Em 2010 eu conheci pessoas. Essa afirmacão que pode parecer tão bobinha,é cheia de significados pra mim. Em 2010 eu conheci pessoas que me fizeram conhecer a mim mesma.
Em 2010,deixei que gente que me tem perto a muito tempo realmente me conhecesse. Me tocasse. Me desvendasse, como um livro de páginas grudadas, que devem ser descoladas com cuidado. Sofri. Chorei quando vi em gente onde eu via somente beleza me mostrou crueldade e indiferenca. Chorei, mas não deixei de amá-las por isso. Aprendi que o amor de verdade precisa é de compreensão. Aprendi que meus amores não precisam me amar do mesmo jeito que os amo, basta que me amem do jeito que podem. Em 2010 aprendi que não sou obrigada a aceitar todos os convites,e nem dizer sim a todos os que querem invadir minha vida. Em 2010 eu ri com felicidade líquida,dormi graças a felicidade sintética e conquistei pessoas com minha felicidade natural. Me apaixonei, desapeguei, dividi, reencontrei. Me despedi de gente legal, que agora mora longe. Me despedi de gente que não mora longe,mas não vale a pena ter por perto. Abracei a minha própria dor,abracei causas que valiam a pena (e as causas perdidas também). Em 2010,descobri que não sou louca por viver desse jeito, eu sou é apaixonada pela vida. Gravei na pele essa paixão. Gravei nas telas,outras. Dormi nua sem permitir que me censurassem. Acordei mais cedo. Fiz pequeniques. Andei descalço. Tomei banho de mangueira,e meu Deus,pra que as pessoas tem piscina? Em 2010, fiz música.poesia,stand up,teatro,cinema. Escrevi. Escrevi... Li menos do que gostaria. Não tive tempo porque estava lendo as pessoas e me reescrevendo. Trabalhei mais do que aguentariam muitos por ai. Vivi. Em 2010 eu conheci pessoas e tb fui apresentada a uma garota incrível: Eu mesma.
Em 2010 eu aprendi que generosidade e gratidão são como chocolate e coca-cola, absurdamente deliciosas, não me enjoam nunca e por mais que eu tente resistir, acabo sendo devorada por eles.
Ah, obrigada 2010, por ter acontecido na minha vida.
E Senhor 2011, trate já de tentar superar o anterior!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
3 Partiu...

Tchau! Não um adeus, apenas um Tchau.
Com sorriso nos lábios e o coração em prantos. Dou tchau. Para que ele sinta. Para que viva. Para que assista a vida no palco e não na platéia.
Ele vai sorrindo, feliz. Abana, faz gestos. Desenha um coração na vidraça. E vai.
Parte. Viaja. Lança seu pequeno corpo na aventura que não cabia nem em sua imaginação.
Parte. E me parte! Metade vai com ele, e sem que eu colocasse em sua mala, leva consigo o que em mim há de melhor.
Parte fingindo que chora e eu fico fingindo que não.
No retorno, pegarei de volta o que é meu pra voltar a ser.
Porque se ele não está, eu não sou.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
7 ENCERRANDO #DeiseDuarteWeek
Não existem palavras pra explicar.
O afeto que vem gratuitamente, o amor que se sente sem que precisem falar, mas é tão bom ouvir, então porque não entregar-me a vaidade que é escutar?
Indescritível a emoção de vê-los escrevendo cartões, declarações. Bonito é ver quem não costuma me dizer nada de bonito, dizendo só porque é o meu aniversário.
Bonito é vê-los admirar os talheres que embrulhei com amor para vocês. Bonito é vê-los cantando Parabéns pra mim, daquele jeito que só as crianças fazem.
Bonito é tomar banho de mangueira, com as crianças e como crianças. Pular, fazer uma roda e ficar embriagado de emoção, energia, alegria... Bonito é chorar abraçada com uma amiga enquanto trocam elogios mais honestos e transparentes do que a água lançada sobre os cabelos bagunçados.
