...eu penso no tempo. Eu já não sei mais o que fazer com ele. A velocidade que passa, me faz pensar se estou dedicando-me ao que realmente importa, ou se estou desperdiçando a tão amada vida em lugares onde não devo estar.
Medo de que as coisas se vão, e eu, não esteja pra ver.
Quais as fatias são realmente prazerosas e quais devem ser comidas com pressa e vomitadas mais depressa ainda?
Quem realmente vale o empenho, o amor e o carinho que se pode dedicar? Quem se importa se você chorar, calar, morrer?
Eu penso... Mudo, redescubro, reinvento.
Não quero ter Agenda lotada e Vida vazia.
Quero rosas e lágrimas honestas. Quero o dedilhar do violão. Quero o apelido exclusivo. A cantada perfeita. A frase profunda. A fase tranquila.
Eu quero a cerveja gelada. A sopa quente. O bolo previamente fatiado.
Quero a paz da noite de sono. A agitação da manhã pré viagem. Quero um lençol perfumado jogado no chão. Uma roupa suada grudada na pele.
Quero vida.
Quero que a piada seja boa. O sorriso inevitável.
Quero a agenda lotada, a vida corrida e plena. Repleta de gente que escolho, que me escolhe. Sem explicação, sem entendimento, com sentimento.
Até o fim!
(Caminhando na rua inspiração. Alguém corrige o texto, manda pro meu e-mail que depois eu re-posto. Mais vale escrever do jeito errado a coisa certa, do que certo a coisa errada. Pior é não escrever coisa nenhuma!)
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
2 Muda #not
Fazia barulho o tempo todo: seus sapatos sempre tocavam o chão com estalidos, espancava os teclados para escrever, falava ininterruptamente, comia e bebia com ruídos e quase nunca se importava com seus sons.
Seu tom era vibrante, quase nunca em nude, muito raro em cinza.
Seus barulhos irritavam. Quase sempre a ela mesma.
Gritava dentro de si: “Me façam calar! Me façam calar!”
Mas eram tantos os barulhos que ela fazia, que ninguém ouvia, ninguém seria capaz de escutar.
Seu tom era vibrante, quase nunca em nude, muito raro em cinza.
Seus barulhos irritavam. Quase sempre a ela mesma.
Gritava dentro de si: “Me façam calar! Me façam calar!”
Mas eram tantos os barulhos que ela fazia, que ninguém ouvia, ninguém seria capaz de escutar.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
5 Caminhada matinal, o retorno
Grandes questões da humanidade às 9 da manhã:
Quando um homem buzina pra você ele tem orgasmo?
Jingle de político tem mensagem subliminar? Por que é impossível esquecer o "Boeiraaaa, Boeiraaaa, eu voto em Boeiraaa"?
Quando alguém grita "Seus corno é shows" ou "Ooooh Barbaridade!"é elogio?
Tô tentando ser engraçadinha, então podem deixar um comentário do tipo "hauhauhauahua".
Obrigada.
Beijo Mãe!
Quando um homem buzina pra você ele tem orgasmo?
Jingle de político tem mensagem subliminar? Por que é impossível esquecer o "Boeiraaaa, Boeiraaaa, eu voto em Boeiraaa"?
Quando alguém grita "Seus corno é shows" ou "Ooooh Barbaridade!"é elogio?
Tô tentando ser engraçadinha, então podem deixar um comentário do tipo "hauhauhauahua".
Obrigada.
Beijo Mãe!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
4 Pequeno Príncipe
Há algum tempo, escrevi pra ele e guardei. Guardei porque esperava o momento oportuno. Talvez, agora seja...
Enquanto arrasta sua coberta de pelo pela casa, os meus pelos arrepiam de paixão.
Ora me apaixono por seu sorriso com covinhas e o queixo desenhado, cortado e furado propositalmente para eu não resistir.Ora são suas tiradas oportunas e engraçadas que me fazem refletir: Como passa depressa!
Passam depressa os anos e eu aqui. Vendo-os crescer sem poder me intrometer. Vontade de gritar: Fique parado tempo maldito! Deixe eu me deitar no chão e cheirar também o cobertor de pelo! Fique parado! Me deixe olhar esses olhos de amêndoa até adormecer.
