segunda-feira, 31 de agosto de 2009

9 Mudanças

Imaginem uma pessoa feliz. Então, esse ser naturalmente feliz e empolgado que eu sou está ainda mais desesperado de boas emoções do que normalmente. Excelentes notícias para mim e para os que me querem bem.
Não, não fui escolhida para ser BBB10, e nem fui chamada pelo Jô, nem achei um jeito de ganhar dinheiro dormindo, mas a possibilidade de ter encontrado um meio de ganhar dinheiro já me deixa suficientemente empolgada. Pode até ser trabalhando! Por que ganhar dinheiro dando, não é uma boa não, Senhor Felipe Casagrande.hehe
Então nas mudanças dos próximos dias estão a de casa, de ramo e finalmente, a aquisição de um dog. Desde que a Mel me deixou, antes mesmo de eu dizer a ela que iria sustentá-la, desisti (de novo) de ter um cão, mas agora eu precisarei de um. daqueles com cara feia que assusta ladrão, mas coração bom que não morde bochechas de crianças. Estou a caça de um cão para adotar, por mais que a ideia me apavore.

E vocês não estão entendendo nada mas tb nem precisa... só saibam que eu sou uma pessoa bem feliz. Por mais que esteja confusa, amedrontrada e com TPM. Ah, vou ganhar internet em casa! Ai...é muita satisfação!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

7 Heroína? Só de for na veia.

Precisamos criar heróis que mudam o mundo através de magia e poderes sobrenaturais porque não somos capazes de criar bons seres humanos.
Inventamos e tentamos ser super heróis todos os dias, fazendo ou ao menos tentando fazer tudo o que nos mandam, tudo o que gostaríamos e tudo o que vimos como necessário. E se não bastasse ter milhões de coisas para fazer é preciso ser o melhor em todas elas.
Eu não preciso de super herói! Eu preciso de pessoas que chorem quando ouçam uma canção, ou sorriam enquanto lêem um livro. Preciso de gente que veja um filme com emoção, e que aprecie as cores do arco íris. Eu preciso de alguém que seja um bom humano, e que tenha uma fidelidade canina.
O mundo precisa de pessoas que olhem nos olhos e dêem firmes apertos de mão.
É preciso educar nossos filhos para reconhecerem e valorizarem um bom amigo, é preciso ensinar nossos filhos que os super heróis de quadrinhos não sabem o que é perder a namorada, ficar desempregado ou pegar catapora. Nossos filhos precisam saber que o que realmente importa não é a cor dos olhos, mas sim o que se pode ver dentro deles.
Não preciso de um super herói, que seja perfeito, decidido, forte. Eu preciso de seres humanos que sejam éticos, tenham senso de humor e saibam fazer origamis.
Não quero que ninguém se sinta obrigado a me fazer feliz, mas quero que as pessoas se empenhem um pouco nisso: em fazer alguém feliz.
Não, eu não preciso de um super herói. Eu tenho meus amigos.

Alguns não tão amigos me incentivam a mostrar a bunda no BBB e meu senso de humor no Jô Soares. Pensa que não sei querem me ver passar vergonha!
Alguns seguram minha mão enquanto os outros comem pizza. Alguns ficam presos em banheiros de portas esquisitas, ou então em banheiros de ex-zona. Alguns me contam seus segredos enquanto comemos pastel de chocolate. Alguns de meus queridos amigos moram longe, me matando de saudades. Meus amados amigos me contam novidades inusitadas por telefone e às vezes esquecem de me telefonar. Meus amigos são lembrados com um cheiro, um sabor, uma flor, uma fruta, uma cor. Acessórios, canções, poemas e promessas me lembram de meus amigos. Os verdadeiros e os melhores.
E se o mundo tivesse mais pessoas como eles, com toda a certeza, não precisariam criar super heróis. Bastariam pessoas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

