quarta-feira, 13 de abril de 2011
2 Monstros noturnos
Na madrugada, me torturo. Meus pensamentos vem como uma avalanche de pedras que deslizam sobre uma alma que antes das luzes se apagarem estava leve. É madrugada. Todos deveriam dormir,mas eu não. Eu não durmo. Eu ambiciono o cerrar eterno dos olhos. A madrugada me amedronta,e me encoraja. Olho para tudo que durante o dia é penumbra,e me parece claro,na madrugada. Olho para as marcas deixadas no corpo imaculado,jurado meu eternamente e elas reluzem sob a meia luz do quarto. Olho todos os sinais,de que teu amor não é mais meu e luto contra eles,como a luz briga para vencer a escuridão desse quarto. Não quero enxergar, mas tudo ao meu redor grita,e reflete o que está acontecendo. Tento cantar nossa cancão baixinho,mas eu já não me lembro dos acordes. Choro na noite sem fim,enquanto dormes a noite que achas curta. Investigo minha própria mente atrás de algo que me faça ver como td é sem sentido... Mas,é madrugada e quando é madrugada,o sem sentido é sentido por quem não conseguiu fechar os olhos. Choro em silêncio uma noite mal dormida, uma vida mal vivida, sentimentos mal entregues. Choro e calo,e me amaldiçoo por ser tão fragil qdo apagam as luzes e tudo oq não quero ver me salta aos olhos.
quinta-feira, 17 de março de 2011
2 Se você pretende saber quem eu sou...
Se você pretende saber quem eu sou...Eu posso lhe dizer.
Não tente adivinhar porque eu sou muito mais incrível do que você possa supor!
Você pensa que é foda.Você finge que não pensa, mas pensa. Finge que não se acha a garota mais legal, mas se acha. Você finge para não ficar feio, e esquece que é feio fingir.
Você mente. Mente para você mesma que os comentários são inofensivos. Mente para você mesma que a fulana não te faria mal. Que tudo não passou de um mal entendido.
Você não mente para os outros, você não finge para os outros, você não fala mais do que deve. Você PENSA que não é perigosa.
Você se fode.
Resta em mim, um jeito retardado de ser, de crer, de ler o que ninguém escreve. Resta em mim a esperança de que me dêem o que eu costumo dar, de que sejam comigo como eu costumeiramente sou.
Julguem como falta de personalidade, julguem como falta de atitude, mas JAMAIS digam que me falta carater.
Sim, essa extinta qualidade não me falta. Extinguiu-se o carater e ai argumentam com "foi num momento de raiva que agi assim". É no momento de raiva que você mostra se tem, ou não carater.
Me falta sim, ódio no coração, me falta sim a maldade e malandragem. Me falta sim uma unilateralidade, mas sabe porque? Porque não sinto a menor necessidade disso.
Não estou em cima de muro algum. Estou do lado dos que quiserem comigo estar.
Não, eu não minto, eu não finjo, eu não sou perigosa. Não para vocês. Faço tudo isso para mim mesma, engolindo sapos, crueldades e maldades sem fim, de gente que eu carrego em lugares nobres na minha vida.
Se eu mereço me ferrar? TODOS OS DIAS.
E vocês não tem nada haver com isso, mas é que às vezes, eu PRECISO falar.
Se eu sou legal ou não, Se eu sou correta ou não, se eu sou nobre e generosa, ou se mereço apenas que pisem em ovos na minha companhia, Digam vocês mesmos... Eu só queria dizer que adoraria ter uma amiga como eu. De verdade!
Concordância e gramática é o caralho. Eu não reviso textos escritos em 8 minutos numa lan house.
Não tente adivinhar porque eu sou muito mais incrível do que você possa supor!
Você pensa que é foda.Você finge que não pensa, mas pensa. Finge que não se acha a garota mais legal, mas se acha. Você finge para não ficar feio, e esquece que é feio fingir.
