sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Geral achou que o menino que mandou flores era mala. Fui pesquisar (não, não foi no google) e descobri que ele é querido e bonito, mas a menina é LINDAAAAA daquelas que podem escolher (por enquanto né Colega?) e se deu ao direito de desprezar o gatinho.
Geral achou que eu estava defendo a ala masculina (vai ver que é mesmo, eu tenho uma cabeça machista) mas nesse caso, tô defendendo as mulheres: As próximas mulheres da vida desses coitados que vêem seus pequenos esforços sem nenhum tipo de reconhecimento, e sentem-se humilhados por garotas gostosonas.
Eu não acho que a gente deve dizer sim pra todo mundo que nos manda rosas, até porque flores são dadas para pedir perdão por coisas imperdoáveis até, mas acho que um garoto que tem a iniciativa fofinha tem que ser valorizado.
Tipo, chama ele de canto e diz assim: Fófis, eu não vou te dar, mas o que você fez foi muito legal e talvez se não fosse por __________(coloca aqui uma mentira qualquer) a gente daria super certo.
Mas não "desromantiza" mais um não. Os homens já estão duros demais.
E hoje o que eu tenho pra dizer é que por mais que eu goste de rosas, nem as vermelhas mudariam meu humor.
Mas um bilhete que me deixe nervosa, SIM! Pensando bem, não preciso do bilhete, hoje eu já tô nervosa pra caraleo!

Rosas e beijos. Pra quem gosta!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

17 Ow dó!

Uma colega me liga e conta: A menina que trabalha com ela recebeu flores e um anel de presente no emprego. No cartão, sem assinatura estava escrito "Aceita meu convite?"
No fim do dia o galanteador aparece com a cara mais fofa do mundo e pergunta pra ela "E então, aceita meu convite?" (que seria, namorar com ele oinnnnn)
E a cretina respondeu em  alto e bom som : "NÃO".
Por causa desse tipo de filha da puta que eu nunca recebo flores.

manda pra mim, gatcheenho! Dá um toque a cobrar que eu tenho infinity pré. hahaha

sábado, 16 de janeiro de 2010

7 Um tempo pro ócio

Eu nunca digo "não" para as pessoas. Não recuso convite pra festa, velório, choppinho, almocinho, café. Eu sempre estou ali, ou lá. Menos quando para estar ali eu precise não estar lá. Eu nunca uso o argumento de que "trabalho demais", "meus filhos me deixam exausta", "meu marido não gosta que eu saia sozinha". Eu nunca argumento; eu só vou.
E de repente, eu simplesmente não posso ir a lugar nenhum. Amarrada na cama ou na cadeira do PC (e isso não faz parte de nenhum joguinho sexual) e curtindo o tempo que eu tenho para não fazer nada.
Eu posso rir e chorar com os livros e filmes que eu quiser, e posso dormir depois do almoço e se alguém me convida pra fazer alguma coisa, eu digo não sem culpa e com desculpa.
To curtindo o ócio sem culpa, mas com medo. Se eu quero, eu faço. Senão quero, não faço. Simples assim.
Durmo o tanto que preciso, e se eu acordo cedo, ponho um DVD pra dormir assistindo. Quando acordo tarde, almoço e escolho um livro pra ler e durmo de novo.
Assisto sessão da tarde e novela. Descubro novas funções do meu celular. Converso com amigos no msn. Twito todas as bobagens que tenho vontade. E tenho tempo.
Eu tô abusada de não ver gente interessante, de não ter nada pra postar no blog, mas tô aproveitando esse tempo com cara de doente para repor energia e aprender que se eu não for trabalhar, ninguém morre e que se eu não for pra uma festa, ainda assim ela vai acontecer.
Bem na verdade não gosto disso. Prefiro pensar que se eu não estiver o mundo não tem graça e minha chefe não ganha dinheiro. Prefiro pensar que meus filhos também tem saudades de mim, e que meu marido tá super estressado com a dupla jornada. Eu prefiro pensar que eu não tenho tempo para o ócio, mesmo quando tenho.
Eu prefiro pensar que faço falta e não quero ter tempo para descobrir que não.
Agora eu vou assistir um filme mulherzinha, porque tento tempo.
Que medo!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

9 Homem da minha vida

Há muito tempo eu quero falar dele aqui. Mas eu não sei falar dele sem chorar. Hoje, eu resolvi chorar e escrever; porque ontem ele me tocou tentando ser romântico. Ele originalmente não é, e quando tenta sê-lo é engraçado. E lindo.

