terça-feira, 20 de outubro de 2009

7 Magia!

Eu nunca fui uma boa apreciadora de artes. Nos tempos de escola, gostava mesmo era de português. Os livros sempre foram o que eu chamava de obra prima. Não os riscos de Picasso, ou a bagunça toda de Van Gogh. Obra prima era letra organizada.
Nesse fim de semana, portanto, fui relembrada de uma arte que sempre me comoveu: a circense.
Ir ao circo com a desculpa de levar as crianças foi algo tão gostoso e eu ali, com cara de "oi? eu tenho doze anos".
A apresentação do Circo Italiano não foi lá essas coisas. Faltou o mágico que para mim é a melhor parte do circo, os palhaços eram fraquinhos, mas sentada ali, na primeira fileira, com um algodão doce na mão e a mão do filho na outra, eu vibrava com as luzes no picadeiro.
Talvez as pessoas não entendam o porque de eu ainda me emocionar com um espetáculo tão manjado como o circo, mas no fundo, é a minha falta de habilidade com o corpo, com as expressões faciais e em fazer rir que me faz babar sentada na arquibancada.
Com algodão doce, maçã do amor e risadas infantis por todo o lado.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

18 É meu direito!

"É meu direito Tirar o pó e lavar toda a roupa suja. Pôr todos os móveis no lugar e sacudir os tapetes com verocidade.
É um direito meu limpar as retinas e tirar dos olhos essa cor que não os pertence de modo geral. É direito abrir essas janelas da alma, que tem os vidros sujos pela fumaça que sai da boca doce.
É um direito meu, quebrar todos os copos que tem as bordas lascadas e jogar no fogo esses bilhetes mal escritos e mentirosos.
É um direito meu chorar até me acabar, e depois rir da minha cara amarrotada no espelho.
Sim, é um direito meu negar que tudo isso esteja mesmo acontecendo.
Se eu quiser mentir pra mim, eu também posso."

Olá blogueiros do meu coração! Meus vinte cinco mil, quatrocentos e dezesseis leitores diários não entendem meus últimos posts, mas eu gostaria de dizer que vocês não precisam entender, nem concordar comigo, e nem comentar se não quiserem (mas se não comentarem eu me mato Buaaaaaa).
É que eu sou mesmo assim sentimental. E quando algo me machuca (e eu sei que nessa hora o pessoal do PutzCri ta pensando em sadomasoquismo) eu sofro mesmo. Eu choro tudo que tenho que chorar, esbravejo e soco a minha própria cara. Tomo todos os comprimidos para dor de cabeça que tiver em casa (e isso me faz pensar que tenho um gatro morando no meu estomago) e ponho para tocar os piores CDs do mundo (Tipo, sertanejo! Ta, ta mentiraaaa...to exagerando pra vcs verem que to no fundo do poço). Eu sofro quando algo me faz sofrer, não porque gosto que seja desse jeito, mas porque não vejo outro modo de ser.
Entenderam ne?
Então, mesmo que vocês odeiem essa papagaiada bicha que eu escrevo quando perdida de dor, não me abandonem! Eu conto com vocês para rirem da minha desgraça, e se desejarem realmente deixo vcs verem como eu fico depois de chorar: Com certeza ninguém nunca mais vai reclamar da sua própria aparência.

E para alguns o blog tem utilidade, eu só uso para futilidades mesmo!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

11 Malditos vestidos pequenos!

Eu não sigo a moda, tenho meu próprio estilo. Frase de gente brega. Oi?Eu sou brega. Quem me conhece sabe disso. Eu tenho medo da moda. Para mim as coisas devem ter o seu devido lugar: sandália combina com bermuda, e bermuda não combina com meia calça. Lenço é uma coisa usada para limpar nariz e não adianta que não fica bem no meu pescoço. Franja eu uso no cabelo e não na bota.
Nada contra. A maioria das pessoas que me relaciono são amigas da moda,e a moda é amiga delas também. Elas acordam de manhã e um vestido rosacheguei sai do armário, acompanhado de uma sandália branca salto agulha e uma meia risca de giz. E combina! Elas estão de bem com a moda e ai, podem vestir sapatos amarelos com blusas verdedoiozoio e ficam deslumbrantes.
Mas eu penso que tem coisa que fica bem na manequim da vitrine, na modelo do Fashion Week e em mim simplesmente não acontece.
Acho lindo. Sonho em ser perua. Queria comprar um scarpan de verniz vermelho, com salto agulha e usar com uma bermuda de cetim e uma meia arrastão ou daquelas xadrez, e me sentir linda, mas de verdade, não dá. É abusar da minha falta de senso do ridículo.
Antes eu culpava os quilos extras, mas agora já não sobram tantos quilos assim, então só me resta culpar a minha falta de roupas, mas bem no fundo eu sei, é falta de senso de moda mesmo.
Mas se alguém me perguntar por que eu não sigo a moda, vou dizer sempre que tenho meu próprio estilo.Capaz que vou revelar a mais alguém o quanto eu sou brega.
E vocês não contem pra ninguém que os vestidos de festa são pequenos e me deixam barriguda. O problema é do vestido, jamais meu.
O problema é dessa moda, de gente anorexica.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

6 Alguém poderia...

Fazer o favor de me emprestar uma arma, me arrumar barbitúricos, me dar giletes afiadas ou simplesmente me ensinar a lidar com a dor e desespero?

Porque quando não se sabe o que fazer o melhor deve ser não fazer nada, mas eu sou passional demais para fingir passividade.

Ódio!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

14 Compras básicas...

Imaginem que a vida é linda e frufruzenta e cor de rosa, bem bicha fluorescente? E por mais que as pessoas queiram te deixar na merda você continua sendo uma idiota hipócrita e extremamente feliz?

Agora imagine que um dia você resolva cair na real e dar um "pretinho básico" na sua vida.
Os dias mais cinzas apareceram quando eu não estava disposta a enfrentar nenhuma tempestade. Me sentia fragilizada em vários sentidos, inclusive fisicamente.
E o que eu fiz para arrumar essa vida ingrata? O que qualquer mulher normal faria: Fui às compras!
Desculpe decepcionar as mulheres que me vêem como uma pessoa diferente, que luta pelos seus ideais, mas se querem mesmo saber, Que delícia ser uma mulherzinha que se vinga na conta bancária.
Comprei uma calça 42, e se vcs soubessem que linda é a calça 42. É mais bonita que qualquer calça 44 que exista no mundo.
Comprei uma blusa que mostra os ombros. Porque eu tenho lindos e largos ombros. E tipo, essa é a vantagem de não ser magrela...um colo invejável. #prontofalei.
Mais umas blusinhas básicas e uma sandália bege e tudo ficou mais bonito, tolerável e mais fácil de compreender.
Eu sofro, mas é de salto alto e roupa nova.
O melhor foi à cara do marido quando cheguei em casa: "Que isso, comprou o Centro inteiro?"
Não querido, as faturas chegam daqui a trinta dias e ai vc descobre aonde foi que eu comprei.
Eu me fodo,mas me divirto!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eu queria apenas não conhecer esse brilho, esse gosto e essas cores sempre tão perfeitas e organizadas.
Queria apenas que essas cores todas não estivessem tão mudadas.
Eu só gostaria que todas essas cores não fizessem meus olhos mudar de cor.
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