sexta-feira, 26 de novembro de 2010

6 Desce mais uma rodada... Desce mais....




25!
E os mesmos medos de quando tinha 6
A mesma vontade de acreditar na vida, nos outros, nos planos, nos sonhos.
25, e os mesmos amigos dos 19.
O mesmo medo de dormir com lâmpadas apagadas. O mesmo pânico de cruzar com um fantasma. O mesmo desejo de encontrar um jeito de dominar o mundo.
25 e a mesma ideia fixa de escrever, escrever e escrever. Escrever pra não chorar, escrever pra não brigar, escrever pra não esquecer. Escrever para Viver!
25 e a certeza de morrer feliz, de um modo triste.
Os mesmos desejos dos 18, a mesma coragem dos 20, a mesma incerteza dos 12.
25 e a mesma vontade de ontem, de antes de ontem, da vida inteira: Viver.
Talvez todos pensem que é só mais um 28, mas não, não pra mim! Pra mim é o meu 28. O vinte e oito do onze. O vinte e oito do meu mês.
E esse ano, o 28 dos meus 25.
Sem medo, sem pressa, sem dor.
25 e a vida diferente, pero no mucho.
25 e o que realmente me faz bem, ali, igualzinho, de um jeitinho que eu sei que é bom ficar.
E se eu fizer mais 25, que sejam iguais aos que tenho tido.

P.S: Renew é o caralho!


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

3 Eu me lembro muito bem...

...Como se fosse amanhã: Minha mãe dizendo pra mim, enquanto eu chorava copiosamente, tentando saber porque me faziam aquilo: "Não foi por mal minha menina, não te fizeram isso por mal."
Já fazem muitos e muitos anos, mas até hoje, ainda acredito, que não foi por mal. Não foi por nada, não foi por acaso.

Minha mãe não secou minhas lágrimas quando eu descobri que existia maldade...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

4 Sendo...

              Os Cabelos estão em desalinho e sai de casa sem maquiagem. Visto a blusa que deforma as formas, bebo e falo palavrões, não como se fosse um homem, mas como uma mulher que não está jogando charme. Uma mulher disposta a entender, esquecer, lembrar e viver.
Devoro os pães, a carne e a bebida. Sinto o gosto. Ouço as risadas barulhentas. Dou meus gritos histéricos de euforia, incompreensão, felicidade, estranheza...
Como brigadeiro direto do prato, e as calorias não me importam. Estou vestindo a blusa de um amigo, escondida na pele do meu amado, o que mais pode importar?
Pipoca com nescau! Sim, isso me importa.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

3 Todos os dias...

...eu penso no tempo. Eu já não sei mais o que fazer com ele. A velocidade que passa, me faz pensar se estou dedicando-me ao que realmente importa, ou se estou desperdiçando a tão amada vida em lugares onde não devo estar.
Medo de que as coisas se vão, e eu, não esteja pra ver.
Quais as fatias são realmente prazerosas e quais devem ser comidas com pressa e vomitadas mais depressa ainda?
Quem realmente vale o empenho, o amor e o carinho que se pode dedicar? Quem se importa se você chorar, calar, morrer?
Eu penso... Mudo, redescubro, reinvento.
Não quero ter Agenda lotada e Vida vazia.
Quero rosas e lágrimas honestas. Quero o dedilhar do violão. Quero o apelido exclusivo. A cantada perfeita. A frase profunda. A fase tranquila.
Eu quero a cerveja gelada. A sopa quente. O bolo previamente fatiado.
Quero a paz da noite de sono. A agitação da manhã pré viagem. Quero um lençol perfumado jogado no chão. Uma roupa suada grudada na pele.
Quero vida.
Quero que a piada seja boa. O sorriso inevitável.
Quero a agenda lotada, a vida corrida e plena. Repleta de gente que escolho, que me escolhe. Sem explicação, sem entendimento, com sentimento.
Até o fim!

(Caminhando na rua inspiração. Alguém corrige o texto, manda pro meu e-mail que depois eu re-posto. Mais vale escrever do jeito errado a coisa certa, do que certo a coisa errada. Pior é não escrever coisa nenhuma!)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

2 Muda #not

Fazia barulho o tempo todo: seus sapatos sempre tocavam o chão com estalidos, espancava os teclados para escrever, falava ininterruptamente, comia e bebia com ruídos e quase nunca se importava com seus sons.
Seu tom era vibrante, quase nunca em nude, muito raro em cinza.
Seus barulhos irritavam. Quase sempre a ela mesma.
Gritava dentro de si: “Me façam calar! Me façam calar!”
Mas eram tantos os barulhos que ela fazia, que ninguém ouvia, ninguém seria capaz de escutar.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

5 Caminhada matinal, o retorno

Grandes questões da humanidade às 9 da manhã:

Quando um homem buzina pra você ele tem orgasmo?
Jingle de político tem mensagem subliminar? Por que é impossível esquecer o "Boeiraaaa, Boeiraaaa, eu voto em Boeiraaa"?
Quando alguém grita "Seus corno é shows" ou "Ooooh Barbaridade!"é elogio?

Tô tentando ser engraçadinha, então podem deixar um comentário do tipo "hauhauhauahua".
Obrigada.
Beijo Mãe!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

4 Pequeno Príncipe

     Há algum tempo, escrevi pra ele e guardei. Guardei porque esperava o momento oportuno. Talvez, agora seja...

Enquanto arrasta sua coberta de pelo pela casa, os meus pelos arrepiam de paixão.
Ora me apaixono por seu sorriso com covinhas e o queixo desenhado, cortado e furado propositalmente para eu não resistir.Ora são suas tiradas oportunas e engraçadas que me fazem refletir: Como passa depressa!
Passam depressa os anos e eu aqui. Vendo-os crescer sem poder me intrometer. Vontade de gritar: Fique parado tempo maldito! Deixe eu me deitar no chão e cheirar também o cobertor de pelo! Fique parado! Me deixe olhar esses olhos de amêndoa até adormecer.
Eu grito com ele, já que o tempo é fortaleza surda. Grito para que não suba, não corra,não grite, não coloque os dedos nas tomadas. Grito para que ele lave a boca, Coma o que está no prato, não incomode seu irmão, não me deixe enlouquecida.
Como se eu já não estivesse enlouquecida, desde o dia que te segurei pela primeira vez, naquele cobertor de pelos curtos...
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