Eu grito com ele, já que o tempo é fortaleza surda. Grito para que não suba, não corra,não grite, não coloque os dedos nas tomadas. Grito para que ele lave a boca, Coma o que está no prato, não incomode seu irmão, não me deixe enlouquecida.
Como se eu já não estivesse enlouquecida, desde o dia que te segurei pela primeira vez, naquele cobertor de pelos curtos...
sábado, 11 de setembro de 2010
5 Pura unçã...
A @cleycianne que me desculpe, mas conheci alguém muito mais ungida, muito mais Diva do Senhor que ela.
Eis que o Pequeno Príncipe está internado há mais de uma semana, estou convivendo com pessoas estranhas (sub mundo num país sub desenvolvido, define) e ouvindo muita coisa que jamais imaginei ouvir na história desse país. Tipo "flalda,ploblema,esmorragia,parmito"..
A internação do meu filho serviu para me reforçar a importância da escola na vida das pessoas.
Ta, então a bonitnha aqui, sentadinha na poltrona "irreclinável" cedida pelo SUS, tem que escutar o papo de duas garotas do Senhor.
Irmã número 1: Eu já tentei me afastar da Igreja, mas é tão difícil. O mundo não me pertence mais. Deus sem nós é Deus, nós sem Deus somos nada. (Criatividade, a gente vê por aqui!)
Irmã número 2: É verdade, eu já até pensei em sair dos caminhos de Deus, mas o mundo não me pertence mais.
Irmã1: E as tentações do mundo são grandes...
Irmã2: Nem me fale guria. O Diabo já me atentou demais, tu nem imagina. Já cheguei até a cortar meu cabelo e pintar a minha cara.
E eu passo a ter quase certeza que beber, fumar maconha, dançar o Rebolation e enfim, vcs sabem, não tem nada haver com queimar no fogo do inferno.
Eis que o Pequeno Príncipe está internado há mais de uma semana, estou convivendo com pessoas estranhas (sub mundo num país sub desenvolvido, define) e ouvindo muita coisa que jamais imaginei ouvir na história desse país. Tipo "flalda,ploblema,esmorragia,parmito"..
A internação do meu filho serviu para me reforçar a importância da escola na vida das pessoas.
Ta, então a bonitnha aqui, sentadinha na poltrona "irreclinável" cedida pelo SUS, tem que escutar o papo de duas garotas do Senhor.
Irmã número 1: Eu já tentei me afastar da Igreja, mas é tão difícil. O mundo não me pertence mais. Deus sem nós é Deus, nós sem Deus somos nada. (Criatividade, a gente vê por aqui!)
Irmã número 2: É verdade, eu já até pensei em sair dos caminhos de Deus, mas o mundo não me pertence mais.
Irmã1: E as tentações do mundo são grandes...
Irmã2: Nem me fale guria. O Diabo já me atentou demais, tu nem imagina. Já cheguei até a cortar meu cabelo e pintar a minha cara.
E eu passo a ter quase certeza que beber, fumar maconha, dançar o Rebolation e enfim, vcs sabem, não tem nada haver com queimar no fogo do inferno.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
3 #DiáriosdoPurgatório
Quantos são capazes de permitir que se toque a ferida profunda sem medo da expressão de dor que vão mostrar?
Quantos podem entregar pedaços de sua alma em forma tangível?
Quantos se dispõe a fazer a Catarse diante dos famintos olhos que anseiam por devorar nossos medos e fragilidades?
Maria Juliana Dacoregio expurga e expõe essas fragilidades de um modo poético e encantador em Diários do Purgatório.
Os textos curtos servem apenas para aumentar a ansiedade pelo escrito seguinte, fazendo com que a impressão de “continua na próxima semana” descrita por Fal Azevedo na apresentação do livro, se confirme a cada página.
O purgatório, visitado por todos nós, vez ou outra, é partilhado pela autora com verdadeiros poemas escritos a sangue e lágrimas nas paredes da vida.
