Jamais duvidou de tanto amor que sentiu. De todo o amor que quis dar. Mas cansou de tanto amar. De tanto doar. De tanto esperar. Deixou-a livre, e ela não voltou. Deixou-a livre e as promessas de "para todo o sempre" não suportaram muito tempo.
Na verdade, as promessas de "para todo o sempre" costumam se apagar quando o álcool sai do sangue.
Certamente Amava muito. Pensava todos os dias em perguntar "Você ainda me ama?" e ter aquelas conversas malucas, que não podia ter com mais ninguém...
Mas ela sabia que não adiantava sozinha buscar o que alguém não estava disposto a doar.
Ela não me daria mais tudo aquilo que eu buscava, porque o que eu podia oferecer era pouco,pra tudo que ela merecia.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Ele: Tu me perdoa?
Ela: Pq?
Ele: Por não ter te dado nada do que você merecia...
Ela: Só se tu me perdoar por não ser contente com tudo o que você me deu.
e ela, chorou. Pq ele podia dar tudo, e pra ela, era pouco. Pq pra ela, o mundo era um conta gotas em suas mãos.
Pra ela, o pouco bastava e o tudo era pouco. No mesmo momento. Ela era capaz de agradecer pelo vento, e amaldiçoar um presente.
Ela sofria de insatisfação cronica. Com ela, com ele, com o tudo ao seu redor.
Ela estava bem cansada de nunca estar satisfeita.
Comeu um chocolate, que não satisfez seu desejo por algo que fosse doce, de fato.
Ela: Pq?
Ele: Por não ter te dado nada do que você merecia...
Ela: Só se tu me perdoar por não ser contente com tudo o que você me deu.
e ela, chorou. Pq ele podia dar tudo, e pra ela, era pouco. Pq pra ela, o mundo era um conta gotas em suas mãos.
Pra ela, o pouco bastava e o tudo era pouco. No mesmo momento. Ela era capaz de agradecer pelo vento, e amaldiçoar um presente.
Ela sofria de insatisfação cronica. Com ela, com ele, com o tudo ao seu redor.
Ela estava bem cansada de nunca estar satisfeita.
Comeu um chocolate, que não satisfez seu desejo por algo que fosse doce, de fato.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Não aguento mais ter que ceifar meus textos, Ter que censurar e medir o tempo todo a alma sem medida. (...)
Se eu falo que estou fudida é porque todos estamos, mas alguns, preferem apenas dizer que estão ferrados.
Não vou amenizar palavras, se não posso amenizar meus sentimentos. Não vou amenizar a dor, porque fugir da dor, é fugir da própria cura.
E eu vou escrevendo mentalmente, coisas que não posso publicar. Eu vou escrevendo mentalmente, coisas que nem eu não gosto de ler.
domingo, 2 de setembro de 2012
Ela gostava de estar sozinha. Mas odiava sê-lo o tempo todo. Odiava sentir-se sozinha.
Odiava sentir toda aquela vontade de viver e ter que trancá-la junto com a imaginação.
As pessoas não eram tão legais quando vistas de perto.
Ficavam feias em fotos maiores.
Ficavam feias quando olhavam nos olhos. Ficavam feias quando insistiam em ficar longe dos olhos dela.
Ela não queria ser pessimista: ela nunca era pessimista.
Ela era doce, mas as lágrimas salgavam a pele e morriam pouco antes do seu queixo furado, nos lábios que inchavam quando ela chorava.
Ela era doce, mas seu gosto já não estava sendo sentido por ninguém, e ela tinha pena de ter tanto carinho, tantas piadas, alguns vestidos e uma pele macia, e simplesmente, não ter ninguém que apreciasse nada disso.
Ela estava cansada de ter tanta coisa boa pra ensinar, tanta disposição pra aprender e de estar ali, sozinha, com as luzes meio apagando, com os olhos semi cerrados e com o coração, transbordando de sentimentos que ela não podia controlar.Ela estava tão cansada que imaginou como seria voltar para o lugar de onde tinha saído, Como seria se não tivesse explodido todas as portas e se pudesse sentar no chão daquela casa cheia de cores onde ela morava não fazia muito tempo, e como seria se sentisse amada de novo, como ela já tinha sido um dia.
Ela estava cansada de ser ruim, pq não era genuinamente ruim. Estava corrompida. Tinha se vendido. Tinham lhe roubado a bondade.
Mas lhe devolveriam, e ela já sabia.
Odiava sentir toda aquela vontade de viver e ter que trancá-la junto com a imaginação.
As pessoas não eram tão legais quando vistas de perto.
Ficavam feias em fotos maiores.
Ficavam feias quando olhavam nos olhos. Ficavam feias quando insistiam em ficar longe dos olhos dela.
Ela não queria ser pessimista: ela nunca era pessimista.
Ela era doce, mas as lágrimas salgavam a pele e morriam pouco antes do seu queixo furado, nos lábios que inchavam quando ela chorava.
Ela era doce, mas seu gosto já não estava sendo sentido por ninguém, e ela tinha pena de ter tanto carinho, tantas piadas, alguns vestidos e uma pele macia, e simplesmente, não ter ninguém que apreciasse nada disso.
Ela estava cansada de ter tanta coisa boa pra ensinar, tanta disposição pra aprender e de estar ali, sozinha, com as luzes meio apagando, com os olhos semi cerrados e com o coração, transbordando de sentimentos que ela não podia controlar.Ela estava tão cansada que imaginou como seria voltar para o lugar de onde tinha saído, Como seria se não tivesse explodido todas as portas e se pudesse sentar no chão daquela casa cheia de cores onde ela morava não fazia muito tempo, e como seria se sentisse amada de novo, como ela já tinha sido um dia.
