de inverno (pra criar um clima...) eu estava lá, sentada com minhas meias 3/4, no banco perto do cobrador para ter certeza de que ele me acordaria, se por acaso eu passasse do ponto. Eis que o jovem resolve iniciar uma conversa com a sutil pergunta: Tu trabalha à noite?
E eu, com meu delicioso humor matutino respondi: Não, eu estudo para não ser cobrador de ônibus.

Eu sei que devia ter respondido que trabalhava a noite sim, na mesma zona que a mãe e a irmã dele, mas isso não me ocorreu na época. Lerda! Levei uns 3 anos para pensar nessa resposta.

Dai, hoje eu tive que vir de ônibus pra casa pq o carro ta estragado (de novo) e fui pro ponto. Bem acordada, só para constar. E adivinhem quem estava lá? Tcharã! O bendito cobrador. Eu bem retardada que sou já cheguei dando boa noite, ele se empolgou todo e veio puxando assunto. Respondi e peguei meu livro pensando que ele ia parar de falar se eu parecesse ocupada, só que não...ele não parou! Começou a perguntar o que eu tava lendo, e blá blá blá...
Fiquei com ódio, pq é capaz dele não se lembrar que um dia me ofendeu, mas eu..ah...eu me lembro bem daquele tom de voz, querendo dizer alguma coisa ruim.
Mas com ele, eu aprendi: Não durmo mais no ônibus.
...Mas parei de estudar. Será que chegou a hora de ser cobradora de ônibus?
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