Eu queria conversar mais com ela.
Mas não dá. Não consigo. Nós não conseguimos.
Eu sempre vou cheia de dedos, pq ela é colorida, mesmo com seus métodos e regras infindos e eu sou essa coisa bege/nude/preto e branco, cheia de ideias libertárias.
Chorei na frente dela. Acho que eu não chorava diante dela desde que eu tinha 12 anos.
E como foi difícil chorar agora, por que eu agora sei a dor que uma mãe sente quando vê um filho chorarando.
Desculpa! Desculpa por chorar por nada.
Quando eu era criança era comum no meio de uma brincadeira, eu parar de brincar e ir para um canto e chorar. Chorava copiosamente por horas até que todos os amiguinhos estivessem ao meu redor, numa tentativa insana de me fazer sorrir. E eu não sorria por nada.
Não era estrelismo, era dor.
Sábado, no meio daquele choro incontido eu me lembrei que desde criança eu dizia "Não é nada". E ai, ela e meu pai questionavam: "Ninguém chora por nada" e eu chorava de novo, dizendo "Eu choro por nada"
Choro por nada, e imagino que deve ser bem ruim alguém que tem Tudo ficar ali, se desmanchando e chorando por nada.
Eu choro por nada desde que eu era pequena e via você, linda e colorida, colocando as coisas em ordem.
Eu choro por que eu nunca consegui estar em ordem.
segunda-feira, 24 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
2 Terapia
Comecei terapia.
Pq eu precisava, pq eu merecia.
Pq meu coração estava em tantos pedaços que quando me sentei pra colar, vi que sozinha não seria capaz.
Chamei ajuda de alguém experiente. Alguém que colou vários pedaços de algumas gentes.
E ai, ele tirou o meu coração do lugar e soprou com força: poeira e teias de aranha
Eu me assustei quando colocou o coração em cima da mesa e me disse "Preciso do seu cérebro agora."
Se tem meu coração e meu cérebro, eu não sei muito bem o que vai sobrar pra mim.
Pq eu precisava, pq eu merecia.
Pq meu coração estava em tantos pedaços que quando me sentei pra colar, vi que sozinha não seria capaz.
Chamei ajuda de alguém experiente. Alguém que colou vários pedaços de algumas gentes.
E ai, ele tirou o meu coração do lugar e soprou com força: poeira e teias de aranha
Eu me assustei quando colocou o coração em cima da mesa e me disse "Preciso do seu cérebro agora."
Se tem meu coração e meu cérebro, eu não sei muito bem o que vai sobrar pra mim.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
"Eu tatuaria seu nome na minha cara e se nada desse certo, eu faria uma borboleta em cima"
Por que se não for pra correr riscos, pra brincar de vida, eu não vou saber se vale a pena.
E viver em banho-maria, certamente, não vale.
Por que se não for pra correr riscos, pra brincar de vida, eu não vou saber se vale a pena.
E viver em banho-maria, certamente, não vale.
sábado, 14 de setembro de 2013
Me afogo com minhas próprias palavras. Não falo.
Não falo porque é agressivo, ou porque é intimo, ou porque é desnecessário.
Não falo porque me condicionaram a agradar pelo silêncio. E eu quero agradar.
Não fala porque se falo, quem me ouve não escuta bem.
Minhas piadas caem mal nos ouvidos alheios.
Prendo meu corpo na cadeira. Queria dançar, voar, correr solta na grama. Mas me prendo na cadeira.
Amarro a alma e a mente na tentativa de não ir muito longe com to da essa loucura.
Prendo meu corpo na cadeira para não ir tão longe onde ninguém possa alcançar.
Sinto medo, e saudades e desejos mas finjo que estou apenas cansada.
As pessoas gostam mais quando você justifica sua péssima aparência, humor, silêncio e estagnação com cansaço. Quando você disser que está cansado, não há responsabilidade no outro pelo sofrimento.
Eles se aliviam quando você só está cansado, e não engasgado com todo o lixo que precisa prender entre o peito e a garganta.