Bonito é receber uma ligação a meia noite e pouquinha, de alguém que mora longe e te vale a vida. Bonito é ver tua mãe com olhos orgulhosos da garotinha que você é. Bonito é ler do homem lindo que é seu pai: “Se Deus não tivesse te criado, eu teria te inventado”. Bonito é seu marido dizendo que quer proclamar pelo resto da vida o quanto te ama.
Bonito é abrir presentes de gente que quis agradá-la. Bonito é ser chamada de Margarida, por que afinal, qual é mesmo a tradução literal de meu nome?
Bonito é a sua sobrinha de nove anos, dizer que Vai amar você pra vida inteira, porque você é bonita.
Bonito é aquele seu amigo, que quanto mais você conhece, mais admira te aparecer com muito chocolate quando você precisa emagrecer uns 20 kg.
Bonito é ter uma semana inteira de pessoas que chamam seu nome, e dizem coisas bonitas sobre quem você é. E o mais bonito é que você acredita nessas pessoas, porque as escolheu principalmente pela honestidade que possuem.
Eu poderia dizer mil coisas sobre a DeiseDuarteWeek, mas nada seria mais bonito do que eu já disse a cada um que fez parte desses dias tão mágicos que pareciam tirados de algum filme doce e encantador, daqueles filmes que os homens não gostam de assistir, mas que te deixam com cara de “Oin, que vida linda essa garota tem.” Então, a garota sou eu, a vida é minha e se no final, a garota pegar um carro e partir pro Alabama com os escolhidos, eu terei que comprar uma Topic, encher de cerveja boa e me deixar levar pelo amor que eu sinto que vocês tem por mim.
Felicidade, DEFINE!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
6 Desce mais uma rodada... Desce mais....

25!
E os mesmos medos de quando tinha 6
A mesma vontade de acreditar na vida, nos outros, nos planos, nos sonhos.
25, e os mesmos amigos dos 19.
O mesmo medo de dormir com lâmpadas apagadas. O mesmo pânico de cruzar com um fantasma. O mesmo desejo de encontrar um jeito de dominar o mundo.
25 e a mesma ideia fixa de escrever, escrever e escrever. Escrever pra não chorar, escrever pra não brigar, escrever pra não esquecer. Escrever para Viver!
25 e a certeza de morrer feliz, de um modo triste.
Os mesmos desejos dos 18, a mesma coragem dos 20, a mesma incerteza dos 12.
25 e a mesma vontade de ontem, de antes de ontem, da vida inteira: Viver.
Talvez todos pensem que é só mais um 28, mas não, não pra mim! Pra mim é o meu 28. O vinte e oito do onze. O vinte e oito do meu mês.
E esse ano, o 28 dos meus 25.
Sem medo, sem pressa, sem dor.
25 e a vida diferente, pero no mucho.
25 e o que realmente me faz bem, ali, igualzinho, de um jeitinho que eu sei que é bom ficar.
E se eu fizer mais 25, que sejam iguais aos que tenho tido.
P.S: Renew é o caralho!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
3 Eu me lembro muito bem...
...Como se fosse amanhã: Minha mãe dizendo pra mim, enquanto eu chorava copiosamente, tentando saber porque me faziam aquilo: "Não foi por mal minha menina, não te fizeram isso por mal."
Já fazem muitos e muitos anos, mas até hoje, ainda acredito, que não foi por mal. Não foi por nada, não foi por acaso.
Minha mãe não secou minhas lágrimas quando eu descobri que existia maldade...
Já fazem muitos e muitos anos, mas até hoje, ainda acredito, que não foi por mal. Não foi por nada, não foi por acaso.