7 Papo de pedreiros

Antes de vocês dizerem que eu tenho tara por pedreiros ou qualquer coisa do tipo, gostaria de lembra-los que eu sou do povo, vou na chepa da feira e moro em casa baixa. Ou seja, meus vizinhos fazem reformas...e eu, bom...eu NÃO observo os pedreiros, a não ser em condições atípicas.
Hoje de manhã, eu estava chorando Puta dos corno com essa vida amargurada de ter que sustentar dois filhos melequentos, um marido ingrato e ainda lavar, passar e cozinhar, estendendo roupa no varal da rua, (Geralmente utilizo o da garagem, mas o dia estava lindo demais para eu desperdiçar.)quando os pedreiros fazendo a calçada do vizinho conversavam.
Servente: Tu pode me alcançar a Colher?
Pedreiro: Pega ai.
Servente: Desculpa, te chamar de tu. Não se chama um senhor de idade que nem o senhor de tu (e riu, debochado).
Pedreiro: Mas tu não é falta de respeito, dentro da língua portuguesa existe o pronome Tu.
Eu paro, penso, respiro e me pergunto: Tem muita gente precisando aprender com os pedreiros. E não é predileção só porque eles assoviam para mim não gente! Eles sabem que Tu é um pronome! Baba!

E acabo de ter uma ideia pro Vídeo, eu subindo no andaime enquanto acidentes fenomenais acontecem na obra. Precisa evoluir um pouco, mas tenho certeza que o pessoal do PutzCri trata de encher esse cenário de bizonhices dignas de me tornar BBB. Adorooooo!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

12 Em busca de fama, sucesso e um par de peitos novos

Desde que eu nasci tento arrumar um jeito de ficar rica. Por motivos diversos: quando era criança, queria comprar mais Doritos do que meus pais podiam me dar. Na adolescência, queria todos os Cds do mundo na estante da sala. Quando me casei queria comprar um apartamento na área central da cidade, e não uma casinha na periferia e agora eu quero é comprar um par de peitos e uma barriga nova.
Mas além de grana eu quero glamour. Quero lantejoula, purpurina e perfume importado, e é obvio que nada disso vai ter graça sem as colunas sociais, sem uma foto no Amarelo e uma entrevista no Jô.
E é por isso que eu não quero ficar rica por meios convencionais. Nada de ficar rica economizando, ou ganhando na mega sena. Quero ficar rica com um empreendimento que deixe qualquer um de queixo caído quando eu contar a minha história, e ser aquele tipo de ex pobre humilde (bem diferente dos citados no último post) e quero que as pessoas pensem “Nossa, ela conseguiu”.
Com nove anos de idade, perguntei a uma tia se ela precisava de alguém para ajudar ela a cuidar do seu negócio. Me ofereci na época para limpar os vidros e atender o telefone em troca de um curso de computação. Como eu era uma criança irresistível, fui contratada e naquele ano fui entrevistada por um canal de televisão como a garota mais inteligente da escola de informática. Supermeachei toda boa né! Já era uma quase celebridade na infância.
Com doze anos comecei a trabalhar no salão de beleza onde hoje eu trabalho. Naquela época, recebia R$ 30,00 mais o almoço e com esse dinheiro comecei a comprar brincos para revender na escola. Sem muito sucesso nas vendas, perdia o pequeno lucro comprando chocolate no Big Supermercados.
Com quinze anos eu já era uma mãe de família e minhas idéias empreendedoras foram podadas com as obrigações de uma pobre vida realista.
Mas de uns tempos pra cá, meus pensamentos Pequenas empresas, grandes negócios estão me tirando o sono.
Só na última semana cogitei a hipótese de vender meu serviço em cidades vizinhas (não, não são serviços sexuais povo tarado), abrir um super bar para happy hour no centro da cidade, alugar a vila olímpica e transformar num mega point de Crici city e é claro, mandar meu vídeo para o BBB10.
Como me falta grana para todas as opções exceto para a última estou tentando ter uma idéia brilhante para o vídeo, e é ai que vocês entram (novamente palavra empregada com duplo sentido!! Que droga!) com suas mentes originais, criativas e tocantes me dizendo como convencer o Pedro Bial a me deixar ser a garota feia, mas legal da casa.
Pensem em um vídeo super mega impressionante, mas que não seja um cão chupando manga e eu lembrarei de vocês quando ser a milionária da cidade e conseguir uma foto com a Zuleide Hermmann. (/morre).

domingo, 16 de agosto de 2009

4 tamuainatividade!