Você mente. Mente para você mesma que os comentários são inofensivos. Mente para você mesma que a fulana não te faria mal. Que tudo não passou de um mal entendido.
Você não mente para os outros, você não finge para os outros, você não fala mais do que deve. Você PENSA que não é perigosa.
Você se fode.
Resta em mim, um jeito retardado de ser, de crer, de ler o que ninguém escreve. Resta em mim a esperança de que me dêem o que eu costumo dar, de que sejam comigo como eu costumeiramente sou.
Julguem como falta de personalidade, julguem como falta de atitude, mas JAMAIS digam que me falta carater.
Sim, essa extinta qualidade não me falta. Extinguiu-se o carater e ai argumentam com "foi num momento de raiva que agi assim". É no momento de raiva que você mostra se tem, ou não carater.
Me falta sim, ódio no coração, me falta sim a maldade e malandragem. Me falta sim uma unilateralidade, mas sabe porque? Porque não sinto a menor necessidade disso.
Não estou em cima de muro algum. Estou do lado dos que quiserem comigo estar.
Não, eu não minto, eu não finjo, eu não sou perigosa. Não para vocês. Faço tudo isso para mim mesma, engolindo sapos, crueldades e maldades sem fim, de gente que eu carrego em lugares nobres na minha vida.
Se eu mereço me ferrar? TODOS OS DIAS.
E vocês não tem nada haver com isso, mas é que às vezes, eu PRECISO falar.
Se eu sou legal ou não, Se eu sou correta ou não, se eu sou nobre e generosa, ou se mereço apenas que pisem em ovos na minha companhia, Digam vocês mesmos... Eu só queria dizer que adoraria ter uma amiga como eu. De verdade!
Concordância e gramática é o caralho. Eu não reviso textos escritos em 8 minutos numa lan house.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
2 Toc, toc...
Enquanto chorava baixinho, tentava entender o que estava acontecendo.
Mas existem coisas que simplesmente não são e não serão compreendidas. E porque essa maldita mania de explicar todas as coisas?
Porque querer sempre que tudo estivesse na maior paz possível, inclusive quando travava guerras contra si mesma?
Ah, chore mesmo garotinha!
Chore e se esconda em seu quarto, enquanto todos estão rindo nas varandas.
Pegue seu roupão, sente no sofá e tome vinho tinto seco em pleno verão.
Pegue suas lágrimas e as beba como quem bebe vinho. Lentamente.
Pegue suas lágrimas, seus livros e o seu vinho e se esconda.
Se esconda e só abra a porta quando realmente quiserem te encontrar.
Mas existem coisas que simplesmente não são e não serão compreendidas. E porque essa maldita mania de explicar todas as coisas?
Porque querer sempre que tudo estivesse na maior paz possível, inclusive quando travava guerras contra si mesma?
Ah, chore mesmo garotinha!
Chore e se esconda em seu quarto, enquanto todos estão rindo nas varandas.
Pegue seu roupão, sente no sofá e tome vinho tinto seco em pleno verão.
Pegue suas lágrimas e as beba como quem bebe vinho. Lentamente.
Pegue suas lágrimas, seus livros e o seu vinho e se esconda.
Se esconda e só abra a porta quando realmente quiserem te encontrar.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
3 Eu não sei colocar título.
Estou lendo e-mails que me foram enviados em novembro de 2010. Respondendo alguns, até. Me desculpem os remetentes, o retardo foi inevitável.
Estou escrevendo depoimentos no orkut e tentando aprender a mexer no FaceBook.
Estou organizando gavetas, revelando fotografias, atualizando a agenda telefônica do meu celular.
Estou tentando priorizar, dar sentido, dar valor, dar atenção, mas Puta que pariu: Onde estão as coisas que jurava que estariam aqui?
Quero que as roupas se alinhem, a poeira desapareça. Quero que a cabeça pare de doer e as pernas de balançar. Quero que a noite não me canse, que o dia-a-dia não me cale. Quero ordem. Quero progresso.
