Você quer fingir que é só tédio e saco cheio, mas na verdade está é enojado.
Tem nojo do próprio cheiro, de seus próprios toques, de seus próprios pensamentos. E tem nojo de não conseguir controlar-se, de não conseguir fingir.
Gostaria de fingir que é apenas tédio, mas não é mais "apenas tudo isso".
É ABUSO, É NOJO, É HORROR Dessa vidinha medíocre, dessa gente medíocre, e desse bando de "Eu's" que querem me obrigar a ser quando o único Eu que possuo é um que anda descalço na lage soprando bolinhas de sabão e é despreocupado com o que acontecerá quando acabar o detergente.
Falando em detergente, aonde eu posso me lavar?
terça-feira, 17 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
1 De que tamanho eu quero ser?
Me incomoda pensar que sou do tamanho dos meus atos.
E me ver pequena... minuscula. Pronta para ser esmagada!
Me incomoda quando eu quero alcançar o infinito e voar, e me auto trapaceio beijando o chão.
Mas eu sei parar de ser tudo o que querem, e ser exatamente quem eu sou. Mesmo que nem saiba direito...
E não procurar agradar, nem me explicar, nem permitir que me apontem os dedos enormes e me digam: Faça isso, Faça aquilo.
E é o que vou fazer agora. Esquecer que estava sendo pequena como os atos. AUMENTAR, AUMENTAR, AUMENTAR. E ser finalmente, do tamanho dos meus sonhos.
"Normalmente ela se dava bons conselhos (embora raramente os seguisse) e às vezes repreendia-se tão severamente que chegava a ficar com lágrimas nos olhos(...)"
E me ver pequena... minuscula. Pronta para ser esmagada!
Me incomoda quando eu quero alcançar o infinito e voar, e me auto trapaceio beijando o chão.
Mas eu sei parar de ser tudo o que querem, e ser exatamente quem eu sou. Mesmo que nem saiba direito...
E não procurar agradar, nem me explicar, nem permitir que me apontem os dedos enormes e me digam: Faça isso, Faça aquilo.
E é o que vou fazer agora. Esquecer que estava sendo pequena como os atos. AUMENTAR, AUMENTAR, AUMENTAR. E ser finalmente, do tamanho dos meus sonhos.
"Normalmente ela se dava bons conselhos (embora raramente os seguisse) e às vezes repreendia-se tão severamente que chegava a ficar com lágrimas nos olhos(...)"
quarta-feira, 21 de março de 2012
0 E nesses dias tão estranhos...
Culpo você. Para aliviar a minha própria culpa.
Desculpo-me pelo que nem é culpa minha.
Sofro pelo nada e que para mim é tanta coisa.
Deixo a força sair de mim. Enalteço quem não merece. Dou méritos para quem não precisa.
Culpo. Desculpo-me. Choro.
Enlouqueço. Rasgo roupas, quebro copos, grito e componho, e escrevo. Risco a pele.
Faço marcas secretas para não gerar comoção.
E pra você eu mostro as palavras que tento esconder até de mim. E peço o que não terei. E canto canções bobas, e danço mesmo que não me olhes, e mesmo que não me acompanhes.
Eu choro, e enlouqueço, e grito e me maltrato.
E eu sei que você não tem nada com isso.
(Achei que era paixão, mas era só TPM)
Desculpo-me pelo que nem é culpa minha.
Sofro pelo nada e que para mim é tanta coisa.
Deixo a força sair de mim. Enalteço quem não merece. Dou méritos para quem não precisa.
Culpo. Desculpo-me. Choro.
Enlouqueço. Rasgo roupas, quebro copos, grito e componho, e escrevo. Risco a pele.
Faço marcas secretas para não gerar comoção.
E pra você eu mostro as palavras que tento esconder até de mim. E peço o que não terei. E canto canções bobas, e danço mesmo que não me olhes, e mesmo que não me acompanhes.
Eu choro, e enlouqueço, e grito e me maltrato.
E eu sei que você não tem nada com isso.
(Achei que era paixão, mas era só TPM)
quinta-feira, 15 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Chega de fincar os pés no chão, baixar os olhos e dançar a música dos outros.
Que me falte o ar, que eu tenha medo, que me quebrem as pernas e joguem meu corpo numa quebrada: mas deixe-me voar, caminhar, cair..