Ele chegou antes que eu soubesse o que é amor. E me amou como nenhum outro homem tinha amado antes.
Venceu preconceitos e barreiras para estar comigo, e um dia, decidiu conquistar a minha mãe para que pudesse estar sempre.
Eu o escolhi. Poucas meninas tem o prazer de escolher seu pai. E tive.
Era amigo de uma tia. E eu, a pobre garota filha de um vagabundo. Minha mãe, solteira. Há 24 anos atrás isso era palavrão.
Ele, filho de uma família conservadora, um garoto que frequentava o Brasília e bebia até o juízo. Um guri, que vovó sonhava casar-se com uma do lar, virgem.
Magro, alto e com sérios indícios de que ficaria careca, não era bem o tipo da minha mãe.
Minha mãe preferia os bon vivant, os músicos e filósofos, os artistas. Não os garotos pé no chão, que tinham perdido o romantismo ao longo da dureza da vida.
Eu não. Eu preferia aquele moço que quando ia na casa da minha vó, me enchia de vida, de luz e de carinho.
Gostava de andar no tanque da moto, com os cabelinhos loiros encaracolados presos num rabo de cavalo que ele mesmo fazia, e gostava de mexer na barba dele, sempre por fazer.
Ele gostava de mim, e acho que era o que eu mais precisava aos 8 meses de vida. Até hoje acho que o que eu mais preciso. Alguém que goste de mim.
O tempo passou e minha mãe esqueceu os seus poetas. Enterrou-os junto com as minhas lembranças pré estabelecidas de homem, e começou a ver nos olhos verdes o mesmo brilho que eu já tinha encontrado no primeiro contato. E veio a chance.
E o garoto com calça boca de sino agarrou-a. E foi o homem que ela escolheu.
E eu me agarrei em suas pernas e disse: "O pai ta de papato novo? Eu também e a mãe também ó!"
E ele a levou pro altar. E me levou nos braços. E me abraçou pra vida. Inteira.
Ele não é um poeta, não é um artista, não é um filósofo. Ele é meu pai. O homem que dançou comigo a Valsa nos meus quinze anos, o homem que me levou pro altar. Ele é o homem que ainda com muitos cabelos, mesmo que estejam brancos é chamado de vô, e que atende com a mesma cara de bobo que fazia quando eu andava no tanque da sua moto.
Ele é o homem da minha vida. O primeiro e eterno homem da minha vida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

10 Repetitiva,é eu sei...

Juro que tô tentando pensar em alguma coisa para escrever. Sabe, sobre sentimentos e filmes, ou livros. Mas minha cabeça não pensa em mais nada. Nadinha. Só consigo pensar nas mudanças que estão acontecendo no meu corpo. (Oi, eu tenho doze anos e tá nascendo pêlos na minha perereca). Gente, eu nunca senti tanta dor na minha vida, só no coração (oin, fofuxinha!!!). Pedi para o cirurgião me deixar igualzinha a Barbie, mas ele deve ter entendido que era uma boneca e me fez ficar a noiva de Chucky, Taquepariu. Nem quando o meu marido me espanca eu fico tão roxa. Nem quando eu fico 5 dias sem ir no banheiro minha barriga doi tanto, nem quando eu estava grávida de 11 meses do Nicolas Gabriel fiquei tão inchada.
Hoje fui ao médico para retirar o Tobby. O Tobby me era super útil, mas preciso confessar que ter que carregar uma coisa cheia de banha pra todo lado não é nada confortável. O médico me deu dez com estrelinhas, parabenizou meu super marido que levanta 896 vezes por noite pra me levar no banheiro, cozinha pra mim e ainda fez uma super cama para eu não ter trombose. E eu vim embora feliz, e sem o Tobby.
Eu sei, que um dia, algum dia (superexagerada que é daqui 10 dias) eu vou ficar bonita (de novo???). Esses roxos vão sumir, eu vou desinchar e a minha barriga vai ser o que nunca foi. Um tanquinho. Minha primeira providência será comprar uma microminisaia e uma blusa decotada,curta na barriga e rosa pink.
E eu prometo que esse é o último post dedicado a minha barriga nova sem fotos. No próximo já terei assinado meu contrato com a Vip e estarei fazendo propaganda da edição mais vendida de todos os tempos da Revista. E é claro, anunciando pra vcs o dia da minha entrevista com o Jô.

Ah, e o médico não tinha mal de parkinson não Graziela e inclusive me fez entender que aulas de geometria servem para alguma coisa. Ele super mede a barriga antes de cortar. Ele faz plástica em muitas "veiz" Lu e os filhos super justificam nossas barrigas fora de lugar. Eu também tenho dois(e só dois, pq agora eu tenho certeza que DAQUI não sai mais nenhum. Ta Costurado também); e as fotos nuas que o médico tirou Chicuta só vão ser vistas por mulheres gordinhas. As que eu vou tirar na Vip se comprar a revista tu pode ver. =P Mas nada de voltar a ter doze anos com ela! ora, bolas!