Não falo porque é agressivo, ou porque é intimo, ou porque é desnecessário.
Não falo porque me condicionaram a agradar pelo silêncio. E eu quero agradar.
Não fala porque se falo, quem me ouve não escuta bem.
Minhas piadas caem mal nos ouvidos alheios.
Prendo meu corpo na cadeira. Queria dançar, voar, correr solta na grama. Mas me prendo na cadeira.
Amarro a alma e a mente na tentativa de não ir muito longe com to da essa loucura.
Prendo meu corpo na cadeira para não ir tão longe onde ninguém possa alcançar.
Sinto medo, e saudades e desejos mas finjo que estou apenas cansada.
As pessoas gostam mais quando você justifica sua péssima aparência, humor, silêncio e estagnação com cansaço. Quando você disser que está cansado, não há responsabilidade no outro pelo sofrimento.
Eles se aliviam quando você só está cansado, e não engasgado com todo o lixo que precisa prender entre o peito e a garganta.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
2 A peça deu defeito...
Sabe qual foi a última coisa que eu te falei, meu champs?
"Vaso ruim não quebra, e por essa lógica tu deves ser imortal"
E sabe, era mentira pq eu sei que os bons morrem jovens. Os bons sempre vão embora primeiro e eu sabia que tu iria. Não sei porque, mas eu sabia. Hoje a tarde falei pra uma amiga que eu sabia e agora, tô sentindo um conforto infeliz. Um conforto que até parece que pra mim "tu tanto fazia".
Tu era um tosco. Tu ria de mim. Tu me fazia chorar pq ria de mim.
Começou contigo dançando em cima de uma cadeira sem camisa, e depois estalando meus dedos do pé...(Aquela vez tu ainda não sabia quão tóxico era meu chulé...)
E os almoços no shopping, e os choppinhos no Duetto... e depois,com a intimidade os porres onde a cada dois minutos eu repetia: "Desculpa, Maikel. Me desculpa?" E finalmente, no ápice da nossa amizade, você segurando meu cabelo enquanto eu vomitava tequila.
É engraçado que isso tenha me marcado tanto: Nós dois, no banheiro e tu dizendo "Que merda de amigo eu serei se não segurar teu cabelo para tu vomitar?"
Tu era uma merda de amigo. O pior de todos. Tu me chamava de fracassada e ria da minha vida "desamorosa" e "assexual". Tu chegava pros gatos na balada e dizia que eu tinha uma boa história de viagem pra contar, pq sabia que aquela história era uma merda e que eu não ia pegar ninguém contando aquilo.
Tu me levou pra comer um sanduíche uma vez e ficou anunciando no posto de gasolina que eu tinha que pegar ônibus para ir trabalhar, pq eu era pobre...
Pq tu gostava tanto de me humilhar? Fetiche né? Só pode... Acho que meu estilo mulher de malandro gamou em ti por causa disso...Pq tu ria de mim o tempo todo. E pq contigo, rir de mim era muito mais gostoso.
Pq contigo, não ter "TV das grande", não ter Wi Fi em casa, andar de ônibus, ter que tomar Skol pq vodca é mais caro... Td era engraçado.
Hoje ficou meio sem graça, mas ai eu lembrei de ti falando "a VardaLoka que fez pra mim" e eu ri.
E ai, eu lembrei da última vez que tu me marcou em um constrangimento no facebook e pensei: Putz...foi mesmo a última vez. E fiquei pensando no que eu não daria pra tu postar todas as fotos medonhas do mundo, se isso fosse possível...
Vá com os anjos e em paz. Que o teu sorriso abra caminho pra muitos sorrisos que a gente ainda vai dar quando falar teu nome nas mesas de bar.
Devagar, a gente vai esquecendo..Tu sabe como são essas coisas... Então, se não for pedir demais, me ajuda a esquecer bem devagarinho...
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Estou aqui, contando pra alguém que me perguntou por você, quem você é.
E contado as coisas boas que já fizemos juntos e dos planos que você tem pra sua vida, e pensando nas coisas que ainda quero fazer junto contigo.
