sábado, 31 de outubro de 2009

4 Deise Duarte, boca de jacaré

Julgue como quiser meu sentimentalismo barato, minha impossibilidade de guardar na boca ou no coração as minhas insatisfações e alegrias insanas. Considere meus conselhos como desatinos e minhas experiências como bobagens. Faça o que quiser com as informações que lhes dou, porque ninguém é obrigado a achar engraçado, ou trágico, ou nojento ou invejável ou qualquer coisa sobre as coisas que eu digo. Não pense que digo todas essas coisas (sejam ‘essas’ quais forem) para que causar qualquer tipo de sentimento. Eu digo por que preciso dizer, e pouco me importa o que alguém vai pensar. Eu digo por que a fala está em mim. Como sentido mais aguçado, evoluído está a fala.
Eu poderia falar menos, mas não me interessa guardar todas essas coisas. São informações inúteis, mas eu necessito compartilhar. É como um amontoado de vazio, um espaço onde nada se pode pôr a não ser sorrisos, lágrimas e um chocolate.
Eu não quero me preocupar em como vêem a maneira que me expresso, o que eu preciso é de expressão.
E essa liberdade de falar pelos cotovelos sendo chorona, exagerada ou imbecil me faz feliz. Não que eu não escolha quem vai me revelar. Todos sabem do que não precisa ser escondido, e há as coisas que só quem merece vai saber.
E é claro que existem as pessoas que me fazem falar sem que eu queira, como numa magia muito louca, me fazendo entregar fatos que eu devia guardar pra mim.
Nos momentos mais dificeis, nas horas mais confusas eu falo, pelo simples fato de falar. Me faz leve retratar as minahs tragédias, e se quem ouve é alguém que pode ler-me de boca fechada, ai fica mais fácil ser entendida.
Nos últimos dias, eu conversei com pessoas que realmente podem me ler, entender e decifrar mesmo que eu não fale nada, mas é justamente com elas que eu não consigo manter a boca fechada.

Um beijo especial para Silxata que me alegrou com o sotaque mais lindinho do Brasil, para Maria Juliana, dona do Brechó mais pop do país presenteadora de souveniers (é assim que escreve chaveirinho de torre Eifel e imã de geladeira de Paris?), para as Juliana's aniversariante da semana que passou, pro meu pai, pra minha mãe e pra você.

4 comentários:

Ju Dacoregio disse...

Obrigada linda! Você é especial, do tipo raro mesmo. Beijos, beijos e espero que aproveite as comprinhas! Tá usando faixinha?

Ricardo Chicuta. disse...

Não quero nem saber quem morreu,eu quero é chorar.
É mais ou menos isso né?Eu também quero!!!

Carla disse...

E aí, irmã gêmea? Tudo na paz? Também falo o que penso e o que não devo... e dane-se quem achar ruim. Bjo.

Luciana disse...

Tamojunto(rs)
Eu tbm sou assim.Num gostou?Aperta o x no lado direito(lá em cima)da telinha.Né não?
Isso é aqui é pra ser livre,pra gente falar o q quiser,do que der na telha.

Xero

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