Beijos lipoaspirados!

sábado, 9 de janeiro de 2010

7 Um copinho de barato pra trazer pra casa.

Eu já devo ter dito pra vocês que eu sou careta. E sou mesmo. Não bebo, não fumo, não cheiro, nunca usei drogas, mas se tem uma coisinha que eu gosto é do baratinho da anestesia.. e eu não poderia deixar de contar minha última experiência surreal pra vocês.
Entro no centro cirúrgico e sou atendida por uma enfermeira sem o mínimo de psicologia que me mandou tirar a roupa. Cara, cadê as preliminares? O entrosamento? A Química? Tentou se redimir, me levando pra um lugar reservado e me dando uma daquelas camisolinhas horrendas e me mandando tirar TUDO. E quando uma mulher ouve "tira tudo" ela já sabe o que significa.
Ai veio a pantufinha de TNT e a toquinha ridícula que fez a minha escova parecer extremamente desnecessária. Então, chegaram duas moças simpáticas que me levaram para o Centro cirúrgico, onde o médico gatão já estava me esperando e pela primeira vez deixei que me fotografassem nua. Depois disso veio a melhor parte: o tiozinho do barato.
O anestesista tinha cara que saiu do Restinga e veio me operar, sua cara torrada de sol denunciava sua falta de cuidados pessoais e isso me fez sentir medo. Mas já tava ali, e não dava para correr. Então, o tio do barato pediu para que ligassem o som (o que mais uma vez me fez ter medo dele) e tava tocando Madona! Foi um sinal, eu sei. Um sinal de que vou virar uma diva! Hey, You! E assim, começo a tonturinha.
A sensação UHUL durou pouco e eu só me lembro que depois de seis horas acordei, segurei na mão do médico gatão e disse: "Obrigada! Ficou linda! Obrigada! Obrigada mesmo!"
Procurei o anestesista para agradecer o barato, mas ele já devia estar de novo na praia, curtindo alguma gata, tomando uma cerveja com os caras.
Fui para a sala de observação peladona, de sonda e com um maluco lipoaspirado do meu lado que me dizia a cada dois minutos: "Porra, mas tu quer ficar mais gata ainda? Já é um espetáculo". Além de cego, o cara tinha Alzheimer...
Eu só queria que me dessem um pouquinho daquele barato para eu usar em casa porque putaquepariu virar a Barbie, doi!

E foi assim que eu ganhei minha barriga Miss Brasil 2011!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

10 E a vida continua...

Depois que todo mundo contou regressivamente, menos os que estavam bêbados demais para isso, a vida transcorre normalmente. Ou quase.
Criciúma tem um bendito feriado no dia 06 de janeiro, que faz com que quase toda a cidade pare do dia 24 até o dia 07. Menos os que não estudaram, esses continuam trabalhando. Lembro a vocês que eu não estudei.
E ai, é assim...quem prometeu, prometeu. Quem não prometeu, não promete mais. E tipo, eu sou uma das pessoas que não prometi nada, a não ser pagar o médico que vai mudar a minha vida em 2010. Porque eu não to afim de mudar mais nada, (até porque a Re disse que eu não preciso mudar nada e a Re tem doze anos e crianças não mentem), além da minha barriga.
Então meu grande tchananã de 2010 é uma barriga nova, e como eu não devo postar nada antes do GRANDE DIA ( e não será o meu aniversário, que é a única coisa que a egocentrica aqui considerava como dia grandioso) resolvi compartilhar com vocês minha aflição: tô morta de medo de morrer.
Sei que isso é bem imbecil, mas meu marido sonhou com dente e já dizia minha sabia avó: sonhar com dente é morte.
Também sei que é imbecil, mas a delicadeza das pessoas me assusta. É eu comentar em qualquer lugar que meus dias de gorda estão contados e que no ano que vem vou ser Garota Verão Balneário Esplanada que já vem alguém dizer que a prima, a tia, a amiga do vizinho, ou a tia do amigo do vizinho morreu quando foi fazer uma cirurgia. Gente, a faca já ta afiada com meu nome em cima! Não adianta mais me contarem coisas horrorosas sobre cirurgia plástica, nem eu ver coisas medonhas no Youtube. é fato! dia 6 é a minha vez.
Mas se eu morrer, acho que todo mundo já ta ligado que eu quero um funeral inesquecível. Uma coisa meio Michael Jackson, só que durando menos dias. Quero que vocês ensaiem essa letra para cantar bem bonito e já que eu tô falando besteira (que na verdade é só para vcs rezarem, orarem, fazerem macumba, despacho essas coisas pra dar tudo certo)Vou deixar meu testamento também: Meus livros devem ser dados para quem goste dos seus títulos e de preferência que sejam repartidos entre as minhas amigas, exceto pelos que me foram dados de presente, esses eu quero que devolvam a quem me deu, para que eles olhem e chorem bastante pensando no amor que tinham por mim. Minhas roupas ninguém vai querer, devido meu incrível mal gosto pra me vestir, mas se acharem alguém tamanho 42/44 por ai doem tudinho. Guardar minhas cartinhas de amor (as que eu ganhei de alguém e as que eu nunca enviei) para chorarem muito na posteridade e nunca, nunca excluir meu blog e meu orkut.
Se tudo isso for atendido, não pretendo puxar o pé de ninguém.
Mas bem na verdade, eu quero é voltar aqui, para escrever o quanto tô magra e gata!
E aguardo visitas: no blog, no hospital, aqui em casa ou no cemitério..sei lá!
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