Ela estava cansada de ser ruim, pq não era genuinamente ruim. Estava corrompida. Tinha se vendido. Tinham lhe roubado a bondade.
Mas lhe devolveriam, e ela já sabia.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Se trabalhar 12 horas por dia, dormir 8 sobram apenas 4 pra viver. E é realmente disso que eu preciso.Não ter vida pessoal, quem sabe,pra ter uma chance de não foder com ela.
domingo, 22 de julho de 2012
Você foi pra balada. Dançou, sorriu, se divertiu. Se sentiu linda, foi desejada, cantada, cortejada. Foi dona de si mesma, como desejou ser a vida toda. Bebeu o porre que merecia, e voltou pra casa. Incólume. Com o cabelo impecavelmente arrumado, e com o zíper devidamente fechado.
Você volta pra casa e é ali que a verdade vai chegando devagar.
Ali, a luz fria já não te faz tão bonita. O espelho do quarto reflete o corpo nu e as marcas que a roupa escolhida a dedo escondia. Os sapatos deixados no tapete da sala, representam uma liberdade sonhada. O alívio de pôr os pés no chão. O alívio de pôr os pés onde você bem entende.
Você olha pro rosto maquiado, e tem pena de tirar essa beleza criada artificialmente. Tem medo da água gelada batendo na pele que arde. Um banho pra tirar o "cheiro de night", uma coberta quentinha pra não parecer tão desprotegida...E ai, você deita, tonta, cabeça latejando: de fome, de medo, de desejo, de embriaguez.
E tem vontade de voltar pra balada e ficar lá todos os dias, pra sempre, porque lá a luz e a fumaça confundem quem está ao seu redor, mas ainda mais que isso: a luz e a fumaça confundem tanto, que você até pensa que é feliz.
Você volta pra casa e é ali que a verdade vai chegando devagar.
Ali, a luz fria já não te faz tão bonita. O espelho do quarto reflete o corpo nu e as marcas que a roupa escolhida a dedo escondia. Os sapatos deixados no tapete da sala, representam uma liberdade sonhada. O alívio de pôr os pés no chão. O alívio de pôr os pés onde você bem entende.
Você olha pro rosto maquiado, e tem pena de tirar essa beleza criada artificialmente. Tem medo da água gelada batendo na pele que arde. Um banho pra tirar o "cheiro de night", uma coberta quentinha pra não parecer tão desprotegida...E ai, você deita, tonta, cabeça latejando: de fome, de medo, de desejo, de embriaguez.
E tem vontade de voltar pra balada e ficar lá todos os dias, pra sempre, porque lá a luz e a fumaça confundem quem está ao seu redor, mas ainda mais que isso: a luz e a fumaça confundem tanto, que você até pensa que é feliz.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Ele tinha planos, e ela tinha pressa.
Ele a olhava dormir, e sempre acariciava seu rosto pela manhã. Achava bonita aquela beleza natural, de pele limpa, alma exposta. Ela era uma pessoa ruim de manhã, e mesmo assim, ele gostava dela.
Ela se maquiava enquanto escovava os dentes e penteava o cabelo dos filhos. Ele admirava sua pele sendo coberta pelo corretivo e sorria.
Estava parado na porta, vendo ela mascarar a pele. Ela tinha pressa de esconder todas as marcas. Ele era capaz de admirar as marcas.
Ela dormia tarde. Ele acordava cedo.
Ela dançava sozinha, como se os olhos atentos dos críticos não a incomodassem, e ele, fazia coro aos críticos.
Ele queria ela. Ela queria o mundo inteiro.
Serviam-se do mesmo café, que ela preparava do seu jeito: Fraco e doce. Ele nunca reclamou.
Ele só reclamava do barulho que ela fazia.
E ela chorava pra tentar se calar. Mas não suportava mais. Ela não suportava mais.
Quando ficava em silêncio, ai é que todo seu corpo gritava, pedia socorro e ela resolveu escutar.
E correu.
Correu e correu. Porque ele tinha planos, mas ela...ah..ela como sempre, tinha muita pressa.
Ele a olhava dormir, e sempre acariciava seu rosto pela manhã. Achava bonita aquela beleza natural, de pele limpa, alma exposta. Ela era uma pessoa ruim de manhã, e mesmo assim, ele gostava dela.
Ela se maquiava enquanto escovava os dentes e penteava o cabelo dos filhos. Ele admirava sua pele sendo coberta pelo corretivo e sorria.
Estava parado na porta, vendo ela mascarar a pele. Ela tinha pressa de esconder todas as marcas. Ele era capaz de admirar as marcas.
Ela dormia tarde. Ele acordava cedo.
Ela dançava sozinha, como se os olhos atentos dos críticos não a incomodassem, e ele, fazia coro aos críticos.
Ele queria ela. Ela queria o mundo inteiro.
Serviam-se do mesmo café, que ela preparava do seu jeito: Fraco e doce. Ele nunca reclamou.
Ele só reclamava do barulho que ela fazia.
E ela chorava pra tentar se calar. Mas não suportava mais. Ela não suportava mais.
Quando ficava em silêncio, ai é que todo seu corpo gritava, pedia socorro e ela resolveu escutar.
E correu.
Correu e correu. Porque ele tinha planos, mas ela...ah..ela como sempre, tinha muita pressa.
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