O livro é sem dúvida triste como é estar no fundo do poço, mas traz prosas bonitas que enfeitam a dor e nos dão a certeza do recomeço, do acordar do dormir reversível que é o sono e ir pra’um lugar, onde não precisemos de armadura, óculos escuros-de-esconder-a-dor ou maquiagem. O livro trás a experiência de quem chega ao purgatório, mas não quer ir para o inferno e é capaz de refinar a dor e encontrar dentro de si mesma, respostas para os porquês de todos nós.
Tem um Prólogo incrível e à partir das páginas iniciais podemos identificar vários queimadores de diários, caminhos e lembranças.
Um livro para ler, reler e relembrar. Páginas incríveis que falam sobre ela, mas que olhando bem de perto, falam de todos nós.
Não acreditem em mim, tentando bancar crítica de livro de uma escritora que eu adoro. Leiam e tirem suas próprias conclusões: http://escravadasletras.blogspot.com/ nem que seja para falar mal e xingar muito no Twitter.
Beijo, Outro, Tchau!
Quantos podem entregar pedaços de sua alma em forma tangível?
Quantos se dispõe a fazer a Catarse diante dos famintos olhos que anseiam por devorar nossos medos e fragilidades?
Maria Juliana Dacoregio expurga e expõe essas fragilidades de um modo poético e encantador em Diários do Purgatório.
Os textos curtos servem apenas para aumentar a ansiedade pelo escrito seguinte, fazendo com que a impressão de “continua na próxima semana” descrita por Fal Azevedo na apresentação do livro, se confirme a cada página.
O purgatório, visitado por todos nós, vez ou outra, é partilhado pela autora com verdadeiros poemas escritos a sangue e lágrimas nas paredes da vida.
O livro é sem dúvida triste como é estar no fundo do poço, mas traz prosas bonitas que enfeitam a dor e nos dão a certeza do recomeço, do acordar do dormir reversível que é o sono e ir pra’um lugar, onde não precisemos de armadura, óculos escuros-de-esconder-a-dor ou maquiagem. O livro trás a experiência de quem chega ao purgatório, mas não quer ir para o inferno e é capaz de refinar a dor e encontrar dentro de si mesma, respostas para os porquês de todos nós.
Tem um Prólogo incrível e à partir das páginas iniciais podemos identificar vários queimadores de diários, caminhos e lembranças.
Um livro para ler, reler e relembrar. Páginas incríveis que falam sobre ela, mas que olhando bem de perto, falam de todos nós.
Não acreditem em mim, tentando bancar crítica de livro de uma escritora que eu adoro. Leiam e tirem suas próprias conclusões: http://escravadasletras.blogspot.com/ nem que seja para falar mal e xingar muito no Twitter.
Beijo, Outro, Tchau!
sábado, 21 de agosto de 2010
3 Um lugar para que eu amanheça.
Morar numa casa de paredes alaranjadas, é viver amanhecendo. Quando Adélia Prado me ensinou isso, minha casa não era da cor do sol.
Mudei-me para uma casa com paredes laranjas e amarelas e é realmente como se amanhecesse o tempo todo.
Eu acordo e reinvento, e recomeço e começo, e brilho, e choro, e sorrio.
As paredes que não são da cor do sol, sãoi verdes. E de que cor pintamos a esperança de quem acredita no recomeçar?
Paredes amarelas, laranjas e verdes, para que eu viva de amanhecer.
Uma varanda pra sentar e ver a lua com seus raios (ou não). Eu sempre quis um lugar onde eu pudesse amanhecer diversas vezes durante o dia.
Se eu soubesse, teria pintado as paredes de laranja e amarelo há muito tempo atrás!
Mudei-me para uma casa com paredes laranjas e amarelas e é realmente como se amanhecesse o tempo todo.
Eu acordo e reinvento, e recomeço e começo, e brilho, e choro, e sorrio.
As paredes que não são da cor do sol, sãoi verdes. E de que cor pintamos a esperança de quem acredita no recomeçar?
Paredes amarelas, laranjas e verdes, para que eu viva de amanhecer.
Uma varanda pra sentar e ver a lua com seus raios (ou não). Eu sempre quis um lugar onde eu pudesse amanhecer diversas vezes durante o dia.
Se eu soubesse, teria pintado as paredes de laranja e amarelo há muito tempo atrás!
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