Deu saudade das baladas muito loucas, das risadas infinitas. Saudade de te dizer "Para o carro que eu vou vomitar".
Me lembrei de você, segurando o meu cabelo (Não de um jeito sexy, pq vc não me trata de jeito sexy, apesar de eu achar você sensualíssimo) e rindo da minha bebedeira. Lembrei de você, rindo da minha história da viagem que não deu certo. Lembrei de você, dizendo pros gatinhos na balada que eu era sua irmã.
Acho que eu gostaria de ser tua irmã. Acho que eu gostaria de estar na tua vida de qualquer forma,e quanto mais íntima for essa forma, melhor.
Deu uma vontade de te abraçar, de te entregar mais um pedaço da minha vida, para que você faça dela um pedaço feliz, como fez tantas vezes.
Obrigada pelos empréstimos. Desculpe por nunca te pagar uma cerveja cara. Desculpe por não te convidar para algumas coisas...
Me desculpe por não ter nada que efetivamente possa importar nesse momento.
Lembrei de você rindo das coisas que eu escrevo, e decidi: Você não vai ler esse texto. Pelo menos, não enquanto não estiver tomado umas geladas.
E contado as coisas boas que já fizemos juntos e dos planos que você tem pra sua vida, e pensando nas coisas que ainda quero fazer junto contigo.
Deu saudade das baladas muito loucas, das risadas infinitas. Saudade de te dizer "Para o carro que eu vou vomitar".
Me lembrei de você, segurando o meu cabelo (Não de um jeito sexy, pq vc não me trata de jeito sexy, apesar de eu achar você sensualíssimo) e rindo da minha bebedeira. Lembrei de você, rindo da minha história da viagem que não deu certo. Lembrei de você, dizendo pros gatinhos na balada que eu era sua irmã.
Acho que eu gostaria de ser tua irmã. Acho que eu gostaria de estar na tua vida de qualquer forma,e quanto mais íntima for essa forma, melhor.
Deu uma vontade de te abraçar, de te entregar mais um pedaço da minha vida, para que você faça dela um pedaço feliz, como fez tantas vezes.
Obrigada pelos empréstimos. Desculpe por nunca te pagar uma cerveja cara. Desculpe por não te convidar para algumas coisas...
Me desculpe por não ter nada que efetivamente possa importar nesse momento.
Lembrei de você rindo das coisas que eu escrevo, e decidi: Você não vai ler esse texto. Pelo menos, não enquanto não estiver tomado umas geladas.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
0 Quantos partos ainda vão vir?
Deixar o aconchego do ventre materno para chegar ao mundo é
um sofrimento. O estreito canal por onde o bebê se obriga a passar ao fim do
ciclo, talvez nos faça pensar que morreremos.
Nasci de parto normal. Precisei ser espremida e torturada
para chegar a luz do mundo. Dramática como sou obviamente pensei que morreria
durante aquela passagem. Porém, no lugar da morte, após todo o sofrimento, tortura
e mal estar de ser expulsa do conforto onde eu estava havia a vida de um jeito
novo, o colo e a satisfação de novos desejos que só foram descobertos após o lamentar
profundo da quase morte.
Talvez, seja assim que funciona minha vida: Quando o sofrimento
é grande, o “buraco” apertado e eu pense que vou morrer,que não vou resistir a
passagem, acabo descobrindo um novo modo de ver a vida, recebo um novo colo e
os desejos que até então não conhecia, são despertos e satisfeitos. Só após o estreito
e penoso processo de ser parida diante de um problema, eu descubro que existe
um novo modo de enxergar as coisas.
Quando um bebê nasce e suplica pelo peito materno, após
saciar seu primeiro desejo, ele dorme, está exausto.
Dormi durante algum tempo, pra reparar o cansaço dos “partos”
aos quais precisei passar. E de repente eu acordo e vejo que preciso de colos,
de seios que me fartem, de aconchego e afeto. Mas eu também percebo que
sobrevivi e que a vida é melhor depois desse buraco.
Assinar:
Postagens (Atom)








