sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

2 Toc, toc...

Enquanto chorava baixinho, tentava entender o que estava acontecendo.
Mas existem coisas que simplesmente não são e não serão compreendidas. E porque essa maldita mania de explicar todas as coisas?
Porque querer sempre que tudo estivesse na maior paz possível, inclusive quando travava guerras contra si mesma?
Ah, chore mesmo garotinha!
Chore e se esconda em seu quarto, enquanto todos estão rindo nas varandas.
Pegue seu roupão, sente no sofá e tome vinho tinto seco em pleno verão.
Pegue suas lágrimas e as beba como quem bebe vinho. Lentamente.
Pegue suas lágrimas, seus livros e o seu vinho e se esconda.
Se esconda e só abra a porta quando realmente quiserem te encontrar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

3 Eu não sei colocar título.

Estou lendo e-mails que me foram enviados em novembro de 2010. Respondendo alguns, até. Me desculpem os remetentes, o retardo foi inevitável.
Estou escrevendo depoimentos no orkut e tentando aprender a mexer no FaceBook.
Estou organizando gavetas, revelando fotografias, atualizando a agenda telefônica do meu celular.
Estou tentando priorizar, dar sentido, dar valor, dar atenção, mas Puta que pariu: Onde estão as coisas que jurava que estariam aqui?
Quero que as roupas se alinhem, a poeira desapareça. Quero que a cabeça pare de doer e as pernas de balançar. Quero que a noite não me canse, que o dia-a-dia não me cale. Quero ordem. Quero progresso.
O time da minha cidade acaba de fazer bonito no estádio local, meu filho esta lá. Provavelmente dando gritos felizes com o seu braço imobilizado, e deixando seu pai louco, querendo saber de tudo o que tá acontecendo.
Meu caçula, dorme docemente ao lado da minha mãe, e eu espanco os teclados como eu não fazia há muito tempo.
Espanco o teclado porque não sei gritar. E agora já nem sei se quero.
Esse silêncio já não me apavora mais, e agora já não me incomoda.
Deixarei estar, deixarei...
E arrumarei as gavetas, caixas de e-mail, albuns de fotografia... quero tudo em dia, quando o dia certo chegar.
E aos meus queridos amigos blogueiros, escritores, leitores... aquele abraço.
Abraço de quem se encaixa e diz: "Fica aqui perto de mim..."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

2 O Sem sentido compreendido

Anestesia para dor, para empolgação. Para delírios. Para sonhos torturantes.
São pedaços de uma paz conquistada sem esforço. Letargia.
São gotas de dormência. Demência desejada.
Torpor provocado.
Hipnose pretendida.
Paralisia ambicionada.
A paz do meu próprio silêncio. A paz do silêncio dos outros quando me vêem em silêncio.
Anestesia graduada, Provocando paz em larga escala.





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

3 Sobre: Arreios






Não me censure, não me corrija
Não tente me dizer que tais palavras não me caem bem
As palavras sempre me caem bem
Eu não posso dizer que “estou ferrada”,
Quando estou absolutamente fudida.

Não me censure,
Não me diga que a piada foi sem graça,
Que lhe fiz passar vergonha
Não diga que eu falei a coisa errada,
Se eu já falei, o erro agora é seu ao repetir.

Não me diga como agir,
Não me dome
Eu sempre fujo das amarras.
Não me corrija,
Se eu falar “que nem”
É por que é tudo igual
Se eu fizer tudo sempre igual
Ninguém se diverte “que nem” você.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

1 Pensando em 2011...

Ainda pensando em Ser, Não ser, fazer, esperar... Eu decidi pedir:

Fazei de mim instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.


Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...


Amém!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Estava feliz. Uma felicidade que merecia ser partilhada, dividida.
Queria dividir com aquele.
Aquele que gritou sem nenhum motivo. Aquele com quem ela sonhara de olhos abertos.
Merda!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

3 Faria...

Cuspiu na cara dele. Deu um soco no seu estômago e o chamou de cretino.
Queria chamá-lo de mentiroso, mas o forte daquela "não relação" tinha sido a verdade.
Ele Era sincero, era honesto e era bom. Isso sempre a deixava putiada.
Mas ela o achava um cretino e bastava que pensasse.
Então, cuspiu e gritou bem alto: Idiota, Cretino!
Ela estava estupidamente feliz naquela manhã por consguir fazer aquelas coisas.
Mesmo que as tivesse feito só mentalmente.

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