Estou realmente exigente e superior: aceito o que me faz bem. (pelos motivos que eu considerar que fazem)
Que me falte o ar, que eu tenha medo, que me quebrem as pernas e joguem meu corpo numa quebrada: mas deixe-me voar, caminhar, cair..
Estou realmente exigente e superior: aceito o que me faz bem. (pelos motivos que eu considerar que fazem)
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
0 Créditos, músicas fofas e talecoisa
Eu só queria que houvesse uma canção, dessas que a gente ouve sem razão e que ela fosse minha, e não nossa.
Eu só queria que eu tivesse os meus gostos, os meus amigos, o meu espaço, e não o nosso, nosso, nosso.
Mas eu olho pra estante e pra vida e tudo, tudo sempre foi partilhado. E eu nunca fui nada. Nunca fui nada, a não ser o que você pedia que eu fosse.Mas porque na verdade, ser a pessoa que você queria era menos doloroso do que ser eu mesma. Ou tudo muito, muito pelo contrário.
Eu queria que acabasse tudo, tudo muito, muito antes.
Que acabasse comigo cantando 'Minha papoula da índia, Minha flor da Tailândia' e você ali, sentado, sem entender muito bem a minha voz esganiçada, mas sorrindo porque o que o suave te faz mal. Eu queria que naquela hora, subissem o créditos e acabasse tudo.
Mas dai, as coisas demoram, e mudam e a porra da legenda não sobe. E a vida sempre continua.
E continua, e dói.
Dói porque o teu enredo era mais longo do que o meu. Dói porque você não precisa de tantos personagens. Dói porque eu não me enquadro, porque eu não sou igual. Porque eu NUNCA FUI IGUAL.
Dói porque as pessoas sempre desejam que sejamos felizes a seu modo, e meu Deus, não sabem nem de seu modo, saberão do meu?
Eu queria que a música fosse alguma, e não a minha voz, rouca e oscilante dizendo que tenho medo, que tô assustada, que estou aqui, escolhendo um bom modo de não esquecer o que tenho escrito na minha pele.
Eu só queria que eu tivesse os meus gostos, os meus amigos, o meu espaço, e não o nosso, nosso, nosso.
Mas eu olho pra estante e pra vida e tudo, tudo sempre foi partilhado. E eu nunca fui nada. Nunca fui nada, a não ser o que você pedia que eu fosse.Mas porque na verdade, ser a pessoa que você queria era menos doloroso do que ser eu mesma. Ou tudo muito, muito pelo contrário.
Eu queria que acabasse tudo, tudo muito, muito antes.
Que acabasse comigo cantando 'Minha papoula da índia, Minha flor da Tailândia' e você ali, sentado, sem entender muito bem a minha voz esganiçada, mas sorrindo porque o que o suave te faz mal. Eu queria que naquela hora, subissem o créditos e acabasse tudo.
Mas dai, as coisas demoram, e mudam e a porra da legenda não sobe. E a vida sempre continua.
E continua, e dói.
Dói porque o teu enredo era mais longo do que o meu. Dói porque você não precisa de tantos personagens. Dói porque eu não me enquadro, porque eu não sou igual. Porque eu NUNCA FUI IGUAL.
Dói porque as pessoas sempre desejam que sejamos felizes a seu modo, e meu Deus, não sabem nem de seu modo, saberão do meu?
Eu queria que a música fosse alguma, e não a minha voz, rouca e oscilante dizendo que tenho medo, que tô assustada, que estou aqui, escolhendo um bom modo de não esquecer o que tenho escrito na minha pele.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
0 Cedo ou tarde chega o dia...
Vão me fazer perguntas que eu não saberei responder, e a vergonha vestirá meu rosto e o desejo vestirá meu corpo e o silêncio aprisionará minha alma.
Mas eu não vou chorar e nem vou ter medo.
Vou cantar baixinho as canções que tanto ensaiei, e vou dançar sozinha o som agradável de minhas próprias sandálias sem salto batendo no chão.
E quando eu olhar pela janela e pensar que não devia ter feito tudo o que fiz, o meu reflexo vai mostrar que pelo menos dessa vez, foi eu quem fiz.
Mas eu não vou chorar e nem vou ter medo.
Vou cantar baixinho as canções que tanto ensaiei, e vou dançar sozinha o som agradável de minhas próprias sandálias sem salto batendo no chão.
E quando eu olhar pela janela e pensar que não devia ter feito tudo o que fiz, o meu reflexo vai mostrar que pelo menos dessa vez, foi eu quem fiz.
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