Minha mãe não secou minhas lágrimas quando eu descobri que existia maldade...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
4 Sendo...
Os Cabelos estão em desalinho e sai de casa sem maquiagem. Visto a blusa que deforma as formas, bebo e falo palavrões, não como se fosse um homem, mas como uma mulher que não está jogando charme. Uma mulher disposta a entender, esquecer, lembrar e viver.
Devoro os pães, a carne e a bebida. Sinto o gosto. Ouço as risadas barulhentas. Dou meus gritos histéricos de euforia, incompreensão, felicidade, estranheza...
Como brigadeiro direto do prato, e as calorias não me importam. Estou vestindo a blusa de um amigo, escondida na pele do meu amado, o que mais pode importar?
Pipoca com nescau! Sim, isso me importa.
Devoro os pães, a carne e a bebida. Sinto o gosto. Ouço as risadas barulhentas. Dou meus gritos histéricos de euforia, incompreensão, felicidade, estranheza...
Como brigadeiro direto do prato, e as calorias não me importam. Estou vestindo a blusa de um amigo, escondida na pele do meu amado, o que mais pode importar?
Pipoca com nescau! Sim, isso me importa.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
3 Todos os dias...
...eu penso no tempo. Eu já não sei mais o que fazer com ele. A velocidade que passa, me faz pensar se estou dedicando-me ao que realmente importa, ou se estou desperdiçando a tão amada vida em lugares onde não devo estar.
Medo de que as coisas se vão, e eu, não esteja pra ver.
Quais as fatias são realmente prazerosas e quais devem ser comidas com pressa e vomitadas mais depressa ainda?
Quem realmente vale o empenho, o amor e o carinho que se pode dedicar? Quem se importa se você chorar, calar, morrer?
Eu penso... Mudo, redescubro, reinvento.
Não quero ter Agenda lotada e Vida vazia.
Quero rosas e lágrimas honestas. Quero o dedilhar do violão. Quero o apelido exclusivo. A cantada perfeita. A frase profunda. A fase tranquila.
Eu quero a cerveja gelada. A sopa quente. O bolo previamente fatiado.
Quero a paz da noite de sono. A agitação da manhã pré viagem. Quero um lençol perfumado jogado no chão. Uma roupa suada grudada na pele.
Quero vida.
Quero que a piada seja boa. O sorriso inevitável.
Quero a agenda lotada, a vida corrida e plena. Repleta de gente que escolho, que me escolhe. Sem explicação, sem entendimento, com sentimento.
Até o fim!
(Caminhando na rua inspiração. Alguém corrige o texto, manda pro meu e-mail que depois eu re-posto. Mais vale escrever do jeito errado a coisa certa, do que certo a coisa errada. Pior é não escrever coisa nenhuma!)
Medo de que as coisas se vão, e eu, não esteja pra ver.
Quais as fatias são realmente prazerosas e quais devem ser comidas com pressa e vomitadas mais depressa ainda?
Quem realmente vale o empenho, o amor e o carinho que se pode dedicar? Quem se importa se você chorar, calar, morrer?
Eu penso... Mudo, redescubro, reinvento.
Não quero ter Agenda lotada e Vida vazia.
Quero rosas e lágrimas honestas. Quero o dedilhar do violão. Quero o apelido exclusivo. A cantada perfeita. A frase profunda. A fase tranquila.
Eu quero a cerveja gelada. A sopa quente. O bolo previamente fatiado.
Quero a paz da noite de sono. A agitação da manhã pré viagem. Quero um lençol perfumado jogado no chão. Uma roupa suada grudada na pele.
Quero vida.
Quero que a piada seja boa. O sorriso inevitável.
Quero a agenda lotada, a vida corrida e plena. Repleta de gente que escolho, que me escolhe. Sem explicação, sem entendimento, com sentimento.
Até o fim!
(Caminhando na rua inspiração. Alguém corrige o texto, manda pro meu e-mail que depois eu re-posto. Mais vale escrever do jeito errado a coisa certa, do que certo a coisa errada. Pior é não escrever coisa nenhuma!)
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