O time da minha cidade acaba de fazer bonito no estádio local, meu filho esta lá. Provavelmente dando gritos felizes com o seu braço imobilizado, e deixando seu pai louco, querendo saber de tudo o que tá acontecendo.
Meu caçula, dorme docemente ao lado da minha mãe, e eu espanco os teclados como eu não fazia há muito tempo.
Espanco o teclado porque não sei gritar. E agora já nem sei se quero.
Esse silêncio já não me apavora mais, e agora já não me incomoda.
Deixarei estar, deixarei...
E arrumarei as gavetas, caixas de e-mail, albuns de fotografia... quero tudo em dia, quando o dia certo chegar.
E aos meus queridos amigos blogueiros, escritores, leitores... aquele abraço.
Abraço de quem se encaixa e diz: "Fica aqui perto de mim..."
Estou escrevendo depoimentos no orkut e tentando aprender a mexer no FaceBook.
Estou organizando gavetas, revelando fotografias, atualizando a agenda telefônica do meu celular.
Estou tentando priorizar, dar sentido, dar valor, dar atenção, mas Puta que pariu: Onde estão as coisas que jurava que estariam aqui?
Quero que as roupas se alinhem, a poeira desapareça. Quero que a cabeça pare de doer e as pernas de balançar. Quero que a noite não me canse, que o dia-a-dia não me cale. Quero ordem. Quero progresso.
O time da minha cidade acaba de fazer bonito no estádio local, meu filho esta lá. Provavelmente dando gritos felizes com o seu braço imobilizado, e deixando seu pai louco, querendo saber de tudo o que tá acontecendo.
Meu caçula, dorme docemente ao lado da minha mãe, e eu espanco os teclados como eu não fazia há muito tempo.
Espanco o teclado porque não sei gritar. E agora já nem sei se quero.
Esse silêncio já não me apavora mais, e agora já não me incomoda.
Deixarei estar, deixarei...
E arrumarei as gavetas, caixas de e-mail, albuns de fotografia... quero tudo em dia, quando o dia certo chegar.
E aos meus queridos amigos blogueiros, escritores, leitores... aquele abraço.
Abraço de quem se encaixa e diz: "Fica aqui perto de mim..."
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
2 O Sem sentido compreendido
Anestesia para dor, para empolgação. Para delírios. Para sonhos torturantes.
São pedaços de uma paz conquistada sem esforço. Letargia.
São gotas de dormência. Demência desejada.
Torpor provocado.
Hipnose pretendida.
Paralisia ambicionada.
A paz do meu próprio silêncio. A paz do silêncio dos outros quando me vêem em silêncio.
São pedaços de uma paz conquistada sem esforço. Letargia.
São gotas de dormência. Demência desejada.
Torpor provocado.
Hipnose pretendida.
Paralisia ambicionada.
A paz do meu próprio silêncio. A paz do silêncio dos outros quando me vêem em silêncio.
Anestesia graduada, Provocando paz em larga escala.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
3 Sobre: Arreios
Não me censure, não me corrija
Não tente me dizer que tais palavras não me caem bem
As palavras sempre me caem bem
Eu não posso dizer que “estou ferrada”,
Quando estou absolutamente fudida.
Não me censure,
Não me diga que a piada foi sem graça,
Que lhe fiz passar vergonha
Não diga que eu falei a coisa errada,
Se eu já falei, o erro agora é seu ao repetir.
Não me diga como agir,
Não me dome
Eu sempre fujo das amarras.
Não me corrija,
Se eu falar “que nem”
É por que é tudo igualSe eu fizer tudo sempre igual
Ninguém se diverte “que nem” você.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
1 Pensando em 2011...
Ainda pensando em Ser, Não ser, fazer, esperar... Eu decidi pedir:
Fazei de mim instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...
Amém!
Fazei de mim instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...
Amém!
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