Olá povo amado!
Choraram muito de saudades? Se comportaram direitinho na minha ausência? Já passaram álcool em gel na mão hj?
Eu estava vivendo uma vida de do lar nos últimos dias e acabo de chegar a conclusão que não nasci pra essa vida.
Sempre peço ao meu marido que me pague um bom salário para que eu fique em casa lavando, passando, cozinhando e dando (atenção para as crianças). Mas eu não sobreviveria a essa maneira dona de casa de ser por muitos dias. Ow servicinho pra não acabar nunca.
Eu estava virando uma monga cabeluda e o meu cabelo já estava ficando duro e desarrumado quando me lembrei que eu só estava brincando de casinha, e decidi tomar banho decente, fazer as sobrancelhas e virar uma mulher gata de novo, mas vou dizer, ser do lar me acomete de uma tristeza arrebatadora e eu fico beirando o desespero de não fazer escova porque meu compromisso social passa a ser bater papo com a vizinha pela janela. Ui, ui, ui! Sai de mim vidinha mais ou menos!
Se meu marido quiser me pagar um bom salário, que seja para ser personal stilist dele, que seja para massagear os seus pés ou coçar suas costas, mas que não seja para ser "do lar". Não rola mesmo!
Mas agora estou de volta a vida de gente normal que trabalha,fica cansada, mal humorada, compra bolo na padaria pq não tem tempo de fazer um com gosto de casa de mãe. E estou feliz da vida com tudo isso! Pega essa maluca ne?
A melhor parte, filhos com a saúde em dia =)

Beijos bem grandes!

domingo, 9 de agosto de 2009

7 No dos outros é refresco...

Enquanto eu fazia mais uma piadinha sem graça sobre a gripe A recebo notícias suspeitas.
Para quem não leva as advertências da Vigilância Epidemiologica, Secretaria de saúde e todos os puta merdas barulhentos que andam por ai anunciando o H1N1 um alerta. A coisa tá feia, é de verdade e máscaras, luvas e álcool em gel não fazem mal a ninguém.
Evitem lugares lotados, evitem esses beijinhos de maricas e se cuidem.
Eu estarei me cuiidando, de quarentena com o Pequeno Príncipe.

5 ...

Porque não ponto final? Porque reticências, exclamações e interrogações me interessam mais.
É um modo de não encerrar aquilo que um dia me fez feliz.
Manter os laços, as lembranças, os presentes e bilhetes. Ouvir as antigas músicas, sentir o cheiro e relembrar frases e fases. Reticências me interessam mais do que um ponto final.
Não colocar ponto final, não significa deixar a porta aberta para que tudo volte a acontecer. É apenas deixar as lembranças irem e voltarem quando bem entenderem, é ter a sensação de que não se finda o que um dia começou. Não pontuar com um “acabou” as histórias que vivi, é poder reviver sozinha tudo o que um dia eu vivi com alguém.
Não colocar ponto final é ter espaço pra perdão, pra conversa e pra renegociação.
Afinal, para que servem as reticências, senão para deixar as coisas prosseguirem da onde se parou. Ou não. Reticências me interessam porque não explicam, não encerram e não definem. As reticências me deixam entender tudo, do jeito que eu quiser.
Exclamações me interessam mais que ponto final. Exclamações me interessam como me interessa saber como está a vida, como estão os planos, como está o sorriso torto e tão delicioso, e quantas vezes ele vem naquela boca quando lembra de mim. Exclamações marcam as frases onde exclamo de saudade, de vontade, ou de lamentação. As exclamações fazem um ponto final parecer pura bobagem.
E eu paro e penso: Porque não ponto final? Porque o ponto final não agrada, não entende e não perdoa. O ponto final não me da as respostas que preciso. O ponto final não me consola, não me deixa imaginar. E quanto eu interrogo, porque não ponto final, a resposta vem baixinho, quase inaudível: Porque reticências, exclamações e interrogações me interessam mais.
E onde as pessoas vêem um ponto final, eu vejo apenas reticências.
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