sexta-feira, 17 de maio de 2013

0 Brigamos sem brigar...

Como diria Humberto Gessinger "Brigamos sem Brigar".
E a Super amiga vira amiga,que vira colega, que vira conhecida e que em algum tempo, é completamente estranha.
Estranha do jeito que sempre foi, porém, quando perto dos meus olhos era tão fácil compreender.
Brigamos sem brigar e de algum modo, queria que fizessemos as pazes, sem precisar fazer.
Sinto falta do cheiro bom que ela deixava na minha casa, na minha roupa, nas minhas mãos. Sinto falta de quando ela me olhava e dizia "Você consegue"
Sinto falta de quando ela me dizia "Margarida, Margarida... minha flor favorita" e sinto falta das nossas canções.
Talvez, nem fosse tão bonito, mas era de verdade. Era muito de verdade.
Que saudades eu tenho, das verdades que a gente dividiu.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vivia de migalhas. Como um roedor nojento que era a única coisa a qual conseguia se comparar.
Qualquer resto era banquete naqueles dias. Qualquer resto pra ela servia.

E quando o resto lhe era negado, ela chorava sozinha.
Pq é na solidão que ficam os seres nojentos. Encolhidos no canto, entre o que foi rejeitado.

Existe quem aprecie roedores. Mas nunca por muito tempo.

Ficaria como tudo o que não presta: apodrecendo sozinha.



domingo, 21 de abril de 2013






Escrever não é uma obrigação, é uma necessidade. Escrever é um vício. Um remédio. Escrever é um jeito de dizer para quem lê "Tome cuidado, Eu estou ai, nessas linhas e se você folhear depressa, pode perder os pedaços mais interessantes."
Escrever é perder muito da cabeça até a mão, e da mão até a caneta, e da caneta até o papel, porém, escrever é tornar palpável tudo aquilo que era só imaginação. É não querer ser entendido. É querer se entender.

sábado, 16 de março de 2013

1 Roteiro real

Dizem que eu li livros demais e acreditei demais no que aparecia nos filmes.
Sim, eu queria uma vida como aquela dos filmes, onde você pode se dar bem, se pegar uma mochila e viajar para longe.
Eu queria uma vida como a dos filmes, onde pra ser feliz, você pode ser quem você é.
E não precisa ter vergonha de abraçar, de dançar, de cantar... mesmo que seus braços enlacem os corpos errados, mesmo que dance desajeitadamente e seja muito desafinada. Nos filmes, você se ferra mas se diverte. No filme, mesmo que você dance mal e cante horrivelmente alguém vai gostar de você.
Eu queria viver como nos filmes, onde você dança e ri, e quem está ao seu redor ou te ignora ou vem na tua pilha,

Uma mochila, um carro velho, uma estrada sem fim. E todos os sonhos que só os livros e filmes podem dar a quem não pôde tocar muito mais do que os livros e filmes.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

1 Arrocha, arrocha...

Não sentia falta dos porres que não bebeu. Não sentia falta dos beijos que não provou.
Sentia falta de dançar até que os pés doessem, de dizer "Não encosta em mim, que eu tô dançando". Sentia falta era de rir sozinha no meio das pistas que nunca sequer tivera visitado.
Ela não sentia falta das coisas ruins que a "noite" poderia fazer. Sentia falta das boas e bobas.
Ela sentia falta de ser livre pra voar até o infinito.
E agora ela era. E o infinito chamava seu nome.

Não precisava cometer nenhum dos erros que todos apostavam que cometeria: ela só precisava dançar até os pés pedirem parar parar, e ai, tirar os sapatos e dançar o resto da vida.

A beleza que ela já não tinha (como tantos tinham dito e como o tempo insistia em provar) para ela, podia ser trocada pelos sons. Os sons da pista, dos sorrisos, dos passos desengonçados e do ar, faltando.

Ela estava viva. Dançando, Sozinha, bebendo água sem gás.
E era o que queria.

domingo, 27 de janeiro de 2013

2 Kisses in life...

Vou ali abraçar meus filhos. Vivos. Beijar seus rostos que sorriem. Vou ali beijar meus filhos: Sem RG sobre o peito. Meus filhos que podem atender o celular para me dar Bom dia.
Vou ali abraçar a vida que vem deles, lamentando pelos pais que já não poderão beijar os seus. Que nessa manhã de domingo, estão procurando notícias pelos pedaços de suas carnes que os deixam sem saber o que fazer.
Vou ali beijar meus filhos, e dizer para eles não ficarem muito perto do palco, observarem as saídas de incêndio, Não acharem que banheiros são seguros.
Vou ali beijar meus filhos e dizer para eles "Corram pra longe, mas segurem na mão de quem estiver perto de vocês. Salvem-se e salvem quem puder."

Vou ali abraçar meus filhos e pedir para que Deus não me permita esse parto às avessas. 
Vou pedir para Deus guardar essas mães, que nesse domingo de manhã, já nem acreditam que Ele existe.
Vou ali pedir pra Deus não me deixar experimentar a dor de ver arder o maior amor que há.

Vou beijar meus filhos. 
Vou torcer para que sempre os beije, e que o último beijo, sejam eles que me dêem.


domingo, 6 de janeiro de 2013

Envolvida numa conversa sobre sentimentos:
Não os meus. Não quero falar dos meus.
Tentando entender quem é feliz pra sempre. Tentando entender quem nunca é.
Falando de paixões efêmeras, de bares ruins, de gente mentirosa e covarde.
Falando dos sentimentos alheios, como se fossem meus.

(...)
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